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Diário de um lanesano


























 
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Lanesville
 
Domingo, Março 30, 2003  
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11:33:56 PM Comments:

Sábado, Março 29, 2003  
Ontem à noite foi a "Noite das Personalidades", no maior clube da cidade. Vocês acham que o Oscar é subjetivo? Com certeza esse prêmio é muito mais, já que é só uma pessoa que escolhe as categorias!
Aliás, deixem-me antes explicar o que é a "Noite das Personalidades". Trata-se de uma noite beneficente (a vantagem principal desse evento) em que várias pessoas da cidade ganham prêmios de acordo com categorias pré-estabelecidas pelo criador da "Noite" - parece que ele já foi colunista social, mas não tenho certeza. O problema é que há categorias as mais esdrúxulas, como "Senhoras sempre elegantes", "Rapazes sempre elegantes", "Moças sempre elegantes" e a terrível "Hors Concurs", além de algumas mais interessantes, como "Revelação musical", "Importância na cidade" (o nome não é esse, mas algo do tipo) entre outras.
O evento, como dito acima, se deu no maior clube da cidade. A hora em que cheguei (à academia, pois não ia pagar R$ 60,00 para ir à "Noite das Personalidades"! Além do mais, nem fui um dos laureados...) o estacionamento ainda estava bem vazio mas, na saída (lá pelas 21:40h), o movimento começava a crescer. Pessoas muito bem vestidas, alguns carros caríssimos estacionados etc. Deve até ter sido interessante, mas fica para uma próxima vez (quando o saldo da minha conta estiver melhor!...). O jornal de amanhã com certeza vai trazer uma cobertura completa do que se passou lá ontem.
Na verdade, eu nem deveria estar criticando o evento (e não estou mesmo!...), já que o coral de que participo foi um dos laureados:


Essa foto saiu no jornal de quinta-feira (27/03/2003). Alguém aí consegue me identificar?

Mais tarde eu continuo a escrever. Agora vou ler um pouco - mas ainda não sei que livro!

3:43:13 PM Comments:

Quinta-feira, Março 27, 2003  
Muita gente me perguntou o que significava aquele texto de Sébastien Ymmoooblet (1874-1902) do post de 16 de Março. O problema é que selecionei um trecho daquele romance da mesma forma que os livros didáticos costumam fazer, ou seja, tiram um pedaço do livro. Sem o contexto, o significado se perde, se não totalmente, quase todo... Vou postar mais um pedacinho do romance aqui (achei esse texto num site lanesano [cujo endereço perdi...] e fiz uma versão para publicar):

Foi num trem, já não me lembro qual, nem de onde para onde. Lembro-me de estar passando perto das cabines do primeiro vagão, logo após o vagão restaurante, e que estava reservado a uma parte da corte da rainha. Estava tranqüilo e olhava pelas janelas vendo a bela paisagem - que, apesar de única, não consigo me lembrar onde era. Absorto como muitas vezes, um fato me chamou a atenção: era uma voz feminina. Pareceu-me extremamente familiar. No coração uma chama acendeu-se, como uma brasa quase morta reavivada por um sopro. Pareceu-me a voz dela, que havia muito não ouvia. Muito? Não, não era muito. Mas três ou quatro anos podem ser muito a um coração completamente ferido e muito cansado.
Uma idéia obsessiva tomou conta de mim. Eu precisava vê-la outra vez. Fui me guiando pela voz até que cheguei à cabine em que ela devia estar. Parei e pensei se era certo. Tamanha era minha ansiedade que, em vez de bater à porta, abri-a e procurei por ela. Não a encontrei. Era um duplo seu... Como duas vozes podem ser tão parecidas? A dona da voz, uma bela moça provavelmente laggiana
[1], parou de conversar com a dama idosa que a acompanhava, sorriu e perguntou-me:
- Pois não,
monsieur?
- Desculpem-me,
mesdames, eu me enganei.
Saí, fechei a porta e enrubesci de vergonha. Como duas vozes podiam ser tão parecidas? E ainda mais aquela voz, que tantas lembranças - a maior parte não boas, confesso - trouxe. Ai de mim! Pois vejo que meu destino é mesmo sofrer...

La vengeance
(1894), capítulo XIV
Sébastien Ymmoooblet

[1] Natural da cidade de Laggi, na província de Nouvelle Italie.

5:20:01 PM Comments:

Domingo, Março 23, 2003  
O fim de semana está quase no fim e não fiz praticamente nada do que desde a sexta-feira eu tinha planejado... Que peso na consciência! Isso é horrível. O pior é que, por mais que eu tente me regrar, não consigo aprender... Só por castigo, vou acordar às 5h para fazer os exercícios de grego e traduzir um texto em latim!...

