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Perfil
José Luiz
23/05/1982
Gêmeos
Ler, escrever, ouvir música, cantar, jogar tênis
Literatura, música clássica, cães, nobreza, heráldica, automóveis, jogos de computador, etiqueta
Barítono
Romântico-realista
Eterno apaixonado
Honoré de Balzac, Victor Hugo, Alessandro Manzoni, Italo Calvino, Edgar Allan Poe, Eça de Queiroz, Machado de Assis, Álvares de Azevedo, Martins Pena, Gonçalves Dias...
Giuseppe Verdi, Gioacchino Rossini, Vincenzo Bellini, Gaetano Donizetti, Giacomo Puccini, Wolfgang Amadeus Mozart, Luigi Cherubini, Gaspare Spontini, Antonio Carlos Gomes...
Maria Callas, Montserrat Caballé, Joan Sutherland, Renata Tebaldi, Tito Gobbi, Rolando Panerai, Alfredo Kraus, Franco Corelli, Mario del Monaco, Giuseppe di Stefano, Édith Piaf, Mireille Mathieu, Elis Regina...
Estudante de Letras (formado)
Português, inglês, francês, italiano, latim clássico, russo, espanhol e grego clássico
Lendo Le Père Goriot, de Balzac
Páginas interessantes:
Allegro
Karadar
LucasArts
Maria Callas
Snoopy
World of Monkey Island
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Quarta-feira, Dezembro 31, 2003
Adeus, 2003
Pois escrevam o que digo: este será o melhor ano de minha vida!
Christophe Bonsard, no capítulo IV (parte II), de La vie d'un poète (1885)
Romance de Sébastien de la Maïercy
Acaba hoje um ano conturbado para todos, em vários âmbitos. Para mim, foi o melhor ano de minha carreira operística, digamos assim. Amorosamente, por outro lado, foi um dos piores.
Tentativa de pôr-do-Sol, representação gráfica do quadro original (1923) de Jean-Paul Hooonooory
Esperemos todos que 2004 seja bom para quem 2003 foi ruim, e melhor para quem foi bom. Esperemos!
11:47:05 PM
Comments:
Quinta-feira, Dezembro 25, 2003
Boas Festas!
I wish you a Merry Christmas...
Canção popular nos EUA
Nulla son io.
Svarto, Ato I, Scena VII, da Adelchi
Tragédia em cinco atos de Alessandro Manzoni
Em primeiro lugar, gostaria de desejar a todos um Feliz Natal e um 2004 com todas as realizações possíveis! Àqueles a quem este ano não foi lá essas coisas, que o próximo seja muito, mas muito melhor!
Este Dezembro está muito bom, apesar de todas as turbulências que aconteceram no correr (literalmente!) do ano.
Ontem fiz uma pequena uia crucis pelo centro da cidade, passando por vários lugares para fazer as últimas compras. Conversei com um grande amigo, o Rodrigo, pelo ICQ, e no fim da tarde fui à casa do Leandro, o amigo de que falei aqui há alguns posts. Ele se mudou a pouco e conheci a nova casa dele (que dá par ver daqui!), que está muito, muito bonita!
No fim do dia voltei para o computador e passei o Natal tranqüilamente, com meus pais. Eles foram se deitar depois do show do Leonardo (continuei na internet) e eu fui lá pelas cinco horas...
...para acordar às oito e meia! Hoje fomos para São Paulo (fui guiando!), à casa da minha tia mais nova. (Aproveitei para estrear um tênis comprado ano passado e uma sandália adquirida na semana passada!) Passamos todo o dia lá e chegamos de volta lá pelas 18:30h.
Em outras palavras, foi um Natal como todos os outros, mas foi bom. Até aproveitei para "matar a saudade" de um jogo de videogame que há tempos não jogava: "Streets of Rage". Alguém se lembra desse?
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Terça-feira passada foi a última apresentação do Coral Viva Voz, de que eu participo. Cantamos em frente ao Banco do Brasil, num evento dos Caras Novas (um movimento de adolescentes católicos - apesar de católico, mas não mais adolescente, nunca fiz parte desse movimento). Os ensaios só voltam dia 19 de Fevereiro.
