Diário de um lanesano


























 
Archives
<< current

online

Meu humor:
Meu humor atual - i*Eu!

Quiz:
Você me conhece?










 


Perfil

José Luiz
23/05/1982
Gêmeos
Ler, escrever, ouvir música, cantar, jogar tênis
Literatura, música clássica, cães, nobreza, heráldica, automóveis, jogos de computador, etiqueta
Barítono
Romântico-realista
Eterno apaixonado
Honoré de Balzac, Victor Hugo, Alessandro Manzoni, Italo Calvino, Edgar Allan Poe, Eça de Queiroz, Machado de Assis, Álvares de Azevedo, Martins Pena, Gonçalves Dias...
Giuseppe Verdi, Gioacchino Rossini, Vincenzo Bellini, Gaetano Donizetti, Giacomo Puccini, Wolfgang Amadeus Mozart, Luigi Cherubini, Gaspare Spontini, Antonio Carlos Gomes...
Maria Callas, Montserrat Caballé, Joan Sutherland, Renata Tebaldi, Tito Gobbi, Rolando Panerai, Alfredo Kraus, Franco Corelli, Mario del Monaco, Giuseppe di Stefano, Édith Piaf, Mireille Mathieu, Elis Regina...
Estudante de Letras (4º. ano)
Português, inglês, francês, italiano, latim clássico, russo, espanhol e grego clássico
Lendo Le Père Goriot, de Balzac

Páginas interessantes:

Karadar
LucasArts
Maria Callas
Snoopy
World of Monkey Island




























Lanesville
 
Quarta-feira, Setembro 24, 2003  

Fim do inverno

Lá vem o Sol (tchuru-ru-ru)...

Già il Sole dal Gange...

Ária antiga de Alessandro Scarlatti

Acabou ontem o inverno. Começou a primavera. Particularmente, não gosto dessa estação pois, com ela, vêm o calor, a chuvarada, as moscas, os mosquitos etc. Aliás, não gosto muito do período entre Setembro e Março, preferindo de Março a Setembro. Se já está quente agora, imaginem em Dezembro ou Janeiro? É p'ra morrer...
Bem que eu gostaria de estar em Lanesville agora. Passar metade do ano lá e metade cá. Com o começo do outono, a temperatura começa a esfriar - não muito, já que a cidade-país fica em pleno Mar Mediterrâneo. Mas já é uma temperatura bem mais agradável que a por vir.

*******

Hoje o dia foi agitadíssimo. Mesmo não tendo aula cedo na faculdade, acordei às seis da manhã. Às sete levei minha mãe ao médico e fui para a academia. Fiquei lá até as oito e meia, quando fui para o tênis. Terminada a aula, uma hora depois, peguei minha mãe no médico e voltamos para casa. Estudei um pouco a primeira cena da Le Nozze di Figaro e, às 11:30h, fui para o estágio (vide ADENDO). Voltei de lá à uma e pouco da tarde, passei em casa e fui para a faculdade, onde encontrei uma amiga. Às três horas, encontrei outra colega para ensaiarmos a cena da Le Nozze. Às quatro começou a aula de Ópera Estúdio, onde, depois do aquecimento, algumas pessoas passaram a parte que cantarão no recital. Passei com minha professora o duetto "Dunque io son", da Il Barbiere di Siviglia. Consegui dar o agudo final (um Sol) bem brilhante! (Foi na cassetada, mas foi! Hahaha!) Quando os régisseurs [1] chegaram, minha colega e eu passamos a cena e eles gostaram bastante (só ter passado o duetto e a cena e a aprovação deles já valeu minha quarta-feira!). Preciso melhorar alguns aspectos como, por exemplo, mudar o jeito de andar - continuo sendo eu no palco. Acho que vou ler algum livro do Stanislavski ou do João Caetano para ver se tenho alguma luz...

*******

Hoje é aniversário de uma delas. Não da atual, mas de outra (vide o post de 14 de Fevereiro). Pensei o dia todo se deveria ligar ou não, mas decidi que não vou ligar. Chega. É inútil. Não vou ligar e pronto. Para ela, tanto deve fazer mesmo...
Qual rabbia!...

*******

ADENDO:
Acho que ainda não tinha comentado, mas estou fazendo estágio na Biblioteca Municipal daqui. Por sorte, a bibliotecária me deixou bem livre para controlar minhas horas, as atividades a serem feitas etc. Já fiz oito horas, e ainda faltam cinqüenta e duas. Não me organizei "oficialmente" ainda, mas creio que será possível concluí-las até o fim de Novembro.