Na sexta-feira li O visconde partido ao meio, de Italo Calvino. Adorei! Ele tem um estilo de escrever muito fluente e, neste livro, bastante alegre, com uma joie de vivre bem calviniana. Leitura altamente recomendada!

Esta semana me aconteceram algumas coisas meio ruins. Quer dizer, algumas nem foram tão ruins, mas outra hora eu conto. Vou dormir.

"È tardi!"... Ressoa em minha mente a voz de Callas dizendo essa frase.

10:45:24 PM Comments:

Sábado, Março 22, 2003  
Mais uma série: "Diálogos que gostaríamos de ver".


Sua Majestade a Rainha Elizabeth II de Windsor, tendo descido do avião real no Aéroport International de Lanesville, em sua penúltima visita à cidade-país

Lanesville-Londres, por telefone, 19 de Março de 2003:

Sophia XXVII [1] - O que está havendo com seu primeiro ministro, prima [2] Elizabeth?
Elizabeth II - E por acaso sei? Com milhares de protestos contra essa guerra, Blair continua insistindo no apoio aos EUA.
Sophia XXVII - Por que não toma as rédeas do governo, tirando de seu cargo?
Elizabeth II - Por acaso tenho poderes para isso? Seria até anticonstitucional.
Sophia XXVII - Bem fez minha bisavó, Sophia XXIV, ao entrar no poder: instituiu o cargo de prémier, mas abriu bastante brechas para uma possível intervenção do monarca. Nós fomos preparados para governar. Não eles.
Elizabeth II - Tem razão...

[1] Rainha de Lanes (1997- )
[2] O pai de Sophia XXVII, Henry III, é primo de Elizabeth II.

12:39:00 AM Comments:

Quinta-feira, Março 20, 2003  
Hoje já me sinto bem melhor: Apolo acordou bem e até foi se sentar num degrau da casa dele, onde atualmente costuma descansar. Quer dizer que também ele está melhor, graças a Deus.

Mais tarde posto mais. Agora terei uma aula sobre História da música - em que o professor tratará de Beethoven. À noite, o coral em que canto vai se apresentar ao ar livre. Espero que não chova!

9:57:53 AM Comments:

Quarta-feira, Março 19, 2003  
Estou arrasado. Há pouco fui ver o Apolo e, ao me deparar com ele deitado em sua cama, débil, frágil e com uma respiração um tanto cansada, não contive as lágrimas. Aquele cachorro tão forte, que nos deu tantas alegrias, estava terrivelmente adoentado. Mas, mesmo assim, continuava sereno. Tive de me sentar e, em meio às lágrimas, fiz uma pequena oração:

Deus, não leveis o Apolo agora!
Não agora que preciso tanto dele,
Neste momento tão difícil.
Fazei com que essa angústia no meu coração
Seja apenas uma bobagem
E não um mau presságio.
Que Apolo só se vá daqui a alguns anos
E que morra nos meus braços,
Como quero morrer nos braços
Daqueles que tanto me amaram.
Amém.


As lágrimas já secaram, mas um terrível fogo arde no peito. Que seja só mais uma bobagem deste coração tolo.

Felizes são os animais, que não tem consciência da própria morte. Aliás, creio que tenham: mas é apenas no último momento, quando ouvem uma voz divina chamando-os para um lugar onde não há dor, tristeza ou sofrimento.

É melhor eu parar por aqui. E rezar pelo melhor.

11:50:26 PM Comments:

 
Cansaço... Cansaço... Cansaço...

Ainda é só quarta-feira e já estou cansado. Pode?
Ontem voltei da academia quase quebrado: dei um mau jeito nas costas depois da aula de abdominal. Por sorte passou hoje de manhã!
Dia normalíssimo: acordei um pouco mais cedo para fazer alguns exercícios de russo, fui para a faculdade e tive aula direto das 8h às 18h. Voltei para cá e, depois da aula de inglês, meu melhor amigo e eu fomos ao McDonald's tomar sorvete. Como tudo está caro lá! Acho que desde o começo do ano não ia a essa rede de fast food. Compramos pouca coisa porque logo ele teria aula, e ficamos conversando sobre o passado e o futuro. Talvez as únicas coisas que me alegram, já que o presente está mais ou menos...

"Eh, bien: c'est la vie!"...

Que post confuso... Outra hora eu acerto as idéias aqui. Lá vou para a academia. É isso que dá percer seis (quase sete) anos da vida... Portanto, adolescentes que lêem este blog: não disperdicem sua juventude com bobagens! Como diria a sábia Sophia de Lutécia (72 a.C.- 14 d.C.):

uitā, adulēscentēs, multō fruiminī, quod tempus celerrimē uōlat.

Se bem que, no conceito de adulēscens, adulēscentis da época eu ainda seria considerado...