Na sexta-feira anterior, dia 18, cantamos lá no Extra. E aconteceu uma coisa interessante - fora o fato de eu ter sido procurado pelo representante do seguro do rapaz que bateu no meu carro. O passado voltou à tona. Esclareço.
Descobri que na rotisserie do Extra está trabalhando uma garota que morava no mesmo prédio que eu, em Santos. Coincidência, não? A família dela se mudou para cá alguns meses antes de nos mudarmos. Pelo que vocês podem perceber, eu tinha uma certa queda por ela.
Minha memória costumava ser maravilhosa, e atualmente é só boa, em especial para maus momentos por que passei e gaffes que cometi. Quando fiquei sabendo que ela trabalhava lá, lembrei uma cena besta que protagonizei quando ttinha uns oito ou nove anos, uma ceninha boba de ciúme infundado. Foi num bailinho que aconteceu na garagem do prédio, com a meninada da minha idade (na época). Era daqueles bailes em que há uma vassoura como coadjuvante, passando de mão em mão para a troca dos pares. Não me lembro se foi assim mesmo (pronto, já contrariei o que disse sobre minha memória...), mas parece que pedi para dançar com ela e levei um "não". Fiquei tão nervoso - sempre tive o gênio forte, embora agora eu o controle muito mais - que disse (isso eu lembro nitidamente), em tom seco e irônico: "Boa noite, Fulana.", e subi. Duvido que ela se lembre desse episódio.
Aí, na terça, a garota (que ainda está muito bonita) reconheceu minha mãe. Por sorte eu não estava por perto, se não com certeza minha mãe perguntaria a ela um "Fulana, lembra do Zé Luiz?", fazendo com que eu ficasse com aquela cara de dá-licença-que-eu-quero-sumir.
Engraçado como nosso cérebro é, em parte, formado de associações e encadeamentos. No mesmo dia, antes de dormir (tenho ficado umas duas horas para conseguir dormir, refletindo sobre a vida...), lembrei como eu era bem mais ousado do que agora. Lembro uma carta (mais ou menos) anônima que mandei, na terceira série, para uma menina de quem eu estava a fim. O mais interessante é que todo mundo sabia, até a família dela: no aniversário dela daquele ano (1991), lembro que suas irmãs mais velhas me chamavam, meio brincando, de cunhadinho.
Aonde foi todo aquele fulgor, aquela coragem? Será que foram embora com a chegada da puberdade? A timidez, desde então, aumentou bastante, atrapalhando e retardando (e impedindo, às vezes) muitas situações. Esperemos um 2004 mais extrovertido! (Hahaha!)
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Como prometido, vou colocar aqui uma foto do Astor, saboreando sua ceia de Natal - um pouco de arroz com carne, já que nós só temos dado ração.
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Aproveitando que este ano voou e que só falta uma semana para 2004, vou listar algumas metas para o ano que se aproxima:
- Ler bastante
- Estudar para o mestrado e escrever o projeto
- Escrever o mesmo tanto
- Estudar canto e teoria musical p'ra valer
- Compor sempre que possível
- Estudar línguas clássicas (latim e grego) e russo com afinco
- Ir a muitas récitas operísticas e comprar várias óperas completas
- Malhar muito
- Jogar tênis e caminhar
- Aproveitar até o carnaval para conseguir um bronzeado
- Cuidar mais do visual (aguardem para ver o Zé 2004!)
- Desencanar de muitas coisas
- Comer menos (é difícil, é difícil...)
- Viajar para o exterior (essa só depende do tempo - em euro$...)
E outras cositas de que não posso falar aqui...
Bom, por enquanto é só. Até o fim do ano vou publicar mais um ou dois posts, fazendo a retrospectiva de 2003!
9:07:38 PM
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Quarta-feira, Dezembro 17, 2003
Я живу! Я живу!
Dio quest'anima mi diede
Pura a Dio la renderò!
Poliuto, no segundo ato da Poliuto (1838/48)
Música de Gaetano Donizetti
Libretto de Eugène Scribe
Sia sempre la pace straniera al mio cor!
