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José Luiz
23/05/1982
Gêmeos
Ler, escrever, ouvir música, cantar, jogar tênis
Literatura, música clássica, cães, nobreza, heráldica, automóveis, jogos de computador, etiqueta
Barítono
Romântico-realista
Eterno apaixonado
Honoré de Balzac, Victor Hugo, Alessandro Manzoni, Italo Calvino, Edgar Allan Poe, Eça de Queiroz, Machado de Assis, Álvares de Azevedo, Martins Pena, Gonçalves Dias...
Giuseppe Verdi, Gioacchino Rossini, Vincenzo Bellini, Gaetano Donizetti, Giacomo Puccini, Wolfgang Amadeus Mozart, Luigi Cherubini, Gaspare Spontini, Antonio Carlos Gomes...
Maria Callas, Montserrat Caballé, Joan Sutherland, Renata Tebaldi, Tito Gobbi, Rolando Panerai, Alfredo Kraus, Franco Corelli, Mario del Monaco, Giuseppe di Stefano, Édith Piaf, Mireille Mathieu, Elis Regina...
Estudante de Letras (formado) e de Lingüística (1º. ano)
Português, inglês, francês, italiano, latim clássico, russo, espanhol e grego clássico
Lendo Le Père Goriot, de Balzac

Páginas interessantes:

Allegro
Karadar
LucasArts
Maria Callas
Snoopy
Supercars
World of Monkey Island


Blogs que leio:

Álcool com Açúcar
Angel 7000
Art.manha
A vida moderna de Erica Hans
Bobo Único
Delirium Tremens
Descaminhos
Diário de um Cão
Il Trovatore
Lua Melancólica
Meio Mundo
Mentes Insanas
Mingau das Almas
Natashinha
Odds and Ends
Os meus olhares
PrótonsNEWS
Serial Kisser
Só por hoje
Touch yourself
Túlio di Bão
Und so weiter...

(Se eu me esqueci de algum blog, por favor me desculpe!
É só avisar que eu coloco o endereço aqui.)




























Lanesville
Domingo, Fevereiro 29, 2004
Não posso deixar de começar o post comemorando o dia de hoje!
Nasceu em Pesaro (Itália), em 29 de Fevereiro de 1792, aquele que seria um dos maiores compositores italianos do século XIX. Sabem quem é?


O próprio: Gioacchino Rossini (1792-1868), compositor de várias óperas cômicas (todas engraçadíssimas) e sérias (hoje menos conhecidas, mas de uma beleza ímpar).
Evviva Rossini!

Games, ou Eu adoro a LucasArts

Acho que boas aventuras gráficas [os point-and-click] são a coisa mais próxima a bons livros. Elas dependem muito da caracterização e do desenvolvimento da história. Há, ao terminar o jogo, a sensação de que se experienciou uma história inteira do começo ao fim
John, um dos criadores de "Flight of the Amazon Queen"

Tempos atrás, em algum post perdido nos arquivos, eu disse que escreveria um dia sobre games. Eis que o dia chegou!
Para quem não sabe, adoro jogos de computador. Não todos, é claro, mas são vários os tipos de que gosto. O preferido deles, sem dúvida, é o famoso point-and-click.
Mas o que é isso?

Criados no fim da década de 1980, são jogos que têm quebra-cabeças e um plot ("enredo", "trama") em geral envolvente. Os quebra-cabeças levarão até a conclusão da história.
Esse nome, "point-and-click" deve-se ao fato de esses jogos se utilizarem do mouse, ou seja, para resolver os quebra-cabeças é necessário pegar algum item no cenário ou com algum personagem e utilizá-lo com outros ítens, personagens ou cenários. Além do mais, na maioria desses jogos é impossível "morrer", uma vez que seu intuito principal é estimular o jogador.
A partir de agora, falarei de alguns jogos de que mais gosto, a maioria deles do gênero point-and-click. A ordem não é nem cronológica nem de gosto.

