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Perfil
José Luiz
23/05/1982
Gêmeos
Ler, escrever, ouvir música, cantar, jogar tênis
Literatura, música clássica, cães, nobreza, heráldica, automóveis, jogos de computador, etiqueta
Barítono
Romântico-realista
Eterno apaixonado
Honoré de Balzac, Victor Hugo, Alessandro Manzoni, Italo Calvino, Edgar Allan Poe, Eça de Queiroz, Machado de Assis, Álvares de Azevedo, Martins Pena, Gonçalves Dias...
Giuseppe Verdi, Gioacchino Rossini, Vincenzo Bellini, Gaetano Donizetti, Giacomo Puccini, Wolfgang Amadeus Mozart, Luigi Cherubini, Gaspare Spontini, Antonio Carlos Gomes...
Maria Callas, Montserrat Caballé, Joan Sutherland, Renata Tebaldi, Tito Gobbi, Rolando Panerai, Alfredo Kraus, Franco Corelli, Mario del Monaco, Giuseppe di Stefano, Édith Piaf, Mireille Mathieu, Elis Regina...
Estudante de Letras (formado)
Português, inglês, francês, italiano, latim clássico, russo, espanhol e grego clássico
Lendo Le Père Goriot, de Balzac
Páginas interessantes:
Allegro
Karadar
LucasArts
Maria Callas
Snoopy
World of Monkey Island
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Quinta-feira, Janeiro 29, 2004
Olá a todos!
Não estou com nenhuma idéia de título - nenhuma interessante, almen -, então resolvi ressuscitar este tipo de post, que há muito não escrevia.
Fragmentos VII
Non, soffrir no, non poss'io!
Azucena, no Ato II da Il Trovatore (1853)
Ópera em quatro atos
Música de Giuseppe Verdi
Libretto de Salvatore Cammarano
Voltei ontem de manhã para São Paulo. A cidade estava muito bonita, ainda com algumas decorações dos 450 anos.
Como contei no último post (sem contar o sobre Verdi), fui para lá a fim de assistir à Missa Solemnis de Beethoven, no Theatro Municipal. Porém, para pegar os ingressos (gratuitos), tive de ir um dia antes e ficar na fila. Enquanto minha mãe e minha tia guardavam lugar (nós revezamos), minha outra tia e eu fomos dar uma volta pelo Centro Velho. É encantador!
Prédios com vários tipos de projetos arquitetônicos (quisera eu saber termos de Arquitetura para descrevê-los!), a maioria da década de 1920, quase me levaram a deixar com torcicolo! (Hahaha!) Atravessamos o Viaduto do Chá e fomos até a Rua São Bento. Passamos por toda ela até o Pátio do Colégio ("Pateo do Collegio", como está no tapete da entrada). É uma graça a igreja! Bem simples e diferente das demais.
Voltamos pela Rua Direita, esta com menos casas de época e, de volta à Praça do Patriarca (é esse mesmo o nome? Tem uma estátua do José de Bonifácio lá), entramos na igreja de Santo Antonio. A fachada é igual à daqueles prédios da década de 20! Só se percebe ser uma igreja pelo campanário, acima da porta central. Entramos. É mais vistosa, por dentro, que a igreja de Anchieta, mas também muito bonita. Estava tendo missa, e então ficamos poucos. Voltamos para o Municipal e, depois de pegar os ingressos, ainda demos uma volta pelo Shopping Light. Que beleza!
Construções antigas me fascinam, ainda que não estejam tão bem conservadas. É como se a História, tão distante no tempo, continuasse ali, viva, intocada, preservada. A sensação é única.
Sobre a missa: estava maravilhosa a apresentação! Todos (solistas, coro e orquestra) estavam de parabéns - fui aos camarins, no fim da récita, para cumprimentar os solistas (e acabei cumprimentando alguns coristas também). Foram muito simpáticos!
(Será que um dia ainda cantarei num teatro como aquele? É uma das minhas metas, sem dúvida!)
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Falando em Arte, estes dias que fiquei em São Paulo achei um livro na casa de minha tia com novelas. Li duas: "Immensee", de Theodor Storm, e "Pensão Vitalícia", de Luigi Pirandello. Adorei as duas!
A primeira fala sobre um homem idoso que relembra um amor (frustrado) de infância (perguntem se eu me identifiquei com o conto???...) e a segunda, sobre outro idoso que vende seu sítio e passa a receber como pagamento uma pensão vitalícia. Pode se dizer que este idoso (Tio Marabito) é "aquele que a morte esqueceu".
O mais interessante nisso tudo é que, de alguma forma, reconheci meu modo de escrever em ambos os textos. Fiquei, por um lado, meio frustrado por achar que meus textos sempre batem na mesma tecla; mas, por outro lado, tranqüilizei-me por saber que estou num bom caminho (literário), apesar de um pouco tortuoso (será mesmo?).
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Mudando completamente de assunto, acho que ando lendo entrelinhas de mais ultimamente.
Não sei se estou muito velho, muito neurótico (e esclerosado) ou muito necessitado, mas achei que a atual propaganda da Coca-Cola (aquela em que um garoto procura um canudo para beber o refrigerante) faz, de certa forma, apologia ao sexo sem preservativo.
Será que estou viajando???
*******
Talvez seja só um problema típico de férias, mas meu sono não tem estado lá essas coisas. Antigamente eu me orgulhava de dormir bem, sem interrupções, e logo. Hoje em dia demoro pelo menos uma hora para conseguir começar a dormir.
Enquanto o sono não vem, canto baixinho, invento alguma melodia, crio poemas. Aliás, tenho de desenvolver dois que comecei há algumas noites - e precisei acender a luz, levantar e escrever, senão me esqueceria.
Mas meu coração e meu cérebro bem sabem porque tenho demorado tanto a dormir. É que, além de o sono estar meio desregrado por causa das férias, ambos estão cheios, a ponto de estourar. Este pode ser esvaziado sem problema (afinal, a capacidade de armazenagem é mínima! Hahaha!), mas aquele... Jamais se esvaziará, pois me falta coragem. E sempre faltará.
Que as férias, as aulas e as preocupações escolares me tragam um sono mais tranqüilo!...
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Vocês têm decepções constantes? Pois eu as tenho.
Já não é de hoje, mas me lembro que foi terrível: o dia em que descobri que eu não sei desenhar direito.
Alguém sabe o que é isso para quem achava que seus desenhos eram, no mínimo, legais??? Putz, foi horrível! Comecei a olhar vários de meus desenhos e achar um mais tosco que o outro. Talvez os únicos que se salvavam eram os alla Charles Schulz, mais por serem uma paródia parecida (que aliteração feia!) do que pela qualidade intrínseca.