Fiorilla e Selim, no segundo ato da Il Turco in Italia (1814)
Música de Gioacchino Rossini
Libretto de Felice Romani
É o que diz o título do post: "Eu vivo! Eu estou vivendo!". Passei bastante tempo afastado do blog, mas senti falta. Na medida do possível, visitei todos os blogs amigos.
Como estão todos? Estou bem, estou bem. Aconteceram muitas coisas, e vou tentar contar todas elas - embora eu com certeza acabe me esquecendo de alguma.
Allons y!
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Férias! Férias!
Vocês já estão de férias? Eu sim! Não de tudo, mas de quase. As aulas de inglês acabaram hoje e a última de canto acho que será no sábado. A última de tênis provavelmente será na segunda e a academia fecha nesse mesmo dia - para só reabrir no dia 4 de Janeiro.
Acabei a faculdade! Estou formado! Este ano foi o último, mas vou continuar mais um e tentar prestar o mestrado. A colação de grau será em Janeiro.
Estou animado porque finalmente vou poder ter mais tempo para mim, para ler os livros e os textos de que realmente gosto e para aprontar (pelo menos o início d)o meu projeto para o mestrado, isso sem contar um outro compromisso que talvez eu assuma no ano que vem.
Viajar? Não, com certeza não. No máximo vou para São Paulo ou Santos, minha terrinha. Exterior? Só em sonho, infelizmente. Estou para ir à França há quase um ano, e nada de dar certo. Acho que quando for é em definitivo... Já nem reclamo mais: que se cumpra o Destino!
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Estou mais uma vez retomando meu ritmo de leitura. Hoje terminei de ler Romeu e Julieta e comecei a ler Harry Potter e o Cálice de Fogo (livro que eu já tinha há mais de um ano) - passei de um inglês para sua conterrânea, quase cinco séculos depois! Hahaha!
Eu conhecia a história de cor e salteado, mas ler Romeu e Julieta foi uma grande surpresa. Li uma tradução (a da L&PM), mas me pareceu muito boa. A surpresa, porém, foi no tom da peça. Já leram alguma vez? Eu imaginava Romeu e Julieta inteiramente com um texto casto, elevado, puro; mas não: o texto é inteligentemente tramado com diversos tons, alguns elevados e amorosos, outros baixos e grosseiros, outros ligeiros e cômicos. A ama de Julieta é uma das personagens mais engraçadas da peça, se dúvida. É uma tragédia com vários toques cômicos.
O que me surpeendeu, também, foram as diversas alusões sexuais, fossem diretas ou indiretas. A ama é a que mais fala de sexo na peça toda, sempre com metáforas bem engraçadas. Isso prova que, por mais que queiramos, é impossível manter um amor casto num âmbito mortal, terreno. Amores puros, mas puros mesmo, só com nossa fé, com nossos ideais e com a Arte. O resto, por melhor e mais elevado que seja, sempre terá um quê de carnal, resquício da nossa parte animal. Fique bem claro, porém, que não estou, de forma alguma, censurando nossa animalidade; foi apenas uma constatação ao ter lido a peça de Shakespeare.
Sobre o livro de Harry Potter, nem preciso comentar. Gosto da tradução da Rocco, e imagino como seja o original. É um texto gostoso de ler, despretencioso, com uma ou outra profundidade aqui e acolá, mas que realmente prende o leitor. Já estou para começar o nono capítulo. Quatrocentas páginas me aguardam - mas irei com calma.
Tenho de ler, até sexta, mais alguns contos de Balzac. Peguei um livro na faculdade (e vou devolvê-lo na sexta) com curtos contos do escritor, no original. O francês de Balzac não é tããão difícil assim; o que mais me faz tropeçar é o vocabulário (essa talvez seja a minha maior dificuldade em qualquer língua), e, por vezes, o passé simple, em voga até começo (ou a metade? Não sei precisar) do século XX. Hoje em dia, tal tipo de passado só é falado por pessoas mais velhas ou conservadoras - como Le Pen - e é pouquíssimo usado na literatura. Certa vez li que o sufixo principal do passé simple, -a, vem do aoristo grego -[σ]α.