___________________
[1] É como se chamam os diretores cênicos de ópera.

9:57:20 PM Comments:

Quarta-feira, Setembro 17, 2003  

Cansaço

L'amore d'Alfredo per fino mi manca
Conforto, sostegno dell'anima stanca.

Violetta Valéry, no terceiro ato da La Traviata (1853)
Ópera de Giuseppe Verdi
Libretto de Francesco Maria Piave

Cansaço é uma palavra que descreve bem como tenho estado esta semana. Não só cansaço físico - este é o menor, talvez. Cansaço mental, amoroso, psíquico, emocional... Ou seja, estou com 90% de mim cansado.
A epígrafe deste post retoma a "Cena da Carta" da La Traviata, em que Violetta lê uma carta de Giorgio Germont (pai de Alfredo, seu amado). A jovem, porém, está sendo consumida pela tuberculose e, em breve, morrerá. Essa cena tem a belíssima ária "Addio del passato", em que Violetta diz que "È tardi!" e que "Or tutto finì". Na última nota, um Lá, Callas sempre desafinava de propósito para passar ao público toda a dor e a doença de Violetta. No trecho citado na epígrafe, Violetta diz "O amor de Alfredo por certo me falta/(É) conforto, sustento para a alma cansada". Estou assim atualmente - claro que trocando "Alfredo" pelo nome da... não posso dizer.
Será amor ou atração física? Muitas vezes não sei. O pior é que, no segundo caso, é apenas uma coisa superficial, de segunda importância, própria do id. [1] Se fosse esse o caso, talvez eu não estaria sofrendo agora. Já não sei mais nada...

*******

Domingo fui até a Festa das Flores e do Morango, em Atibaia. Sinceramente, não recomendo.
Atibaienses, por favor, não se ofendam. Vou explicar porque não gostei da festa.
Fazia tempo que não ia a nada assim - a última vez que fui a um lugar com muita gente foi o Salão do Automóvel, em 1999 ou 2000. Aliás, esse é o primeiro ponto: muita, mas muita, muita gente. Filas para tudo, até para andar pelo parque. Ficamos (minha mãe e eu) uma hora lá, se é que deu esse tempo todo.
Em segundo lugar, achei que o trajeto entre a rodovia D. Pedro e o parque onde acontece a Festa está muito mal conservado. Pior: é no meio da cidade. Espero que toda Atibaia esteja em condição melhor, porque pareceu ser um lugar interessante. (Quase estourei o carro - fui dirigindo na ida e na volta - quando não vi uma lombada apagada.)
Vantagem: comi um crepe de queijo (que estava ótimo!), compramos morango e cheguei a ver um trecho de um show de fado que estava acontecendo. Valeu a pena!

*******

Sexta-feira, no clube, haverá uma peça chamada Preciso dizer que te amo (ou algo assim), uma "comédia jovem". Primeiro que esse rótulo já me lembrou "Malhação", e me deixou de cabelo em pé. Depois, até resolvi ir para ver principalmente a técnica de interpretação dos atores - não sei se vocês sabem, mas conheço um pouco (bem pouco, é verdade) sobre teatro. Porém, quando soube que o Fabrício, do "Big Brother Brasil", ia participar, desisti rapidamente. Isso já é apelação!

*******

Hoje fui "fazer umas comprinhas" no Parque D. Pedro. Na verdade, só estive na FNAC, para procurar o livro Amor, poesia, sabedoria, sobre o qual tenho de escrever uma resenha para Didática. Não tinha. Acabei comprando outro livro, infanto-juvenil, de uma coleção que coleciono desde o ginásio. Conhecem a coleção Salve-se Quem Puder? Os livros trazem enigmas com as soluções no fim. As histórias são muito boas, e os tradutores escolheram por fazer jogos com os nomes das pessoas - como K. Marão, Ella Ghousta, A. Grã de Kuka etc. Saíram quatro novos livros e os tenho procurado. Só achei um deles. Assim, agora minha coleção tem dezessete livros.
Fui para a faculdade e tive aula de canto. Aliás, aproveito para convidá-los para o recital de canto de que participarei, no dia 24 de Novembro (segunda-feira), às 12h, no Instituto de Artes da Unicamp.

Por enquanto, é só...

___________________
[1] O id vem da teoria psicanalítica, e se refere à nossa parte mais instintiva - meio animal mesmo. (É isso que dá ter aulas de Psicologia do Adolescente na Faculdade de Educação: começa-se a aplicar aqueles termos em qualquer contexto...)