Eu adorava desenhar carros. Tenho vários desenhos (preciso achar minha pasta e depois coloco alguns aqui) com esse motivo. Mas nunca ficaram como eu os imaginava antes de os desenhar. Pensando bem, a maioria das coisas que imaginei nunca foram como eu as imaginei, nunca. Das duas uma: ou eu imagino demais as coisas ou elas acontecem muito diferente mesmo. Estou convencido que a primeira opção, de longe, é a verdadeira.
Fica aí um desenhinho de um Amennophis da década de 80. Fiz o desenho de cabeça, então está muito diferente do original.
LD Amennophis (1986)
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Continuo ainda falando de decepções.
Temo aquelas que virão, e com certeza virão. Por isso, evito algumas delas. Se sofro por evitá-las? Claro. Mas, se este é meu destino, eu o cumprirei...
Estou falando agora sobre a voz. Ainda estou na "adolescência vocal" (liricamente falando), então tenho uma extensão considerável, um tipo ainda indefinido (serei um barítono verdiano? rossiniano? belcantista? mozartiano?) e uma, modéstia à parte, excelente coloratura.
E daqui a alguns anos? Sinceramente, é mais um de meus temores. Para evitar a mudança, eu poderia parar de cantar, mas isso jamais. Só paro quando morrer, nem que seja para terminar a vida no palco, e dar o último suspiro cantando. Porém, não sei como estará a voz, se a coloratura perdurará, se a voz se fixará e tantas outras coisas.
Coloco aqui um pequeno arquivo de som que gravei, recitando a carta que inicia a primeira cena de Lady Macbeth na Macbeth (1847), com música de Verdi e libretto de Francesco Maria Piave.
O amici, sospiro e temo!...
Acho que por enquanto é só. Já basta, não? Quero agradecer os comentários e a paciência comigo.
Até o próximo post!
2:07:02 PM
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Terça-feira, Janeiro 27, 2004
(Post editado e publicado em 29.01.2004)
Homenagem a Giuseppe Verdi
As pessoas realmente grandes são bem lembradas até depois da morte.
Jean-Phylyppe Hooorwerty, político terrano
Dedico este post à memória de Giuseppe Verdi, o maior compositor operístico do século XIX (os wagnerianos que me desculpem...).
O artigo em questão foi publicado no Jornal de Itatiba de 27 de Janeiro de 2001. Para colocá-lo aqui, quase não fiz mudanças. (Dá para perceber como o tipo de texto mudou um pouco...) A foto, inclusive, é a mesma que saiu no jornal - e coloquei outra no fotolog.
Espero que gostem!
Giuseppe Verdi
Paixão. Ódio. Vingança. Morte. Sensibilidade. Magia. Tudo isso brota das óperas de um compositor que deixava o mundo há exatamente um século: Giuseppe Verdi, um dos maiores representantes do Romantismo. Explicar a música de Verdi em palavras é difícil, tamanha é sua sensibilidade, complexidade e beleza.
Nascido em Roncole, no dia 10 de Outubro de 1813 (também o ano de nascimento de Richard Wagner), Verdi provinha de uma família de pequenos proprietários de terra. Aos sete anos, ele era organista da igreja local, San Michele Arcangelo. Em 1823, mudou-se para Busseto, para estudar em uma escola de música dirigida por Antonio Provesi. Quando terminou seus estudos, tentou entrar para o Conservatório de Milão, mas seu pedido foi recusado. Verdi passou a morar na cidade e começou a estudar composição com Vincenzo Lavigna, compositor e maestro do Teatro alla Scala.
Em Março de 1836, morando novamente em Busseto, Verdi foi nomeado maestro da Orquestra Filarmônica da cidade. Em Maio do mesmo ano, casou-se com Margherita Barezzi, amiga de infância e filha de seu benfeitor. Verdi retornou a Milão alguns anos depois, com sua jovem família.
Ele compôs uma ópera e tentou representá-la em Parma ou em Milão. O La Scala aceitou seu pedido e a première de Oberto, Conte di San Bonifacio, sua primeira ópera, foi em 1839. Oberto foi bem recebida pelo público e, como seu contrato com o La Scala previa mais três óperas, Verdi começou a compor outra - Un Giorno di Regno. Teve de interrompê-la quando seus familiares ficaram doentes. Em um ano, Verdi perdeu o filho, a filha e a esposa. Un Giorno di Regno foi um fracasso.
O compositor quase desistiu de sua carreira, mas estava muito apegado ao libretto de sua próxima ópera: Nabucco (1842), quando, segundo o próprio Verdi, "minha carreira musical realmente começou". Nabucco foi um sucesso estrondoso e Verdi tornou-se famoso, sendo o compositor mais bem pago da época. Uma parte de Nabucco que se tornou muito conhecida foi o coro "Va, pensiero". Outras árias de suas óperas ficaram extremamente conhecidas e são usadas até hoje em filmes e comerciais de televisão.
Nos anos seguintes, Verdi compôs mais de dez óperas (I Lombardi alla Prima Crociata, 1843; Ernani, 1844; I Due Foscari, 1844; Giovanna d'Arco, 1845; Alzira, 1845; Attila, 1846; Macbeth, cujo libretto foi baseado na obra de Shakespeare, 1847; I Masnadieri, 1847; Jérusalem - revisão, em francês, da I Lombardi -, 1847; Il Corsaro, 1848; La Bataglia di Legnano, 1849; Luisa Miller, 1849; Stifellio, 1850), algumas fazendo parte do bel canto - estilo de canto em que o cantor usa de ornamentação elaborada da melodia para aumentar o conteúdo emocional e exibir técnica e versatilidade -, cujos representantes principais são Gaetano Donizetti (Bérgamo, 1797 - Bérgamo, 1848) e Vincenzo Bellini (Catânia, 1801 - Pluteaux, 1835).
A ópera que proporcionou a Verdi uma fama imensa, inclusive em países em que era desconhecido ou pouco conhecido, foi Rigoletto (1850). Nela ficou expresso todo o caráter dramático e expressivo do compositor. Essa ópera teve algumas de suas árias também imortalizadas, como "La donna è mobile" e "Caro nome".
Seguinte a Rigoletto foi Il Trovatore (1853), outro sucesso de Verdi. Seis semanas depois, o compositor estreou La Traviata, que não foi um sucesso imediato, mas foi reconhecida como obra de qualidade algum tempo depois. Das duas óperas verdianas que estrearam em 1853, muitas árias também ficaram célebres: "Brindisi", "Parigi o cara", "Sempre libera" e "Addio del passato", da La Traviata; "Stride la vampa!", "Mal reggendo all'aspro assalto" e "Di quella pira", da Il Trovatore.