The Secret of Monkey Island (LucasArts, 1990)


Este foi, talvez, o primeiro grande point-and-click da História. Criado pela famosa LucasArts (que na época se chamava LucasFilms Games), "The Secret of Monkey Island" é um clássico.
Foi o primeiro game do gênero que joguei, e me apaixonei "à primeira jogada". É um jogo inteligente e hilário, com piadas engraçadíssimas. Seria o primeiro jogo de uma tetralogia.
O plot gira em torno de uma história de pirata, ou melhor, de um pirata wannabe: o intrépido e atrapalhado Guybrush Threepwood, que chega a Mêlée Island para conseguir seu intento. Lá, ele se apaixonará pela bela governadora, Elaine Marley, conhecerá seu pior inimigo, o pirata fantasma LeChuck e será ajudado pela Sacerdotisa do Vodu, uma personagem importante e poderosa.
Há outros personagens hilários, como o vendedor de barcos Stan, que literalmente fala mais que a boca, e o náufrago Herman Toothrot, que "mora" em Monkey Island. São clássicos e inesquecíveis, também, os duelos, que não se dão (só) com espadas, mas com... insultos! Isso mesmo! Cada um tem sua resposta, que Guybrush tem de aprender lutando com os piratas da ilha.
O cenário, todo feito em pixels [1], surpreende de tão bonito e bem feito. Aliás, a LucasArts desde o começo caprichava nos cenários, mesmo que os recursos tecnológicos da época não fossem ainda muito avançados.
Não se pode deixar de citar o inventório, ou seja, os ítens que Guybrush carrega consigo. A lista é imensa e, como muitos objetos são grandes, por vezes o personagem faz alguma piadinha quando vai colocá-lo no inventório ou tirá-lo dele.
Se você quer diversão garantida por muitas horas, não deixe de jogar "The Secret of Monkey Island"!

Loom (LucasArts, 1990)



Diferente de "Money Island I" (como é conhecido o jogo anterior), "Loom" é um jogo mais sério, sem piadas internas.
O plot é futurista. A história se passa lá pelo século LXXX, com um mundo um pouco diferente do nosso - embora, pelo que entendi, a história se passe na Terra.
Bobbin Threadbare, o personagem principal, tem sua mãe de criação transformada em um pato. Os anciãos da aldeia, por sua vez, transformam-se em cisnes e voam para longe. Bobbin fica sozinho, tendo apenas um cajado musical para ajudá-lo em sua jornada.
Com esse cajado, o jovem tem de fazer encantamentos musicais (cada um com quatro notas) para interagir com o ambiente. No começo, estão disponíveis apenas o Dó, o Ré e o Mi. As demais notas virão com o tempo, à medida que Bobbin for evoluindo seus encantamentos.
Os cenários, também pixelizados, são belíssimos. Fez-se um mundo bem moderno, ainda que com muitas características do mundo que conhecemos.
"Loom" é um jogo meio místico, com um final muito bonito, falando sobre a vida e a morte. Talvez por esse aspecto, é um pouco pesado, mas vale a pena mesmo assim.

Indiana Jones and the Fate of Atlantis (LucasArts, 1992)


Sem dúvida alguma, este é meu point-and-click favorito! Conheci-o em 1994, e até o ano seguinte não joguei outro.
O plot, como o título indica, traz o famoso arqueólogo Indiana Jones, e foi baseado naquele que seria o quarto filme da série - que, infelizmente, jamais foi filmado, ainda que houvesse um projeto para fazê-lo em 2002.
Neste jogo, Indy conta com uma assistente: a bela ruiva Sophia Hapgood, médium nas horas vagas. Também arqueóloga e historiadora, Sophia conversa com o espírito de Nur-Ab-Sal, o último Imperador da Atlântida. O primeiro encontro entre os dois, inclusive, é em Nova York, quando a "médium" está fazendo uma palestra sobre o continente perdido.
Depois de alguns quebra-cabeças, Indy encontra o livro Diálogos perdidos de Platão, em que o autor grego fala sobre a Atlântida. No escritório do arqueólogo, cabe ao jogador como transcorrerá o jogo dali para a frente, pois há três modos diferentes:

- continuar com Sophia (a que meu melhor amigo e eu chamávamos de "com ação, com Sophia");
- ir sem ela, procurando por ação ("com ação, sem Sophia");
- ir sem ela, procurando por desafios ("sem ação, sem Sophia").