8:03:03 PM Comments:

Segunda-feira, Março 17, 2003  
Dia agitado: "Largo al factotum" demi pronta (mas com várias correções a serem feitas), ótima aula de tênis e descobri que vou cantar a primeira cena da Le Nozze di Figaro, minha ópera mozartiana favorita, em Junho.

Agora, uma dor de cabeça. Mas passa. O que importa é que o dia foi excelente. E que a Lua está maravilhosa! Como eu, os poetas lanesanos adoram a Lua e geralmente a usam em suas poesias. Outra hora eu traduzo uma poesia lanesana e posto aqui.

9:14:42 PM Comments:

Domingo, Março 16, 2003  
Uma das pérolas do Romantismo Simbológico (1889-1900) lanesano:

Penso que se aproxima cada vez mais o dia da vingança. Não será este ano, certamente, mas com certeza no próximo.

Não, não estou ficando louco. Mas elas ficarão. E se arrependerão. Para sempre.


La vengeance (1894)
Sébastien Ymmoooblet

12:06:22 AM Comments:

Quinta-feira, Março 13, 2003  
Nossa, já faz quase uma semana que não publico um post novo! (Também, não deve ter feito muita falta...)

Estou ainda na faculdade, esperando a van chegar - hoje não tive aula das 16h às 18h. Acabei me lembrando de um poeta lanesano muito bom chamado Lucien-Henri de Agrouyère-Baylllaz (1892-1978). Baylllaz produziu desde os quinze anos até praticamente morrer, tendo seu último livro, Retratos lanesanos, publicado em 1977. Foi o representante máximo do que hoje se chama Romantismo Naïf, vigente no reino de 1900 a 1930. Como o próprio nome diz, esse tipo de Romantismo tende a ser não tão intenso quanto os demais, mas sim a expressar sentimentos menores e mais simples. Por ter vivido bastante tempo, Baylllaz foi um grande defensor desse Romantismo e até sua última publicação seguiu a mesma estética, apesar de respeitar os novos Romantismos que viriam a ser mais importantes no reino. Sua única aversão era ao Romantismo Moderno, o famoso Romodernismo, que se iniciou em 1930 e terminou junto com a Segunda Guerra Mundial. (Claro que todas as datas foram aproximadas.)

Transcrevo abaixo um dos poemas de Baylllaz de que mais gosto (ainda bem que estava com um livro dele comigo!). A versão é minha, direto do francês. A epígrafe é de um poeta anterior a Baylllaz, Ansèlme Bremmmodon (1799-1842), um dos principais representantes do Romantismo Clássico (1797-1832) - também conhecido como Romanclassismo.

Pouco se lhe dá (1913)
Lucien-Henri de Agrouyère-Baylllaz

Cruel destino é saber
Da própria morte
Nada se pode fazer
Resta agüentar e ser forte.

"Morte triunfal" (1820), Ansèlme Bremmmondon

Lá está a árvore antiga
Com seus galhos como braços
Há tanto que olha a vida
Com a Terra tem muitos laços.

Pouco se lhe dá se as flores
De sua copa no inverno caem
Se sua aparência não é das melhores
Se os pássaros dela saem.

Pouco se lhe dá se o destino
Dar-lhe-á mais um dia ou dois
De vida, fonte de instinto divino
É-lhe igual morrer agora ou depois.

Pouco se lhe dá se o poeta
Que a observa atentamente
Sonha, ama, sofre e pensa,
Se vive bem ou amaramente.

Pouco se lhe dá se os humanos seres
Sofrem de angústia pela morte
Pois seus galhos, folhas e flores
Continuam impassíveis: gesto frio e forte.

Pouco se lhe dá!...

5:27:08 PM Comments:

Sexta-feira, Março 07, 2003  
Oh! O primeiro (e único...) prêmio deste blog!

EU TENHO
AUTOCRÍTICA


8:11:23 PM Comments:

Quinta-feira, Março 06, 2003  
Hoje, ao ler o fórum de discussão de música clássica, tive uma triste notícia: a grande mezzosoprano Fedora Barbieri, de oitenta e três anos, faleceu na terça-feira. Uma grande perda para o mundo operístico, merecendo um post só para ela e uma pequena homenagem:



Vai, Fedora!

Estás agora num lugar certamente melhor que o nosso
Um dia a veremos no grande Teatro Celeste
Em que, agora, cantores líricos que já se foram se acotovelam
Para poder ver sua primeira apresentação celeste.
Até a hilária Florence Foster Jenkins
Tenta arranjar um lugar entre Callas e Gigli
Só para poder te escutar!

Tua voz iluminou o mundo e, no céu,
Uma nova estrela brilha agora
Nela está teu nome: Fedora!

10:11:35 PM Comments:

 
Mal começou o dia e já está agitado!