8:07:11 PM Comments:

Terça-feira, Setembro 16, 2003  

"Maria Callas, primadonna assoluta" [1]

Se eu morrer antes de você, diga a todos quem fui.
Maria Callas, soprano greco-americana

Para quem não sabe, uma das mulheres que amo (e que também é um amor impossível) é Maria Callas, a maior soprano do século XX. Abaixo segue um pequeno texto sobre a vida de La Divina, que faleceu há exatos 26 anos, em Paris.

Cecilia Sophia Anna Maria Kalogeropoulos (seu nome verdadeiro) nasceu em Nova York no dia 2 de Dezembro de 1923. Filha de imigrantes gregos, Maria desde criança apresentou o gosto pela música. Acompanhava atentamente as transmissões radiofônicas de divas da época e, no ano de 1935, chegou a participar de um concurso de rádio.
Seus pais se separaram em 1937, e Maria mudou-se para Atenas com a mãe, Evangelia. Na capital grega, iniciou os estudos de canto com a famosa soprano Elvira de Hidalgo, então professora do Conservatório local. Cantou em várias apresentações em Atenas e, em 1945, decidiu voltar para os EUA. Não conseguiu emprego fixo e mudou-se, seguindo conselhos da própria De Hidalgo, para a Itália. Lá seria sua primeira apresentação profissional, em 1947, no papel-título da ópera La Gioconda de Ponchielli.
La Divina - como ficou mundialmente conhecida depois das tournées da década de 50 - foi a responsável pela volta das óperas de Bellini, então praticamente esquecidas, ao repertório internacional. Norma, que desde sua estréia, em 1831, nunca mais tinha deixado de ser apresentada na Itália, passou a ser apresentada mundialmente. Callas gravou, ainda, mais três óperas de Bellini: Il Pirata, La Sonnambula e I Puritani.
O repertório de Callas foi bastante variado: abrangeu Wagner (no início da carreira), Verdi, Rossini, Bellini, Donizetti, Puccini, Cherubini, Spontini, Gounod, Bizet, Ponchielli e tantos outros. Seu timbre, chamado soprano drammatico d'aggilità, permitia que ela cantasse tal repertório, já que tinha uma ampla extensão vocal (três oitavas) e bastante agilidade.
Sua vida pessoal foi muito intensa e conturbada. Em 1949, casou-se com Giovanni Battista Meneghini, em Verona. Fez um rigoroso regime entre 53 e 54, no qual perdeu mais de vinte quilos. Em 58, conheceu o armador grego Aristóteles Onassis, e no ano seguinte divorciou-se para morar com ele. Sua última participação em uma ópera foi em 65, no Covent Garden, em Londres, cantando a Tosca.
Em 68, Onassis trocou a soprano pela viúva de John Kennedy. Callas ficou muito abalada e aquele era o começo do fim: praticamente enclausurou-se em seu apartamento de Paris. Deu algumas masterclasses em Nova York nos anos de 71 e 72 e fez uma tournée com o tenor Giuseppe Di Stefano em 74. Desse ano em diante, seu isolamento foi ainda maior, até que veio a falecer em 16 de Setembro de 1977. Estavam a seu lado apenas sua secretária e seu mordomo-motorista.
Felizmente, Maria Callas deixou muitas gravações de óperas completas e recitais. Sua voz inconfundível, seu timbre metálico e sua magnífica interpretação vocal e cênica tornaram-se um marco para a História da ópera - tanto que há quem diga que a ópera se divide em a.C. (antes de Callas) e d.C. (depois de Callas).
O grande barítono Tito Gobbi, seu amigo pessoal, disse em 1977: "Eu pensei que Callas fosse imortal. E ela é.". Sem dúvida alguma: Maria Callas, a maior soprano do século XX, jamais será esquecida.

Algumas fotos de Callas, para quem não a conhece:


Callas como Norma, a personagem operística de que ela mais gostava


No papel de Floria Tosca


Numa assustadora pose de Medea, personagem da ópera de Cherubini, que Callas trouxe à vida novamente





___________________
[1] Esse é o título de uma poesia minha sobre Callas, publicada em 2002 na antologia Encontros VI.

11:23:06 PM Comments:

Sábado, Setembro 13, 2003  

Son pocchi fiori...

Olhando algumas fotos antigas, coisa que tenho tido muita vontade de fazer ultimamente, resolvi colocar duas aqui. Outra hora coloco mais.