Os três modos são diferentes até convergirem no mesmo ponto: a Atlântida, onde você deverá resgatar Sophia.
Apesar de ser um jogo de ação, "Indiana Jones and the Fate of Atlantis" tem partes hilárias - como convencer sua amiga a passar por um buraco, ainda que ela esteja com medo das cobras e ratos do outro lado. Isso sem contar os cenários, que trazem desde as ruínas de Creta até o centro de Atlântida.
Vale dizer que este é um dos poucos jogos do gênero em que Indy pode morrer - mas não há problema, pois é possível salvar sempre.
É uma pena que este clássico não tenha se transformado em filme - dizem que Sandra Bullock estava cotada para o papel de Sophia Hapgood, na versão de 2002. Torço para que isso ainda aconteça!

Monkey Island II: LeChuck's Revenge (LucasArts, 1992)


Por causa do enorme sucesso de "The Secret of Monkey Island", a LucasArts espertamente criou uma seqüência.
Desta vez, Guybrush (usando barba) tem de lidar com o recém-ressuscitado cadáver de LeChuck, sedento de vingança - e cuspindo mais que nunca. O jogo, diferente do primeiro, tem dois modos diferentes: um com quebra-cabeças mais simples e outro com mais elaborados. Seja como for, o fim é o mesmo.
Aliás, o desfecho desse jogo é muito discutido pelos gamemaníacos, por ser meio insólito. Porém, li há algum tempo uma explicação bem convincente sobre ele. (Não posso contar para não estragar!)
"Monkey Island II" é certamente um bom jogo, mas acho que é o menos engraçado dos quatro. Mesmo assim, quem gosta de Guybrush e toda a turma não pode perder este clássico!

The Dig (LucasArts, 1995)



Ainda que também pixelizado, "The Dig" tem um caráter diferente dos anteriores - os traços estão mais realistas.
O plot é bem interessante: um meteoro enorme está se aproximando lentamente da Terra. Um grupo é designado para ir até o meteoro e mudar seu curso. Lá chegando, três membros do grupo (o comandante Boston Low, o historiador Ludger Brink e a jornalista-lingüista Maggie Robbins) entram no meteoro e descobrem que ele é um tipo de nave espacial, transportando-os para um planeta praticamente desabitado.
Nesse planeta, muito mais avançado que o nosso, o grupo descobre os cristais da vida, um produto poderoso que permite ressuscitar os mortos. Além disso, num tipo de museu, o comandante Ben descobre o que houve à população e porque estão todos ausentes.
Com cenários de tirar o fôlego, "The Dig" também tem seu quê de místico, mas não é tão pesado quanto "Loom". Ao contrário: o desfecho é surpreendente e belíssimo, com uma frase que merece ser citada. Ela é dita pelo "líder", sobre a imortalidade antes preterida pelo povo, dizendo que o planeta agora seria

...um lugar no qual sabemos que morreremos, mas que teremos uma VIDA antes disso.

Não é bonito?

Day of the Tentacle (LucasArts, 1992)


Este hilário jogo é um dos da LucasArts no estilo cartoonish, ou seja, semelhante a um desenho animado.
O plot se desenvolve nos dias atuais (na década de 90, no caso), quando um tentáculo (!!!) toma água radioativa e, tendo criado bracinhos e uma mente maquiavélica, planeja dominar o mundo.
Parece absurdo, mas esse plot rende um jogo imperdível, com muitas piadas engraçadíssimas. Sem contar que os três personagens principais - o nerd Bernard, o rockeiro Hoagie e a enfermeira Laverne - terão de estar em três diferentes "lugares" do tempo (Bernard no presente, Hoagie na época em que Constituição dos EUA foi promulgada e Laverne no século XXII) para poderem solucionar os quebra-cabeças - passando ítens entre si - e acabar com os planos de Purple (o tentáculo radioativamente modificado).
Nem preciso dizer que "The Day of the Tentacle", que traz de volta personagens de "Maniac Mansion" (1988), é diversão garantida!