Seguinte a La Traviata, Verdi compôs Les Vêpres Siciliennes, em 1855 - seis meses depois, no mesmo ano, aconteceu a première de sua versão em italiano (Giovanna de Guzman ossia I Vespri Siciliani). Em 1857, houve a première de Aroldo, uma revisão de Stifellio.
Cinco meses antes de Aroldo, aconteceu em Veneza a première de uma de suas melhores obras: Simon Boccanegra, cujo libretto foi baseado na obra homônima de Antonio García Gutiérrez. Depois dessa, outras obras-primas foram estreadas: Un Ballo in Maschera (1859); La Forza del Destino, cuja première foi em São Petersburgo, (1862); uma revisão de Macbeth, (1865); Don Carlos (1865) e Aïda (1871) - encomendada para a inauguração simultânea da Ópera do Cairo e do Canal de Suez, em 1869, mas que só estreou dois anos depois, devido à guerra de 1870. Nos quinze anos seguintes, Verdi não criaria nenhuma ópera nova. Nesse período, o compositor teve algumas de suas óperas traduzidas (Don Carlo, para o italiano, em 1872; La Force du Destin, para o francês, em 1883) ou revisadas (Simon Boccanegra, 1881).
A ópera seguinte de Verdi foi Otello (1887). Sua première, no Teatro alla Scala, foi um enorme sucesso. Os cantores e Verdi tiveram de voltar ao palco mais de vinte vezes e o compositor ganhou inúmeros presentes dos espectadores, que escoltaram sua carruagem até o hotel em que ele estava hospedado.
Falstaff (1893) fez muito sucesso e recebeu os mesmos cumprimentos do público do La Scala. Com o libretto baseado na comédia The merry wives of Windsor ("As alegres comadres de Windsor"), de Shakespeare, Falstaff foi a segunda comédia de Verdi depois de Un Giorno di Regno.
Verdi aposentou-se e mudou-se, com Giuseppina Strepponi - sua segunda esposa (casaram-se em 1859) -, para sua casa de campo em Sant'Agata. Eles viveram anos pacíficos até a morte de Giuseppina, em 1897. Verdi saiu de Sant'Agata e mudou-se para o Grand Hotel, em Milão. Após quatro anos infelizes, o compositor e maestro morreu, em 27 de Janeiro de 1901. Toda a Itália chorou sua morte. Conta-se que mais de 28.000 pessoas compareceram a seu enterro. Até hoje, Verdi é reverenciado como um dos maiores compositores de ópera e, mais particularmente na Itália, como herói da pátria.
É impossível falar de Verdi e não mencionar uma de suas maiores intérpretes: Maria Callas (Nova York, 1923 - Paris, 1977). A soprano greco-americana destacou-se em várias óperas verdianas, como Aïda, La Traviata, Macbeth, I Vespri Siciliani e Il Trovatore. Vale a pena ouvir Callas cantando Verdi, principalmente suas gravações feitas entre 1947 e 1959.
Seria interessante que as pessoas se aprofundassem um pouco mais neste vasto e belo mundo que é a ópera. Um bom princípio para isto é ouvir uma ária de Verdi, ou a ouverture de alguma de suas óperas. Mais que uma sensação de bem-estar que sua música possa trazer, as óperas verdianas são grandes e valiosas lições de História, nas quais se pode aprender como era a vida desde os antigos egípcios (Aïda) até o século XIX (La Traviata).
Verdi, um importante marco para a ópera romântica, nunca será esquecido, como nunca são esquecidos os grandes gênios.
5:08:16 PM
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Domingo, Janeiro 25, 2004
Parabéns, São Paulo, ou Um sorriso estampado no rosto
Parabéns a você, nesta data querida...
Sovra il sen la man mi posa
Palpitar, balzar lo senti
Amina, no primeiro ato da La Sonnambula (1831)
Música de Vincenzo Bellini
Libretto de Felice Romani
Não posso começar um post hoje sem homenagear uma cidade de que gosto muito: São Paulo.
Eu com certeza não conseguiria trabalhar lá, mas visitá-la sempre é muito agradável. Podem até me chamar de maluco, mas acho a capital do estado muito bonita. É uma pena que seja mal tratada e mal cuidada.
Aproveito para parabenizar também minha querida Santos, que amanhã completa 459 anos. Parabéns!!!
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Ante/Ontem foi o baile da formatura. Estava simplesmente maravilhoso! Tinha bastante gente, a banda era ótima, o buffet idem, entre outras delícias que havia lá! (Tinha até uma mesa de doces, acreditam?)
Acho que foi o dia em que cheguei mais tarde em casa (eram 4:30h - o baile começou às 23h). Mas aproveitei muito! Meus dois melhores amigos e as namoradas estavam lá. Foi muito, muito bom - demos boas risadas! Até valsa dancei! Minha mãe não foi, mas dancei com a mãe e a tia de uma amiga. Foi muito legal! (Para vocês verem, estou animado até agora!)
Um dos meus amigos tirou fotos com a digital. Quando ele as passar para mim, coloco uma aqui no blog!
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Ontem recebemos visita aqui em casa: minha tia, meu primo e sua família vieram para passar o dia. Fazia tempo que eu não so via! (Com exceção da minha tia, que veio para minha colação.) Foi um dia bem agradável, apesar de calmo. Um daqueles sábados em família. (E com muita comida! Hehehe!)
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Outro dia, vendo o arquivo da página do Peanuts, deparei-me com esta notável tirinha (a tradução foi feita por mim):
Charles Schulz é sempre excelente! Perguntem se me identifiquei com essa situação?...
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Atendendo a pedidos, vão aí mais fotos [1] de carro:
Aston Martin DB6 (1966)
Aston Martin DB9 Volante (2004)
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Terça-feira à noite vou assistir à Missa Solemnis de Beethoven no Theatro Municipal de São Paulo. Será um espetáculo gratuito e quem quiser ir precisa apenas retirar os ingressos na bilheteria do teatro, onde desde ontem estavam disponíveis.
Essa apresentação promete!
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Falando em música, estou lendo atualmente A paixão segundo a ópera, de Jorge Coli. É um livro interessantíssimo! Parei no belo e emocionante capítulo em que o autor faz uma breve análise da Falstaff (1893), última ópera de Giuseppe Verdi.
Descobri, neste livro, que até o fim da vida a técnica pianística de Verdi não foi muito apurada. Ao ler isso, fiquei contente: tenho ainda uma ínfima esperança como compositor!