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Contei do recital de 24 de Setembro? Foi um sucesso! Aqui (em breve!) vai uma foto minha, cantando a primeira cena da Le Nozze di Figaro. Infelizmente, não foi possível gravar o recital... Fica para o próximo - no qual, provavelmente, cantarei um duetto da Anna Bolena, de Donizetti, com minha professora.
Gostei tanto da brincadeira que propus a meu professor de canto que fizéssemos um recital no começo do ano que vem. Ele gostou da idéia e já pensamos numa data: 14 de Fevereiro. Se tudo der certo, depois confirmo com vocês! O recital será aqui mesmo, talvez na Câmara de Vereadores.
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Falando em fotos, hoje me deu vontade de colocar mais do que uma! Como tive de scannear umas fotos (dos seguinte anos: 1983, 1985, 1992, 1997, 2001 e 2003) para a formatura, aproveitarei para colocar duas delas aqui (assim o mico é menor! Hahaha!): a de 1997, tirada na minha viagem para Vitória, e a de 2003, tirada no último dia 28, no lançamento da antologia Encontros VII, da Associação de Escritores daqui. Nem vou comentar as fotos: tirem suas próprias conclusões! (Hahaha!)
Eu, no Rio Trombetas, em Janeiro de 1997
Eu, quase sete anos depois, no lançamento da última antologia
Preciso colocar, também, algumas fotos do Astor. É que o último filme da máquina du um problema e não saíram as fotos que tirei dele. Assim que eu tirar mais, scanneio e coloco aqui!
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Contei para vocês a peripécia de quinta-feira dia 4? Não? Putz! Aquele seria o último dia da aula de grego. Era, também, a última prova de latim.
Eis que estou eu indo para a Unicamp, num dia que tinha começado com uma chuva fina, quando, de repente, perto da PUC, e... BLAM!... Bateram no meu carro. Graças a Deus ninguém se machucou, mas os carros... O meu, só amassou um pouco a tampa do porta-malas, rachou um pouco a lanterna e soltou um pouco o pára-choque - em suma, estragou só um pouco! (Descobri que o Uno é um mini-tanque de guerra! Hahaha!) Já o Gol que vinha atrás... Para vocês terem uma noção, o símbolo da Volkswagen dobrou no meio. Sim, dobrou. Pode? E, claro, teve de ser guinchado. Por sorte, o rapaz que estava dirigindo o carro era bem tranqüilo e tudo correu bem. Não preciso dizer que perdi minha aula de grego (a prova era só às 12h) para fazer o boletim de ocorrência. Tive, também, de me atrasar para encontrar uma amiga, a fim de estudarmos latim (ficamos com 9,0 de média!). O seguro do rapaz já foi contatado, agora só falta eu levar o carro à funilaria e à mecânica-elétrica para a vistoria. Espero que não demore muito para consertarem.
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Os últimos acontecimentos - e algumas coisas irreveláveis de que fiquei sabendo - confirmam cada vez uma teoria que há algum tempo tenho tido em mente: as mulheres bonitas e inteligentes são cruéis, mesmo sem o saber ou sem o querer. Sim, essa é a verdade. Ela também é assim: muito bonita, igualmente inteligente e mais cruel ainda. Crudelíssima!
Depois de tal constatação, da crueldade feminina, que posso fazer? Nada, como sempre. Estar inerte e sofrer ante a crueldade, sem nunca tentar ser cruel. Como diz a epígrafe deste post, "Deus esta alma me deu, e pura a Deus eu a entregarei". (Ok, ok, não tããão pura assim, vá...)
Oh, s'io potessi!...
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O coral tem tido inúmeras apresentações! Na quarta-feira abrimos o festival anual de uma famosa academia de dança por aqui - a uma das coralistas é mãe da dona da academia. Depois de cantarmos, ficamos para a apresentação. Foi um ótimo espetáculo! Mas eu, como sempre, fiz minhas observações...