Full Throttle (LucasArts, 1994)


Talvez o jogo mais hardcore da LucasArts na época, "Full Throttle" tem os cenários mais parecidos com "The Dig".
O plot se passa num futuro não muito distante. Ben, líder de uma gangue de motoqueiros, é envolvido covardemente em um assassinato - o do velho Corley, um velhinho maneiro que era dono da Corley Motors, famosa fábrica de motos. Ele deve, então, descobrir quem matou Corley e se livrar da acusação.
Este é outro dos poucos jogos da empresa em que se pode morrer, mas imediatamente há a possibilidade de voltar e tentar passar pelo quebra-cabeça.
Ano passado a LucasArts anunciou que lançaria um "Full Throttle II", em 3D, e chegou até a lançar alguns screenshots ("fotos" dos jogos). Porém, não se sabe ao certo porquê, o lançamento foi cancelado. Uma pena!

Sam and Max: Hit the Road (LucasArts, 1993)



Mais um jogo cartoonish, este traz a dupla Sam (o cachorro) e Max (o coelho) para desvendarem o sumiço do Pé Grande de um circo de horrores.
O jogo é muito engraçado, com piadas e cenas hilárias. Não tenho muito mais o que dizer pois, se eu começar, acabo contando a história toda!
Fiquei sabendo outro dia que será lançada este ano uma continuação do jogo. Estou curioso para ver!

Flight of the Amazon Queen (Interactive Binary Illusions, 1995)



Este jogo é simplesmente notável!!!
Verdadeira homenagem à LucasArts, em 1995 a empresa australiana Interactive Binary Illusions (que infelizmente não existe mais) criou o brilhante "Flight of the Amazon Queen".
O plot se passa no Brasil, na década de 1940. O jogo traz Joe King, um ingênuo (às vezes nem tanto) piloto de avião, que começa preso num quarto de hotel no Rio de Janeiro.
Aliás, tenho de contar que minha primeira experiência com esse jogo, em 1996 ou 1997, foi justamente essa parte no Rio - a única disponível no demo dele. Só no ano passado, para minha felicidade, descobri o jogo completo, no Classic Trash. (Devido a alguns problemas, não está mais disponível.) Claro que baixei na mesma hora!
Tendo saído do hotel, Joe vai para o aeroporto e leva Faye, uma famosa atriz da época, para uma sessão de fotos na Floresta Amazônica. Porém, no caminho, um raio atinge o avião (o Amazon Queen) e é necessário um pouso forçado. A partir daí, acontecerão hilárias situações, e Joe encontra personagens emblemáticos: um gorila fora de lugar, um cientista maluco e Azura, princesa amazona, por quem o herói se apaixona.
Bem dizem que apenas uma obra de qualidade já serve para marcar seu(s) criador(es): "Flight of the Amazon Queen" merecidamente colocou a Interactive Binary Illusions na História dos games!

The Curse of Monkey Island (LucasArts, 1997)


Terceiro episódio da série, CMI (como é também conhecido) traz Guybrush de volta. Ele e Elaine estão para se casar e, num barco, o pirata (agora não mais apenas um wannabe) encontra um anel e decide dá-lo para sua noiva. Esse anel, porém, está amaldiçoado, transformando Elaine numa estátua de ouro. É necessário agora que Guybrush desfaça a maldição.
O segundo jogo mais engraçado da série, depois do original, "The Curse of Monkey Island" tem um ótimo plot, com piadas engraçadíssimas. Os cenários são meio cartoonish, mas não muito. Threepwood e sua turma deixaram de ser pixelizados.
Quem gosta da série, não pode perder!

Grim Fandango (LucasArts, 1998)


Este jogo é simplesmente o máximo!
Primeiro jogo em 3D da LucasArts, "Grim Fandango" tem um plot no mínimo original: toda a história se passa na Terra dos Mortos, pela qual todos os que morrem passam antes de irem para seu descanso eterno.
Você é Manuel (Manny) Calavera, que trabalha numa "agência de turismo" responsável pelo transporte das almas até o descanso. Dependendo de como a pessoa se portou em vida, um meio de transporte e um prazo para chegarem ao Paraíso estão destinados a ela: de carro (quatro anos), de navio (quatro meses) ou de trem (quatro dias).
O cenário é belíssimo. Todo em 3D, o jogo mistura cenários de filmes noir da década de 30 - ou seja, seja, é tudo meio escuro - com detalhes astecas. O resultado é formidável.
A interface também muda um pouco. Agora, as formas de acesso ao inventório e as ações se dão de forma diferente. Além disso, não se usa mais o mouse, mas sim os botões direcionais para movimentar os personagens e interagir com os objetos.
"Grim Fandango" é um jogo belíssimo. A versão brasileira, toda dublada e traduzida, é excelente. Outro jogo imperdível da LucasArts!