Esta é em homenagem a quem gostou do ipê aqui de casa. Foi tirada em 2000. Ignorem o bobão apoiado na árvore.


Esta é uma primavera que está na casa do meu tio, aqui perto. A foto também é de 2000, e a primavera ainda está lá.

Mais tarde ou amanhã virá um novo post!

7:22:31 PM Comments:

Quinta-feira, Setembro 11, 2003  
As notícias sobre a semana e de como estou serão publicadas amanhã. Por enquanto, fiquem com um pequeno manual que há tempos venho prometendo.

Manual de Åvyessiano [1]

Lição I: Da origem da língua

O åvyessiano, língua criada em 1512 por Sébastien Villannet, tinha como objetivo ser a língua oficial da colônia de Lanesville, descoberta em 1482. Villannet, professor de francês e vasto conhecedor de línguas clássicas, decidiu fazer um "retorno" ao latim, usando principalmente da pronúncia francesa. Para uma peculiarização ainda maior do novo idioma, Villannet empregou caracteres latinos que nunca foram ou pouco eram usados no francês. E assim o é até hoje. Língua oficial de dois milhões de pessoas, o åvyessiano é ensinado como língua estrangeira a todo lanesano, alcançando a marca de cinqüenta milhões de falantes - nativos e não-nativos.

Lição II: Da pronúncia

Para os falantes ou conhecedores de francês [2], a pronúncia do åvyessiano, e mesmo sua gramática, não será complicada. Como o francês, o åvyessiano tem caráter oxítono. Alguns fonemas, porém, não são encontrados em nossa língua, fazendo com que nunca alcancemos a pronúncia nativa. Assim, chegaremos no máximo a uma pronúncia 90% parecida - segundo estudos realizados nos últimos anos.

Quanto às vogais, temos: [3]

[a] > /a/, como no francês "salle"
[ai] > /é/, como no francês "aimer"
[å] > /ô/, como no francês "couteau"
[e] > /ê/, como no francês "élan", quando acentuado
[e] > /é/, como no francês "lettre", quando seguido de duas ou mais consoantes ou quando leva acento grave
[e] > /ë/, como no francês "manche" [4], quando em fim de palavra não oxítona
[eu] > /ø/, como no francês "bleu"
[i] > /i/, como no francês "lilac"
[i] > /j/, como no francês "fille" [5]
[oe] > /ǿ/, como no francês "coeur"
[o] > /ô/, da mesma forma que [å]
[oo] > /ó/, como no grego "φωνή", sendo também prolongada [6]
[ooo] > /u/, como no francês "fou"
[ø] > /ø/, da mesma forma que [eu]
[u] > /y/, como no francês "Nature" [7], mas sem palatalização
[ÿ] > /y/, da mesma forma que [u]

As vogais nasais são pronunciadas como no francês moderno.

Quantos às consoantes, temos:

[b] > /b/, como no francês "bateau"
[c] > /s/, como no francês "celle", seguido de 'e', 'i' ou semelhantes; nessa mesma posição, existe a variante /tch/, como no italiano "cielo"
[c] > /k/, como no italiano "caro", seguido de outras vogais ou grupos vocálicos
[d] > /d/, como no francês "domestique"
[đ] > /dzh/, como no italiano "giorno", seguido de qualquer vogal ou grupo vocálico
[f] > /f/, como no francês "famille"
[g] > /zh/, como no francês "Gérard", seguido de 'e', 'i' ou semelhantes
[g] > /g/, como no francês "garçon", seguido de outras vogais ou grupos vocálicos
(A letra 'h' costuma ter valor nulo, mas existe a variante /h/, como no inglês "house")
[j] > /zh/, da mesma forma que [g]-1
[k] > /k/, da mesma forma que [c]-2
[l] > /l/, como no francês "Lanesville"
[ll] > /j/, da mesma forma que [i]-2
[lll] > /lh/, como no italiano "figlio" ou no português "filho"
[m] ou [mm] > /m/, como no francês "mère"
[mmm] > /mh/, fonema não existente no francês; assemelha-se ao fonema /nh/, porém trocando-se a dental /n/ pela bilabial /m/
[n] ou [nn] > /n/, como no francês "Nice"
[nnn] > /nh/, como no francês "cognac"
[p] > /p/, como no francês "Paris"
[q] > /k/, da mesma forma que [c]-2 e [k], seguido de qualquer vogal ou grupo vocálico; pode também ser, em textos mais antigos, seguido de consoante, conservando o mesmo som - assim como o 'c' no latim clássico
[r] > /r/ ("tep"), como no italiano "caro", no meio da palavra
[r] > /r/ ("roulé"), como no francês antigo "France", no começo da palavra
[s] > /s/, como no francês "salle", no início ou no fim da palavras, em que, diferentemente do francês, sempre é pronunciado - com raras exceções
[s] > /z/, como no francês "saison"
[t] > /t/, como no francês "tristesse"
[v] > /v/, como no francês "visage"
[w] > /v/, da mesma forma que [v]
[x] > /ks/ (diante de surdas) ou /kz/ (diante de sonoras), como no latim "exercitum"
[z] > /z/, da mesma forma que [s]-2; existe a variante /zd/, como no grego clássico