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Nestes dias recebi dois telefonemas-surpresa, de dois amigos de outros estados: uma de Minas, que me ligou antes da colação de grau, e um de Pernambuco, que me telefonou antes do baile. Já agradeci a eles pela agradável surpresa, mas como agradecer nunca é demais, repito o agradecimento. (Quantos "agradecer" foram?)
Muito obrigado!!!
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Outro dia, folheando alguns livros, peguei na mão A lira dos vinte anos, de Álvares de Azevedo. As poesias que lá estão são excelentes e li num poema (o último do livro) que, de certa forma, tem a ver comigo. Resolvi colocá-lo aqui - assim o post não fica tão curto!...
Página rota
Et pourtant que le parfum
D'un pur amour est suave!
George Sand
Meu pobre coração que estremecias,
Suspira a desmaiar no peito meu:
Para enchê-lo de amor, tu bem sabias
Bastava um beijo teu!
Como o vale nas brisas se acalenta,
O triste coração no amor dormia;
Na saudade, na lua macilenta
Sequioso ar bebia!
Se nos sonhos da noite se embalava
Sem um gemido, sem um ai sequer,
E que o leite da vida ele sonhava
Num seio de mulher!
Se abriu tremendo os íntimos refolhos,
Se junto de teu seio ele tremia,
E que lia a ventura nos teus olhos,
É que deles vivia!
Via o futuro em mágicos espelhos,
Tua bela visão o enfeitiçava,
Sonhava adormecer nos teus joelhos...
Tanto enlevo sonhava!
Via nos sonhos dele a tua imagem
Que de beijos de amor o recendia...
E, de noite, nos hálitos da aragem
Teu alento sentia!
Ó pálida mulher! Se negra sina
Meu berço abandonado me embalou,
Não te rias da sede peregrina
Dest'alma que te amou...
Que sonhava em teus lábios de ternura
Das noites do passado se esquecer...
Ter um leito suave de ventura...
E amor... onde morrer!
Vou terminando o post por aqui. Em breve retorno!
O sorriso estampado no rosto? Não explicarei nada agora. Esperarei que ele se fixe ou que se torne pranto.
__________________
[1] As fotos dos Aston Martin são daqui.
12:27:16 AM
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Sexta-feira, Janeiro 23, 2004
Os carros da minha vida, ou Nostalgia inexplicável
Meu calhambeque... bi, bi!
Música cantada por Roberto Carlos
Hoje me bateu uma nostalgia tremenda, sabe Deus porquê. Primeiro, ao ir à cidade, entrei em uma casa que se parecia muito com a da minha avó ou da minha tia-avó, ambas em São Paulo. Não conheci nenhum dos meus quatro avós, mas tenho boas lembranças daquela grande casa de esquina.
Sabem aqueles quintais com ladrilho irregular vermelho, com alguns amarelos ou pretos ou de outras cores, típico das casas das décadas de 40 e 50? Então, foram esses ladrilhos que me reportaram ao passado...
Todos sabem que sou fascinado por carros e, voltando um pouco àquela época, lembrei-me dos carros que tivemos nestes anos todos. Não foram tantos assim, mas me marcaram ao menos um pouco. Vou falar brevemente de cada um, a partir do primeiro de me lembro. (As datas aproximadas, entre parênteses, são as que ficamos com o carro. As fotos são daqui)
Ford/LTD Landau 1980 (1985)
Para quem é novo demais e nunca ouviu falar nesse modelo, saiba que este foi, talvez, o carro mais elegante que o Brasil teve entre a década de 70 e meados da de 80 - era carro oficial e de gente chique. Trata-se de um carro com amplas proporções, tanque para cem litros de combustível (embora fizesse apenas 3km/l), lugar para seis pessoas e câmbio hidramático. Um dos charmes do Landau (que em francês significa um tipo de carruagem) era a placa frontal, afixada não no meio do parachoque, mas sim do lado esquerdo.
Infelizmente, nosso Landau deu problemas logo que foi comprado. Minha mãe ficou com ele por pouco tempo (uma semana), mas foi o suficiente para me marcar. Em minha cabeça ficou que ele era azul marinho, mas todos dizem que era prata. Vai entender...
Chevrolet Opala Comodoro 1979 (1985-1986)
Era um belo Opala do terceiro modelo, ou seja, aquele com grandes faróis traseiros redondos. Lembro-me de que era bege.
Uma coisa que eu adorava nos Opalas era o modo como os vidros abriam. As duas portas, únicas, não tinham moldura e os vidros de trás abriam com maçaneta, como os da frente. Eu achava o máximo!
Ficamos pouco tempo com ele, precisando vendê-lo quando fizemos uma longa viagem entre Junho e Setembro de 1986. Foi um ótimo carro.
Ford Corcel II L 1982 (1986-1989/90)
O Corcel foi, sem dúvida, um dos melhores carros da Ford. Construído numa época de carros enormes e deliciosos, foi uma pena esse modelo só ter a versão duas (imensas!) portas.
Esse carro foi um dos mais marcantes. Era azul celeste-prateado, muito bonito - pena que a maresia santista o estragou um pouco... Lembro-me das viagens a São Paulo, em que enchíamos o enorme porta-malas do Corcel mesmo que fôssemos ficar dois dias na casa da minha avó. Bons tempos aqueles.
Ford Del Rey Ouro 1984 (1989/90-1993)
Depois do Landau, acho que foi o carro mais bonito que tivemos! Foi o único, até hoje, com vidros elétricos - e o primeiro com cinco marchas.
Acho, até hoje, que o design do Del Rey é muito bonito. Talvez o último dos grandes carros brasileiros, embora não fosse tão grande quanto o Corcel, era bastante confortável. O nosso era azul marinho.
O único problema dele era ser movido a álcool. Naquela época, os carros a álcool não eram tão bons quanto os a gasolina, embora o Del Rey tivesse um excelente desempenho na estrada. Acho que é o carro de que mais sinto falta - talvez eu ainda o teria hoje, se pudesse!
Volkswagen Brasília 1978 (1992-1994)
Preciso falar muito desse carro? Eu até gostava da picape - sim, a Brasília era considerada picape! -, mas me sentia meio deslocado diante de tantos carros que começavam a aparecer principalmente na segunda metade da década de 90, quando os carros importados passaram a ser comprados em maior escala - quando eu era garoto, um carro importado sempre atraía muitos olhares (dependendo do modelo, até hoje me atrai, como o belíssimo Jaguar que vi outro dia, em Campinas).
Essa Brasília tem uma longa história, que não vou contar agora. Era um bom carro, apesar de estar começando a se desgastar por causa das condições, na época, da estrada que usamos. Sua cor era ocre.