Hoje fui dormir bem tarde. Estava numa animada conversa com a Άσταρτάια (escrevi certo?) no ICQ e, se não fosse a aula de grego hoje, não teria desconectado às... três da manhã!
Levantei às seis e pouco e lembrei que hoje começará em casa um verdadeiro inferno: é uma palavra com sete letras. Não, não é "despejo". É algo pior: R-E-F-O-R-M-A. E conosco lá dentro! Minha mãe decidiu há algum tempo fazer essa pequena reforma interna - uma externa já tinha acontecido no fim de 2000. Estou até vendo no que vai dar: pelo menos um mês de obras...
Depois fui ver o Apolo, pois estava meio preocupado com ele - ainda estou, na verdade. Apolo já não é um filhote (tem onze anos), e acho que está com algum tipo de problema nas juntas: ontem, depois de tomar banho, reclamava um pouco de dor ou incômodo nas pernas. O veterinário vai amanhã em casa, mas vim bastante tenso para a faculdade hoje, rezando todas as orações de que me lembrava.
A aula de grego foi muito boa - apesar de o professor ter certos preconceitos lingüísticos que me irritam um pouco. Fui resolver alguns assuntos (devolver/renovar livros na biblioteca, emprestar um livro a uma amiga etc.) e agora vou dar uma passadinha no Parque Dom Pedro, "o maior shopping da América Latina". Estou até vendo que não vou comprar nada na FNAC (olhei meu extrato na terça-feira e a visão não foi das melhores...), mas pelo menos coloco mais alguma coisa na minha infindável lista de "a comprar".

Por enquanto é só. Mais tarde, se meu computador não estiver todo rebocado, eu posto algo sobre o fim do dia.

10:34:00 AM Comments:

Segunda-feira, Março 03, 2003  
(Pronto, aqui vai mais um post.)

Hoje tive uma decisão um tanto inusitada: resolvi que ia ler Os Lusíadas, obra maestra de Camões, no carnaval! Já comecei e li o Canto I - e estou redescobrindo esse belo livro.

Tenho tido vontade de escrever várias coisas no blog, mas nem sei por onde começar... Talvez eu comece por um poema de que me lebrei outro dia, ao ver um Shar Pei abandonado e ferido que anda pelo bairro. É de autoria de Étienne de Svårgny (1873-1925), poeta bastante influenciado por Baudelaire:

O cão (1902)
Étienne de Svårgny

Passa o belo phaéton
De uma condessa
Que segura um cão
Abanando a cauda sem pressa.

Fora, na rua, um cão
Sarnento e cheio de escaras
Olha o phaéton passando
Sua cauda está abanando
Vê a vida passar.

Vê tudo e imagina o poeta
Que mais feliz que a condessa,
Seu cão e o próprio poeta
É o cão da rua, com suas feridas
Que abana o rabo a cada aceno
E sorri com seu sorriso de cachorro
E continua sorrindo, abanando
A vida vai passando, finando.

O phaéton some na esquina
Fica o cão sarnento, o rabo abanando
Feliz é o cão, vai a vida levando
Com seu sorriso canino, por vezes ladrando
E feliz é por não saber - tem sorte!
Que haverá um último dia e a morte
Leva a todos, o fraco e o forte.

Lá está o cão sujo, de rua
Olha a calçada, uiva p'ra Lua
Tem uma vida feliz, que é só sua
Mas feliz que a de qualquer humano
Que sabe da morte e luta
E sabe o pior: é inútil essa labuta!

Traduzi esse poema do francês, porque a língua original em que o poema foi escrito é um tanto complicada para traduzir, apesar de ser um tanto tranqüilo entendê-la. Não gosto de poemas naturalistas, mas acho esse bastante bonito.

11:57:24 PM Comments:

 
É carnaval!!! (Grande coisa...)

Depois de, para variar, não ter atualizado o blog no domingo, vou tentar fazer isso hoje. Começo contando a segunda-feira para depois passar a coisas menos fúteis.

A segunda começou às nove horas, quando acordei para fazer exame de sangue (Pode?). Minha mãe e eu fomos à clínica e, por sorte, não havia ninguém na fila. Acho interessantíssimo o novo método de tirar sangue, em que o tubo de ensaio já é conectado à seringa. Outra coisa interessante é como nosso sangue é escuro - e um pequeno corte não nos deixa observar isso.
Em seguida fomos até o Extra comprar algumas coisas. Aproveitamos e compramos um identificador de chamadas (nosso telefone que tinha um está quebrado). Portanto, muito cuidado quando for me passar um trote! (Hahaha!) Compramos mais algumas coisas, saímos do supermercado - em que, por a cidade ser pequena, é fácil encontrar os conhecidos -, passamos pela banca e voltamos para casa.
Nada de mais aconteceu depois disso... Mas mais tarde eu escrevo sobre algumas leituras que pretendo fazer! (Oh!)

7:19:08 PM Comments:

 
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