___________________
[1] MONTKORTÅ, Ignace. Manual prático e moderno da língua åvyessiana. Tradução de OLIVEIRA FILS, Alfano Sårrè de. São Paulo: Éditions LD - Brasil, 1998.
[2] Lembrando-se que em Lanesville - onde este manual foi publicado pela primeira vez, em 1996 - e em boa parte do reino se fala francês.
[3] Por problemas do Blogger.com, alguns caracteres não foram aceitos. Sendo assim, precisei usar de aproximações dos fonemas em português. Na tradução de OLIVEIRA, assim como no livro, é usado o alfabeto fonético internacional.
[4] Esse fonema é um 'e' dessonorizado, ou seja, a pronúncia é quase ou totalmente nula.
[5] No alfabeto fonético internacional, o 'j' (iode) marca uma semivogal, como nas línguas eslavas - "Ljubljana" e "Jugoslavija", por exemplo.
[6] Por este exemplo - e outros - pode-se perceber que os lanesanos costumam conhecer várias línguas.
[7] No alfabeto fonético internacional, o 'y' marca o som do 'u' francês ou do 'ü' alemão. É um som entre o 'i' e o 'u', e pode ser facilmente pronunciado se se usar a boca arredondada para 'u' e os dentes semi-cerrados para 'i'. (Tente em frente ao espelho!)

11:27:52 PM Comments:

Domingo, Setembro 07, 2003  
Ilusões permanentes e gaffes inconvenientes

A vida é uma seqüência permanente de desilusões inevitáveis.
Laure-Charlotte d'Ermitbéval, Condessa de MontMorent, célebre pensadora lanesana

Depois de algum tempo sem postar, resolvi falar um pouco sobre um assunto que provavelmente acontece a todos: a (des)ilusão. Não só a amorosa, talvez a pior delas, mas de qualquer espécie.
A última que tive foi na semana passada, quando saiu o resultado de um concurso literário aqui na cidade. Eu estava um pouco ansioso e me iludi pensando que poderia estar, pelo menos, entre os dez primeiros classificados. Que nada. Nem vestígio do meu nome. Depois, pensando melhor, cheguei a conclusão de que a crônica que mandei para o concurso era uma grande bobagem, escrita dois dias depois do meu aniversário de dezoito anos. Claro que fiz pequenas mudanças antes de mandá-la, mas mesmo assim continuou medíocre. E eu me iludi de novo, para variar.
Ilusões amorosas tenho às pencas. Outro dia pensei uma coisa que poderia muito bem acontecer, mas que não aconteceu, óbvio. Muito pelo contrário: descobri algumas coisas que preferia que tivessem ficado na ignorância.
Acho que não há frase mais verdadeira que essa da condessa. Aliás, um filósofo lanesano posterior à nobre afirma que até a vida é uma grande ilusão, alimentada por nosso inconsciente. Pode até ser, mas de Freud e suas teorias quero um pouco de distância. Já me conheço o bastante para me conhecer ainda mais...

*******

Outro assunto de que vou tratar são as gaffes. Eu as cometo direto! Na sexta-feira foi com uma colega da faculdade; na quarta, com uma professora. O pior é que, acho, as pessoas nem percebem a minha gaffe e mesmo assim fico me remoendo de remorso (que redobro bobinho...). Isso é estranho: em minha cabeça estão várias cenas em que falei o que não devia e a reação da pessoa. Aliás, na maioria das vezes, a reação nem foi tão ruim assim, eu é que fico mirabolando as coisas...

- Vai se tratar, moleque! - diz uma voz irreconhecível.

*******

Já mostrei para vocês minha "versão Schulz"?

- Hein? - pergunta a mesma voz.