Já perceberam como os bailarinos e as bailarinas, na maioria das vezes, ficam com aquele sorriso de paisagem no rosto? A cara de paisagem todos conhecem, não? É aquele olhar vago, ao longe, quase neutro, presente em muitos/as cantores/as líricos/as, mesmo em óperas... Pois bem, descobri o sorriso de paisagem, aquele sorriso que fica estampado no rosto para não deixá-lo com uma expressão qualquer. Talvez seja porque na dança, como não há necessariamente um foco para o olhar (no canto há, e eu sempre o uso), é mais fácil usar do tal sorriso - embora muitas das meninas lá estivessem com uma cara séria, quase carrancuda.
Uma das bailarinas, que provavelmente surpreendeu a mim e aos espectadores, foi uma gordinha (sem sentido pejorativo, por favor). Quando ela apareceu, achei que só participaria de um ou outro número (afinal, foi o que aconteceu à maior parte das dançarinas); mas não, ela participou da maioria deles. E se saiu muito bem! Fez até um solo de dança-do-ventre, com uma espada árabe. Foi uma das mais aplaudidas no fim, quando todos estavam no palco.
O espetáculo foi realmente muito bom, bastante variado e com um tema (de certo modo, algo relacionado à geração saúde, de que tornarei a falar até o fim das férias) que "costurou" todo a apresentação.
Teremos, no coral, mais algumas apresentações. A próxima é amanhã, no Extra (sim, o hipermercado...). Ainda há, além da de amanhã, umas duas ou três até o Natal. Depois, recesso. (Assim como o Theatro Municipal, que entra em recesso - e não férias - em Janeiro.) Sábado passado tivemos uma confraternização, na chácara de uma das coralistas. Se der, coloco em breve uma foto de lá para vocês verem!
Acho que por enquanto é só. Se até o próximo post eu me lembrar de mais algum acontecido, editarei o post! Ou não, porque ele já está demasiado longo...
Em breve, em breve mesmo, postarei de novo. Até lá!
10:34:58 PM
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Terça-feira, Dezembro 02, 2003
Il ritorno dopo l'ufficio
Se eu morrer antes de você, diga a todos quem eu fui.
Maria Callas, soprano greco-americana
Com dias de atraso, estou voltando!
Para começar o post, vou homenagear alguém que já foi homenageada aqui, mas hoje seria seu 80º. aniversário. Falo de ninguém menos que Maria Callas.
Para quem não leu, colo de novo o texto que escrevi sobre ela e publiquei no dia 16 de Setembro. Aproveito para colocar mais algumas fotos.
Cecilia Sophia Anna Maria Kalogeropoulos (seu nome verdadeiro) nasceu em Nova York no dia 2 de Dezembro de 1923. Filha de imigrantes gregos, Maria desde criança apresentou o gosto pela música. Acompanhava atentamente as transmissões radiofônicas de divas da época e, no ano de 1935, chegou a participar de um concurso de rádio.
Seus pais se separaram em 1937, e Maria mudou-se para Atenas com a mãe, Evangelia. Na capital grega, iniciou os estudos de canto com a famosa soprano Elvira de Hidalgo, então professora do Conservatório local. Cantou em várias apresentações em Atenas e, em 1945, decidiu voltar para os EUA. Não conseguiu emprego fixo e mudou-se, seguindo conselhos da própria De Hidalgo, para a Itália. Lá seria sua primeira apresentação profissional, em 1947, no papel-título da ópera La Gioconda de Ponchielli.
La Divina - como ficou mundialmente conhecida depois das tournées da década de 50 - foi a responsável pela volta das óperas de Bellini, então praticamente esquecidas, ao repertório internacional. Norma, que desde sua estréia, em 1831, nunca mais tinha deixado de ser apresentada na Itália, passou a ser apresentada mundialmente. Callas gravou, ainda, mais três óperas de Bellini: Il Pirata, La Sonnambula e I Puritani.
O repertório de Callas foi bastante variado: abrangeu Wagner (no início da carreira), Verdi, Rossini, Bellini, Donizetti, Puccini, Cherubini, Spontini, Gounod, Bizet, Ponchielli e tantos outros. Seu timbre, chamado soprano drammatico d'aggilità, permitia que ela cantasse tal repertório, já que tinha uma ampla extensão vocal (três oitavas) e bastante agilidade.