O início da década de 90, aliás, foi o único em que tivemos dois carros. Como meu pai não dirige, só era necessário um carro para minha mãe. Hoje em dia, porém, ter outro carro é essencial, já que agora também dirijo. Quem sabe passaremos a ter dois em breve?...
Chevrolet Opala Comodoro 1982 (1994-1996)
Este Opala era ainda mais bonito que o outro. Cinza esverdeado, já era do modelo anterior ao Diplomata, embora o nosso fosse duas portas (o único quatro portas que tivemos foi o Landau).
Foi um carro que nos marcou, certamente. Tinha um excelente desempenho na estrada, e um porta-malas bem grande. Foi, porém, o mais traumatizante de todos: deu muitos problemas mecânicos e, depois dele, meus pais não querem saber de carro usado, ainda que seja mais caro pagar por um carro novo (e menor...).
Fiat Uno EP 1996 (1996- )
Vez por outra falo deste Uninho aqui. Nosso primeiro Fiat, minha mãe se deu muito bem com ele. Eu, quando comecei a dirigir (e lá se vão três anos), adorei. É um carro simples, seguro, com bom desempenho (por uma ou duas vezes já cheguei, na estrada, à sua velocidade máxima) tanto na cidade quanto na estrada, além de ser econômico.
Lembro-me do dia em que foi comprado. Meus pais foram me buscar em algum lugar e lá estava ele: duas portas, vermelho Madrid (é vinho-quase-uva, mas as concessionárias adoram esses nomes nonsense...), brilhante, com aquele cheirinho de novo... Hoje em dia ele está meio maltratadinho, mas logo será belo de novo, já que em breve vai para a funilaria. Ficará impecável, como um dia foi.
? 2004 (2004-?)
E agora, qual será o próximo? Só sei que será comprado este ano. Não é mais possível ficar apenas com um carro, uma vez que ele passou de luxo a necessidade básica.
Coloquei-o como sendo deste ano porque, como disse, meus pais teimam em só querer um carro novo. Como o dinheiro não está fácil para (quase) ninguém, vai ser um pequeno mesmo. Por mim, compramos um novo Palio, que está muito bonito e moderno. A outra opção é um Corsa Hatch. Não gosto muito do Fiesta novo, tampouco do Fox.
Um post cheio de lembranças, que voam velozes pelos quilômetros que já rodei naqueles carros. Estejam onde estiverem, se é que ainda existem, vivi muitas coisas neles, que são parte do meu coração.
12:32:10 AM
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Segunda-feira, Janeiro 19, 2004
Notícias, ou Um curto post
Sovra il sen la man mi posa...
Amina, no Ato I da La Sonnambula (1831)
Ópera em dois atos
Música de Vincenzo Bellini
Libretto de Felice Romani
On est grand par l'amour
Et plus grand par les pleurs!
La Muse, no Ato V da Les Contes d'Hoffmann (1881)
Ópera em cinco atos
Música de Jacques Offenbach
Libretto de Jules Barbier e Michel Carré
Olá a todos! Como estão?
O fim de semana foi excelente! No sábado participei da colação, na faculdade. Foi divertidíssima! Depois, fui jantar com dois casais de amigos numa churrascaria (o Coxilha Grill, em Campinas). É muito boa! Quem tiver a oportunidade de ir, vá um dia, porque não vai se arrepender.
(Quando for revelada alguma foto, coloco aqui!)
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Fiquei sabendo que o Blogger anda apagando os arquivos de blogs por aí. Pelo sim, pelo não, resolvi copiar tudo o que escrevi neste blog e salvei em um arquivo. Mesmo assim, espero que não apaguem!
Aliás, passei boa parte do dia de hoje lendo os arquivos do Lanesville. Às vezes eu me superava! (Hahaha!) Outras vezes, também, quase não me reconheci. Será que acontece a todos, estranhar obras passadas?
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Apesar de toda a alegria que me veio no sábado, tive uma pontinha de tristeza no fim do domingo. Vai entender? Talvez, em parte, seja por refletir sobre o belo sermão do padre (na missa antes da colação), falando sobre a união entre as pessoas - "Sozinhos não somos nada", disse ele, e essa frase ficou em minha mente...
Falando nisso, no sábado tive oportunidade de a ver. Sim, ela. Apesar de eu saber que ela continua inatingível, fiquei satisfeito ao vê-la. É como diz uma das epígrafes deste post: "Somos grandes através do amor e ainda maiores através das lágrimas.". Decidi, como Hoffmann no emocionante final da Les Contes d'Hoffmann, que vou servir à Arte e, se ela me é inalcançável, há de ser uma musa - não clássica (apesar de eu achar esta interessante), mas romântica.
Hoje estou meio apagado, mas prometo que o próximo post será melhor. Visitem o fotolog - hoje coloquei uma partitura com minhas anotações lá.
Até breve!
11:54:28 PM
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Quinta-feira, Janeiro 15, 2004
2004 já era, ou Alguém me mate, por favor
Conformação e ficção, ou As coisas que eu escrevo
O que disseste? Parte, parte! Deixa-me aqui.
Jeanne Montigny, no capítulo XVII de Amores partidos (1843)
Romance de Antoyne Såbånna
Era para eu ter atualizado o blog ontem à noite, mas acabou não dando tempo.
Aproveito para atualizar hoje e falar de dois aniversários importantes: o da minha mãe e o do Astor (que completa sete meses)! Não haverá festa para minha mãe, porque não foi possível chamar os parentes e etc., mas meu pai está preparando um jantar especial para ela!
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O presente de minha mãe foi comprado ontem.
Precisei ir à Unicamp entregar uma autorização e, depois, fui ao Parque D. Pedro. Minha mãe, no princípio, nem sabia que íamos passar no shopping, mas aceitou me acompanhar até Campinas.
Foi um dia bem legal! Passamos algumas horas lá, dando uma olhada nas lojas e comprando uma ou outra coisa. Eu até queria que ela comprasse alguma coisa para si (não de aniversário; explico o porquê logo), mas ela não quis... Como o dia estava para compras, terminamos a volta no shopping na FNAC, onde comprei uma gravação barata (em vários sentidos) da Il Trovatore, com o final escrito para a première francesa, em 1857. É um final interessante, mas prefiro o original!
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Não sei se eu já contei, mas minha colação de grau será no sábado agora. Esse foi um dos motivos, também, de termos comprado um pouco a mais no shopping: minha mãe comprou uma nova camisa para meu pai, já que ela não gostou de outra comprada no sábado.