Calma, eu explico. Você conhecem a turma do Charlie Brown, não? Pois bem, ela foi criada no início da década de 50 pelo genial Charles Schulz (1922-2000). Charlie Brown é o personagem com que mais me identifico, sobretudo (estou com mania de usar esta palavra!) atualmente. Pois bem, fiz uma versão minha seguindo mais ou menos os traços que Schulz usava, e o resultado foi esse:


Fiz esse desenho provavelmente numa aula de Física, durante o colegial (para vocês verem como eu adorava essa matéria...). Não fiz só meu desenho, mas também o de dois amigos e uma amiga. Não vou colocar aqui porque, como você não os conhecem (acho), não saberiam quem são.
Meu cabelo, no desenho, está bem parecido como está na época. Hoje em dia, depois que cortei pela segunda vez, tenho usado partido ao meio.

*******

Hoje eu tinha decidido que, de manhã, tomaria um pouco de sol. Acordei cedo (umas 8h), mas acabei não indo. Deixei para a tarde, e também acabei não indo. Fica para o próximo fim de semana.
Não, eu não ia para o clube e muito menos para uma piscina - não sei nadar. Seria aqui mesmo no quintal de casa. Resolvi isso quando me olhei no espelho outro dia e me vi muito engraçado: como sempre ando de bermuda e camiseta, estou com uma cor legal nos braços e nas pernas, mas as partes que a camisa cobre estão praticamente brancas. Estava mais engraçado ainda porque a camiseta com que eu estava quando percebi isso tinhas as mangas e a gola um pouco mais curtas, evidenciando o dégradé (essa foi péssima!...) da minha pele.
Felizmente, estou conseguindo colocar hoje algumas coisas em ordem: revisar a tese de uma amiga, fazer uma síntese para a aula de História da Filosofia Educacional, escrever um pouco mais da novela, ler dois textos (um já li) para Didática do Português etc. Pena que não posso ir dormir muito tarde, porque amanhã tenho de acordar bem cedo: comecei, neste semestre, a fazer as aulas de tênis às sete da manhã, toda segunda-feira. Só eu para escolher esse horário... (Minha professora de tênis está toda entusiasmada para eu entrar no campeonato que vai começar no fim de semana que vem, mas de jeito nenhum pretendo ir! Quem sabe no próximo ano?...)

*******

Para ajudar, estou com uma tosse bem chatinha. Já estou tomando remédios e tal, mas ainda não melhorei... No sábado eu estava péssimo na aula de canto, mas consegui mesmo assim alcançar bons agudos nos vocalises! Tomara que a voz melhore logo.

*******

Sexta-feira tivemos aula de Psicologia da Adolescência (se o nome da matéria não é esse, é parecido). Como bem disse um colega meu, a primeira parte da aula foi uma verdadeira "sessão classe média", com os lugares comuns mais banais que possam existir. Depois do pequeno intervalo (afinal, é impossível ter uma aula dessas direto das 14h às 18h, ainda mais numa sexta-feira!), voltamos e a professora passou um vídeo sobre a passagem da infância para a adolescência/adultez em meninas de diversas culturas. Quando o filme terminou, em vez de levantarem perguntas sobre o assunto, vieram questionando a veracidade dos depoimentos, já que o documentário é da Unicef e, assim, segundo eles, tenderia a mostrar "uma visão ocidental branca" das outras culturas. Esse questionamento pode até ser válido, mas não naquele curso, oras!!! Esse pessoal "politicamente engajado" é um saco, realmente. Desculpem a expressão, mas é o que acho. O pior é quando alguém diz que não gosta de política e eles tascam logo um "alienado", uma das palavras preferidas da corrente marxista - que, como vocês sabem, trato com certa indiferença. Nem Marx previa as bobagens que seus seguidores fariam e diriam posteriormente. Coitado.

- Coitado é você, que nunca teve, não tem e nunca terá projeção alguma! - brada a voz, enraivecida.

Ah, não? Veremos.

4:46:13 PM Comments:

Segunda-feira, Setembro 01, 2003  
Eu ia escrever um baita texto sobre o fim do mês passado e sobre um novo tipo de post que será publicado daqui a alguns dias. Também tinha escrito um "Algumas dicas para ser famoso/a e/ou chamar a atenção". Preciso amadurecer a idéia, mas logo publicarei. Aguardem as novidades!

Ah, sim: o quiz que ia ficar até o fim de Agosto agora vai, até segunda decisão, ficar até o fim de Setembro. Ou até o fim do ano, talvez...

10:23:33 PM Comments:

 

This page is powered by Blogger.