Sua vida pessoal foi muito intensa e conturbada. Em 1949, casou-se com Giovanni Battista Meneghini, em Verona. Fez um rigoroso regime entre 53 e 54, no qual perdeu mais de vinte quilos. Em 58, conheceu o armador grego Aristóteles Onassis, e no ano seguinte divorciou-se para morar com ele. Sua última participação em uma ópera foi em 65, no Covent Garden, em Londres, cantando a Tosca.
Em 68, Onassis trocou a soprano pela viúva de John Kennedy. Callas ficou muito abalada e aquele era o começo do fim: praticamente enclausurou-se em seu apartamento de Paris. Deu algumas masterclasses em Nova York nos anos de 71 e 72 e fez uma tournée com o tenor Giuseppe Di Stefano em 74. Desse ano em diante, seu isolamento foi ainda maior, até que veio a falecer em 16 de Setembro de 1977. Estavam a seu lado apenas sua secretária e seu mordomo-motorista.
Felizmente, Maria Callas deixou muitas gravações de óperas completas e recitais. Sua voz inconfundível, seu timbre metálico e sua magnífica interpretação vocal e cênica tornaram-se um marco para a História da ópera - tanto que há quem diga que a ópera se divide em a.C. (antes de Callas) e d.C. (depois de Callas).
O grande barítono Tito Gobbi, seu amigo pessoal, disse em 1977: "Eu pensei que Callas fosse imortal. E ela é.". Sem dúvida alguma: Maria Callas, a maior soprano do século XX, nunca será esquecida.
Para quem não conhece a voz de Callas, deixo aqui o finale da Aïda de 1951, na Cidade do México, quando La Divina surpreendeu a todos com um belíssimo Mi bemol agudo.
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Ah, as férias se aproximam! Consegui convencer uma professora a me deixar não fazer uma prova e, assim, a última será na quinta-feira (de latim). Preciso estudar bastante até lá!
As férias serão boas porque poderei descansar um pouco e me preparar - lendo, escrevendo e estudando - para a prova de mestrado, no ano que vem. Já estou mais ou menos delineando o foco da pesquisa, mas tenho de ler um pouco mais de Manzoni para saber exatamente qual será. Decidi, também, que tenho de ler dois romances históricos: La Bretagne à 1799, de Balzac, e The bride of Lammermoor, de Sir Walter Scott, assim como I promessi sposi, do próprio Manzoni. Haja tempo!
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Falando em ler, acho que estou voltando ao meu ritmo habitual de leitura - até que enfim! Dia desses li Histórias sicilianas, de Lampedusa, e hoje acabei um livro de contos de Oscar Wilde. Gostei muito de ambos!
Lampedusa, nobre siciliano, tem um estilo muito bom de se ler. Por vezes ele se assemelha a Balzac, principalmente na descrição social que faz. Sua obra mais conhecida é o romance O leopardo (Il gattopardo), que eu tenho mas ainda não li. Fiquei bem interessado! Segundo a crítica que folheei outro dia, O leopardo fala da decadência da aristocracia siciliana no final do século XIX. Infelizmente, a carreira de Lampedusa foi curta, sendo sua obra constituída apenas pelo romance e os contos, bem como (se não me engano) alguns artigos.
Wilde foi, para mim, uma grande surpresa. Eu só conhecia, através da ópera, sua Salome, e pensei que toda a sua obra fosse no mesmo estilo. Que nada! Ele tem um humor, uma joie d'écrire que eu nem imaginava. Só o primeiro conto, "O retrato do Senhor W.H." é que é mais sério, trazendo uma brilhante teoria sobre os Sonetos de Shakespeare; os demais, porém, são bem joviais e com passagens muito engraçadas. Vale a pena ler!
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Tem a ver com literatura também: dia 7, domingo, vou ao Theatro Municipal assistir à última ópera do ano, Les Contes d'Hoffmann, de Offenbach. Será uma versão completíssima, com três horas e meia de duração. Segundo minha professora e críticas que saíram no jornal, a produção está excelente! Estou ansioso para ver!