Naquele sábado, aliás, fui comprar um terno para mim. O primeiro que comprei foi em 1999, para a colação do terceiro colegial. É um belo terno verde escuro, e eu gostaria de ir com ele. O problema é que não me serve mais: está muito folgado! Uns dois anos depois da formatura, mandei diminuir a calça, mas atualmente ela está folgada de novo. Então minha mãe achou melhor comprarmos outro e pronto. Fomos buscá-lo ontem. (Depois tiro uma foto com ele e coloco aqui!)
Às vezes nem acredito que quatro anos se passaram e que a faculdade já acabou. Tutto è finito!... Estou, por um lado, com uma sensação de - como bem disse uma colega minha, via ICQ - que tudo passou muito rápido e que não aproveitei bastante; porém, por outro lado, sinto-me meio neutro, como se fosse só mais uma etapa da vida. Foi assim com meus dezoito anos. Para mim não significaram nada de mais, a não ser ter conseguido uma e outra coisa - como o direito a dirigir, coisa que adoro fazer. De resto, foi como qualquer outro aniversário.
Não quero, porém, que vocês pensem que não estou contente em estar formado. Claro que sim! Foram muitas amizades conquistadas, ótimos professores, livros adoráveis e deliciosos recitais. Se eu faria tudo de novo? Com certeza! Não tudo, mas pelo menos 95%.
Falando em recital, fiquei devendo uma foto do último de que partitipei, em Novembro. Aqui vai:
Eu, cantando a ária da cena que inicia a ópera Le Nozze di Figaro, de Mozart.
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Na verdade, na verdade mesmo, eu ia postar na terça-feira. Se o tivesse feito naquele dia, seria com aquele primeiro título, o rabiscado.
Foi um dia tão ruim e eu me sentia tão mal que queria mandar tudo para o espaço - para não dizer outro lugar... Fiquei revoltado quando descobri uma coisa e, devido a ela, decidi que não vou mais depender dos outros para tomar nenhuma decisão, porque sempre vai dar errado mesmo.
Fora isso, outra coisa tinha dado errado, fazendo com que eu me sentisse pior. Sem dizer que já não estou seguindo uma das metas de Ano Novo: desencanar. Fiquei com raiva de tudo e todos e, principalmente, de mim.
Contando, também, com o tédio que me bateu, aquele verdadeiro spleen romântico. Uma sensação de inércia, de vontade de descansar de não ter feito nada. Graças a Deus isso passou, e hoje estou melhor.
Por que eu disse tudo isso? Ih, nem sei...
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Terça-feira foi dia de começar série nova na academia. Um complot contra mim, só pode ser! (Hahaha!) Mas, falando sério, o instrutor colocou a série nova com três de vinte. Vocês têm noção do que é isso? Pensei que fosse morrer aquele dia! Sem contar que tive de diminuir todos os pesos... Cheguei em casa muuuito cansado, quase sem conseguir falar. Parecia Abigaille no final da Nabucco: "Su me... morente... esanime..." (Hahaha!)
Na quarta eu ia, mas acabei não indo. Estava com os braços doendo muito. Aí fui só hoje. para morrer mais um pouco e ficar ainda mais dolorido. É o que eu chamo de "morrer saudavelmente"...
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E aquele escândalo da Parmalat, hein? Eu estava acompanhando pelo Corriere della Sera, jornal italiano, antes de ver as reportagens na televisão. Depois falam que é só no Brasil que acontecem essas coisas...
Falando em Brasil, já encheu a paciência aquelas matérias sobre a identificação dos turistas estadunidenses nos aeroportos internacionais brasileiros. Particularmente, acho interessante o fichamento, mas de todos os turistas. Espero que parem logo de falar nisso, porque já basta!
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No fim de semana finalmente aluguei alguns filmes. Fiz a ficha na 100% Vídeo e peguei "O pianista" (que não vi), "Harry Potter e a Pedra Filosofal" e "Casamento grego".
O filme de Harry Potter é muito interessante! Não me lembrava direito do primeiro volume, embora tenha achado a caracterização das personagens bem fiel. Sem contar o leve sotaque britânico, que é o máximo!
Já "Casamento grego" é muito engraçado! Quem não viu, deveria ver o quanto antes. Com certeza vale a pena!
Vamos ver se este fim de semana alugo mais títulos!
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Outro dia minha mãe e eu fomos até uma concessionária da Chevrolet por causa daquele programa do Sílvio Santos (rá-rái!), o "Roda roda". Aproveitei para fazer um test drive na Montana, o novo modelo chevroletiano. É uma delícia de carro! Tudo bem que o vendedor deve ter pensado que sou barbeiro, porque tive cuidado demais - e o freio respondia muito rápido -, mas valeu a pena!
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O post de hoje vai ser um pouco mais extenso porque quero apresentar a vocês um pouco das coisas que eu escrevo (extra-blog). Resolvi postar um breve conto que foi publicado em 2002. Espero que gostem!
Concerto em Barcelona [1]
Aconteceu em Barcelona. Já faz algum tempo. Aliás, faz bastante tempo, pois Callas e Chaplin estavam lá. Além do mais, Loretta ainda era solteira e não era noiva do marquês. Lembrei: foi em 1972, com certeza.
Trata-se de um concerto de Loretta Latoile, soprano leggero. Canadense de nascimento, Loretta fora criada em Lanesville pela mãe. Tinha trinta e dois anos na época e desde os doze estudava canto. Sua voz de fala era horrível - a "hiena louca", como diziam, por causa de sua ridícula e estridente gargalhada -, mas quando cantava tudo era diferente. Os espectadores nem piscavam, tamanho era o fascínio que sua voz cantada - e suas volaturas improvisadas - provocava.
O concerto, acompanhado apenas por um pianista, ocorreu num famoso teatro de Barcelona, o Gran Teatro del Liceo. Havia muitas personalidades lá: Maria Callas, Charles Chaplin, Montserrat Caballé, Renata Tebaldi, o Rei Juan Carlos I e até a Oni-Duquesa Sophia Lanes et Dunquerque XXVI e seu marido, o Duque Henry de Windsor III. E, é claro, a mãe de Loretta, Magnolia Latoile.
Seriam cantadas algumas árias e, para homenagear a Espanha, algumas canções de zarzuelas (um tipo de ópera espanhola, geralmente cômica). Sendo uma soprano leggero, Loretta cantaria trechos muito agudos, como a famosa ária da Rainha da Noite, da ópera Die Zauberflöte, de Mozart. Todos adoravam quando ela cantava essa ária.
Apesar de ter aulas de canto havia quase vinte anos, sua carreira profissional começou em 1965 - ano em que Callas parou e Caballé começou - na ópera lanesvilliana Una Grande Disgrazia, de Antonio Romanni, interpretando Alzira. Foi um sucesso estrondoso e a então desconhecida Loretta passou a ser cobiçada pelos principais teatros de ópera de Lanesville e de Terre de Sainte-Sophia. Depois de muitas disputas comerciais, a soprano decidiu trabalhar no Théâtre Mireille Lanes, o teatro municipal de Lanesville.
O concerto de Barcelona seria a primeira vez que Loretta se apresentava na Espanha. Para uma homenagem completa, a primeira ária cantada foi "Una voce poco fa", da Il Barbiere di Siviglia, de Gioacchino Rossini. Apesar de ser de um compositor italiano, a ópera - cujo libretto foi baseado na peça de Beaumarchais - se passa em Sevilha, e seria uma chance para Loretta se vestir de espanhola.
Ela entrou no palco com um vestido espanhol vermelho e uma rosa vermelha no cabelo negro penteado à moda espanhola do início do século XIX. Enquanto o pianista tocava a introdução, Loretta tentava dançar alguns passos de flamenco que havia aprendido em Lanesville - também se dança flamenco lá, mas é um pouco diferente. Cantou a ária maravilhosamente e, no fim, cantou o que se chama em Lanesville de "salto quinta-oitava", um recurso muito usado por sopranos nos fins de árias que o permitem. Os espectadores ficaram encantados, pois Loretta acabara de cantar um Mi superagudo, e aplaudiram-na por um bom tempo. Mais pra frente, Loretta teve mais aplausos depois de cantar a ária da Rainha da Noite, em que cantou alguns Fá staccati sem esforço algum.
O fim do concerto, que durara quase duas horas, estava próximo. Para terminar, Loretta escolheu a divina ária de Alzira na Una Grande Disgrazia, "Perché piango ancor?".
No fim dessa ária, Loretta cantou o acorde de Sol menor até o Sol agudo. Porém, um fato doloroso ocorreu.
Loretta, assim como muitos cantores, tinha a elegante mania de se apoiar no piano enquanto cantava. Porém, sem querer, ela esbarrou no suporte que sustentava a tampa aberta e esta, quando ela emitia o Sol agudo, caiu em sua mão. Possivelmente por causa da dor e do susto, Loretta foi capaz de elevar o Sol em uma oitava e sustentá-lo até o fim da música - o pianista, distraído, tocou o fim (de uns trinta segundos, mais ou menos) sem perceber que a tampa do piano tinha fechado, ou melhor, desabado na mão da soprano. Foram os trinta segundos mais longos de Loretta que, apesar da dor, não podia parar - um bom cantor continua até o fim, haja o que houver. Os espectadores se assustaram e depois que a ária acabou, aplaudiram Loretta de pé, por alguns minutos, enquanto ela discretamente segurava a mão machucada.
Barcelona foi um sucesso absoluto para Loretta, que depois se apresentou pelas principais cidades da Espanha. Porém, até hoje, ela nunca mais se apresentou acompanhada de um piano de cauda!
Vou terminando por aqui. Obrigado pelas visitas e até o próximo post!
(Ah, e dêem uma passadinha no fotolog, que está sendo atualizado todo dia!)
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[1] In Encontros VI. Itatiba: Editora Berto, 2002.
9:28:13 PM
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Quarta-feira, Janeiro 07, 2004
Chegou 2004, ou O primeiro post do ano
Profitons bien de la jeunesse,
Des jours qu'amène le printemps;
Aimons, rions, chantons sans cesse,
Nous n'avons encor que vingt ans!
Manon, no terceiro ato da Manon (1884)
Ópera em cinco atos
Música de Jules Massenet
Libretto de Henri Meillac e Philippe Gille
Oláááá, infermeros!!!!
Nada melhor que começar o ano (agora?) com um post! ( me puxaram a orelha por não ter postado ainda! Hehehe!)
Aliás, começo de ano para mim é sempre um martírio. Primeiro porque percebo o quão rápido passou o tempo, e segundo porque no início de Janeiro demoro um pouquinho para perceber enfim que é um novo ano. A situação só melhora lá para o dia 15, quando é aniversário da minha mãe, e enfim realizo em que ano estamos. (Na verdade, todo mundo sabe que no Brasil o ano só começa mesmo depois do carnaval...)
Apesar de tudo, o ano começou tranqüilo. Minha tia mais nova e minha tia-avó vieram passar o fim de ano aqui e ficaram até o sábado seguinte. Comeu-se muito doce (sorvete, torta de limão, panettone - para mim, só de chocolate) e bebeu-se muita sidra sem álcool (é uma delícia!). De resto, foi tudo igual aos outros anos. A única diferença é que este ano meu pai passou o Réveillon conosco!
Ah, sim, este também foi o primeiro Réveillon do Astor! 'Tadinho, ficou assustado com os fogos. Mas eu o trouxe várias vezes para dentro a fim de acalmá-lo.
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Tirei a tarde (e parte da noite) do último dia do ano para terminar Harry Potter e o Cálice de Fogo. É muito, muito bom! Estou louco para ler o quinto - embora o preço seja um pouco desestimulante... Não gostei muito do destino de algumas personagens, mas isso é normal. A ficção, assim como a vida, não é para nos agradar sempre.
Ontem terminei de ler O mandarim, uma curta e ótima comédia de Eça de Queiroz, escrita em 1880. São menos de cem páginas, que passam voando! Quem não leu, acho que vai gostar.
Por falar em leituras, algo estranho aconteceu. Fiquei do dia 31 de Dezembro até o dia 2 de Janeiro em casa, sem sair. Nesse tempo, mergulhei de cabeça no mundo de Harry Potter e também no meu mundo, digamos assim - para quem não sabe, também escrevo. Como nos primeiros dias do ano consegui escrever algumas páginas da minha novela (literária, literária), mergulhei mais ainda no meu mundo literário.
Pois bem, quando saí pela primeira vez no ano, dia 3, qual não foi meu estranhamento quando estava dentro do Extra. Comecei a olhar para as pessoas e caiu a ficha: "Ah, isto é o mundo real!"... Confesso que me senti meio decepcionado: quando se está entre o mundo da magia (o da Rowling) e o da, digamos, "Nova Atlântida" (o meu), fica-se decepcionado com o mundo lá fora. Bom, ao menos Deus nos deu (não a todos) a imaginação, de forma que possamos nela nos refugiarmos nas horas mais difíceis...
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Falando em imaginação, estes dias estou queimando minha massa cinzenta - como diria o detetive Hercule Poirot - compondo uma música. Para quem não sabia, de vez em quando me baixa o Verdi (quem me dera, quem me dera...) e eu experimento alguma composição. Atualmente estou trabalhando no finale de uma futura ópera - na verdade, por enqüanto, só estou compondo a cabaletta.