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Atendendo a pedidos, vou colocar mais duas fotos da "sessão book" do Astor! (Ele continua uma graça e um chato ao mesmo tempo, porque quer me morder o tempo todo. Mas ano que vem virá o adestrador - espero!)
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Atendendo a pedidos, também, vou colocar o meu número do ICQ aí ao lado. Só me avisem que são do blog quando forem pedir autorização!
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Que calor, não? Esse tempo está maluco e quente demais. Como vocês sabem, do verão só gosto do horário - e olhe lá! O pior é que nem com a chuva o calor melhora!
Como não gosto de praia (apesar de ser, digamos, praiano), vou passar calor aqui em casa mesmo. Duvido que nestas férias eu viaje e, se o fizer, será por no máximo um dois dias, até São Paulo ou Santos. Exagerando, até Bertioga.
Por falar em litoral, uma coisa que até hoje não consigo entender é porque os itatibenses gostam tanto de Ubatuba. Não, não estou desmerecendo a cidade - nunca fui para lá -, mas é incrível como a maioria deles vai para lá no verão. Acho dois em cada três moradores de Itatiba tem casa lá. Eu não, claro, porque sou pobre... E, sinceramente, eu preferiria uma casa em Campos do Jordão, que no verão é uma delícia!
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Este ano foi, sem dúvida, bem marcante. Alguns anos são bestas, outros são importantes, outros engraçados e outros trágicos, até que um deles será o último de todos...
Mas, voltando à frase inicial, este ano foi realmente marcante para mim. Por duas constatações (ou uma, ambivalente): com certeza não sirvo para relacionamentos amorosos (não liguem, estou lendo Romeu e Julieta atualmente...), mas certamente sirvo (ou acho que sim) para a carreira lírica. O recital foi um sucesso, e alguns dos coralistas que foram me ver cantando têm me elogiado até agora, falando do meu progresso de um ano para cá - tanto cênica quanto vocalmente.
E realmente: com a idade, a voz começa a se fixar, a ganhar corpo. Claro que ainda faltam, em relação à técnica, pelo menos uns cinco anos para ficar nos trinques. É preciso, como disse minha professora, "malhar a voz". E é bem por aí: exercícios diários, estudo das partes a serem cantadas etc. Tenho de pensar, também, no repertório que vou cantar ano que vem.
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Ano que vem! Dá para acreditar que estamos no começo de Dezembro? Putz, eu tinha tantos planos para este ano... E nem todos foram cumpridos... Sem problema, fica para o ano que vem! (Hahaha!) Nem fiz minha lista ainda, mas uma das metas com certeza será "perder os quilos ganhos no fim de ano".
Acho que todos costumam ganhar peso no fim do ano. Para mim é impossível não engordar um pouquinho, ainda mais com todos os pratos preparados tanto para o Natal como para o Réveillon - tanto minha mãe quanto meu pai como minha mãe cozinham muito bem! (E, neste Natal, meu pai vai tirar férias e ficar conosco. Haja estômago para tanta comida boa! Hahaha!)
Por isso, por um lado, desencanei um pouco de calorias e afins, embora eu continue controlando um pouco; embora, por outro lado, quase de férias, continuam o tênis e a academia até dia 20 de Dezembro (acho).
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Já que o Sílvio Santos, digo, as férias vêm aí, preparem-se para posts quase diários! Já estou com alguns assuntos no axônio do neurônio, digo, na ponta da língua, digo, na ponta dos dedos para publicar. E, se tudo correr bem, continuarão os próximos capítulos de "Zéluizidade", um sucesso da televisão, digo, do blog brasileiro.
Por hoje (penso que) é só. Quero agradecer os comentários e avisar que, em breve, postarei novamente!
(POST POSTEM: Como vocês já devem ter percebido, estou publicando o post só hoje (sábado). Porém, como muita coisa aconteceu entre terça-feira e hoje, só vou contar no post que vem. Aguardem!
Além disso, o Blogger anda tão estranho que não consegui colocar as fotos e demais arquivos. Assim que for possível eu coloco!)
9:57:00 PM
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