Mas o que é uma cabaletta?
Segundo a Enciclopédia Larousse Cultural (1998), uma cabaletta é um "trecho ameno e de ritmo animado que se repete no fim de ária, duetto etc.".
Entenderam?
Segundo estudiosos, as origens da cabaletta vêm do latim vulgar caballus, i. Não, os romanos ainda não conheciam a cabaletta - fenômeno musical dos séculos XVIII e XIX; porém, a cabaletta tem um ritmo como de uma cavalgada (se outros sentidos, por favor...), e geralmente é escrita em 3/4 ou 6/8. Verdi tem algumas cabalette em 3/8 e há várias escritas em 4/4.
O que são essas frações?
Não são frações, mas sim fórmulas de compasso. Algumas são conhecidas por todos. A 3/4, por exemplo. Quem nunca ouviu uma valsa? A fórmula 3/4 significa que cada compasso tem três notas, e que essas notas são semínimas (vide quadro abaixo); além disso, o primeiro tempo é forte (fica algo como "um-pá-pá"). A fórmula 4/4 também é bastante conhecida. A maioria das músicas populares é escrita nesta fórmula, por ser a mais fácil - "menos complicada", eu diria - de ser trabalhada.
Abaixo, seguem dois exemplos de fórmula de compasso, um ternário (3/4) e outro quaternário (4/4).
Espero não ter sido muito prolixo com esta explicação sobre música!
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Continuando a falar em música, com vocês também acontece de, às vezes, uma música ficar como que impregnada na mente, sendo a primeira a aparecer e descer, sendo por nós cantada segundos depois? (Nesse caso, me refiro a músicas de que gostamos, e não a refrões imbecis como "Tô nem aí...".)
Pois é, comigo nos últimos dias tem acontecido. A música em questão é a ária da loucura da Lucia di Lammermoor (1835), a mais famosa ópera de Gaetano Donizetti (1797-1848), com libretto de Salvatore Cammarano (1801-1852). O pior é que ainda não a decorei inteira, então me vêm uns trechos, como "Del Ciel clemente un riso la vita a noi sarà".
Será que é um presságio de loucura? Hum...
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Segunda-feira a academia voltou a funcionar. Só precisei baixar o peso de um ou outro exercício/aparelho, mas fiquei meio dolorido. Naquele dia, foram as coxas; hoje, o segundo dia em que fui, é o corpo todo...
Ah, sim, e as aulas de tênis não pararam. Estou gostando cada vez mais! Se pudesse até marcaria com uns amigos para jogar, mas nunca dá certo. Um dia, sem combinar, aposto que funciona! (Hahaha!)
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Tenho acompanhado os jornais - e toda a sorte de programas, já que com meu pai em casa a TV fica ligada o dia todo - e visto aquela polêmica sobre a identificação dos visitantes dos EUA que chegam ao Brasil. Acho, por um lado, que tem de ser assim mesmo, para eles verem como é legal ficar não sei quantas horas e ser tratado pior que cachorro; a identificação, por outro lado, deveria ser mais rápida, e talvez se estender a todos os turistas - ou ainda, àqueles países que precisam de visto para cá.
Por falar nisso, é preciso visto para os estrangeiros virem para o Brasil? Isto aqui às vezes me parece tão desorganizado que acho que qualquer um pode entrar - se bem que meu pai, acostumado à alfândega da Marinha, diz que eles são bem exigentes lá.
O único problema dessas polêmicas é que elas são repetidas ad nauseam, levando a uma chatice completa. Isso quando não vêm aqueles comentaristas - um pior que o outro, sendo o Jabor o pior de todos - dando uma de intelectuais e falando as coisas mais óbvias como se eles as tivessem descoberto...
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Ainda sobre a televisão, vocês estão acompanhando a minissérie "Um só coração", na Globo? Por enquanto só vi o primeiro capítulo. E, claro, tenho comentários a tecer.
A reconstituição de época está simplesmente excepcional. O cuidado com a reconstrução da bela São Paulo dos anos 20 é muito grande, e não vi falhas por enquanto. O aluguel de prédios históricos para cenas externas também está ótimo. Por um lado, é um período da História do Brasil de que gosto muito.
A caracterização das personagens também está excelente. Tanto é que estou odiando o Oswald de Andrade, da mesma forma que o odeio na "vida real"! (Hahaha!) Mário de Andrade e Santos-Dumont também estão muito semelhantes. E os atores que os fazem (até o Oswald) são muito competentes.
Isso sem falar no grande elenco, que traz os veteranos Cássia Kiss e Tarcísio Meira, e as não tão veteranas assim como Maria Fernanda Cândido e Ana Paula Arósio. As personagens secundárias também estão muito bem.
Mas nem todas...
Senhoras e senhoritas, desculpem-me, mas eu tenho de falar mal do Erik Marmo. A culpa é dele, não minha.
Primeiro que alguém que vem de Botucatu, ainda mais nos anos 20, nunca ia se apresentar como "Marhtin Paesh de Almeida". Ele deveria pelo menos tentar disfarçar o sotaque carioca. E ter umas aulas de pronúncia interiorana com a Vera Holtz! (Hahaha!) Não, mas falando sério, a Vera - uma atriz de que gosto muito - tentava se fazer de carioca em "Mulheres apaixonadas", e conseguiu êxito em, hum, 65% das vezes. (Ainda vou fazer fazer um post sobre falares brasileiros. Aguardem!)
Segundo que o Marmo é ruinzinho de interpretação mesmo. Na novela que acabou, até dei um desconto porque era a primeira de que ele participava (e também porque, como vocês sabem, não gosto do texto do Manoel Carlos); porém, achei que ele não melhorou nada desde então. Parece até ter piorado um pouquinho - nos fins de cena ele nunca sabe para onde olhar.
Alguns vão dizer que só o crítico porque "ele é bonito e trabalha na televisão, e você nem um nem outro". Ora, o motivo não é só esse (Hahaha!), mas meus comentários sobre o Marmo podem mudar se ele se empenhar. A Mariana Ximenes, por exemplo, eu achava muito fraquinha; hoje, porém, acho que ela está cada dia melhor, empenhando-se e estudando mais e mais. Isso, além de amadurecimento profissional, demonstra respeito para com o público.
Bom, depois de tagarelar tanto, acho que vou ficando por aqui. Vou tentar atualizar de no domingo!
Ah, dêem uma passada no fotolog. Vou fazer uma série intitulada "O Réveillon"! (ossia, "Olha o que faz a falta do que fazer"...)
11:54:11 PM
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