Escape from Monkey Island (LucasArts, 2002)


O tão aguardado quarto episódio da série também saiu em 3D, com controles já experimentados desde "Grim Fandango".
Desta vez, Guybrush e Elaine voltam da lua-de-mel pelo Caribe e, ao chegarem a Mêlée Island, descobrem que Elaine foi dada como morta. E agora? Cabe a seu marido fazer com que esse mal entendido se resolva e, depois, ir a Monkey Island - de novo.
O terceiro mais engraçado da série, em minha opinião, "Escape from Monkey Island" (que aqui saiu como "Fuga da Ilha dos Macacos") tem belos cenários 3D e, conta mais uma vez com Dominic Armato (ele é excelente!) fazendo a voz de Guybrush Threepwood, mighty pirate - o epíteto que que Guybrush se deu.
Aliás, acho que ainda não contei como surgiu o nome do personagem principal da série! Aconteceu o seguinte: "The Secret of Monkey Island" (assim como "Monkey Island II") foram totalmente criados no programa Brush - o antigo PaintBrush, que já vem no Windows. Na época da criação, ainda não sabiam como nomear o personagem, e chamaram o arquivo com seu desenho apenas de "guy" ("cara", em inglês). Todos os arquivos gravados no Brush tinham a extensão .brush (embora as extensões costumem ter três dígitos) e com esse não foi diferente: guy.brush. Dessa forma nasceu Guybrush Threepwood, cujo sobrenome veio do título de um livro.
Com direito a uma paródia de "Mortal Kombat", "Escape from Monkey Island" é imperdível para os fãs da série, mas também é um ótimo jogo para quem ainda não conhece Guybrush e a turma - embora nele estejam algumas explicações para "mistérios" dos três jogos anteriores.

Estes são os jogos de que mais gosto, e tentei falar um pouco deles. Infelizmente, não há links para que sejam baixados, mas outros jogos do tipo podem ser encontrados em Classic Trash.
Eis os que achei lá e recomendo:

- "Igor: Objective Uikokahonia"
A história se passa basicamente numa faculdade. Igor, apaixonado por Laura, tenta se aproximar dela e, ao mesmo tempo, resolver um roubo.

- "Innocent Until Caught"
Jogo futurista, onde você é Jack Ladd, conhecido ladrão intergalático, que precisa arrumar um meio de pagar suas dívidas para com agentes tributários.

- "Out of Order"
Depois de uma noite de tempestade, você acorda num futuro muito distante. Seu quarto é o mesmo, mas agora faz parte de um condomínio. O final deste jogo é meio estranho, mas vale a pena mesmo assim.

- "Teen Agent"
Você é um garoto de treze anos recrutado por uma organização super-secreta ("tão secreta que até a senhora do chá tem permissão para matar", diz o chefe) para solucionar misteriosos roubos.

- "The Breakdown"
Seu carro quebrou na estrada e é necessário que você o conserte a fim de ir buscar um prêmio na loteria mais próxima. Bom jogo, mas pena que é curto.

Todos os citados são muito parecidos com os da LucasArts, inclusive no humor. Algumas tiradas são engraçadíssimas, e os cenários de alguns deles são muito bonitos. "Igor" e "Innocent Until Caught" são pixelizados.
Bom, por enquanto é só. Outra hora falo de jogos que não são point-and-click, mas de que também gosto - como "The Sims", "Grand Theft Auto 3" ou a série "Need For Speed".
Eu mesmo, daqui a algum tempo, gostaria muito de escrever um plot para jogo. Quem sabe dá certo?
Espero que tenham gostado!

(Quantas vezes escrevi "hilárias" e "engraçadíssimas" neste post?...)

9:27:16 PM Comments:

Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004

Résumé-Paper IV

Penso que se aproxima cada vez mais o dia da vingança. (...) Não, não estou ficando louco. Mas elas ficarão. E se arrependerão. Para sempre.

Alfred, no capítulo XXI de A vingança (1894)
Romance de Sébastien Ymmoooblet


Olá a todos!
Começo este post com uma notícia muito animadora, mas que por enquanto só adianto ser relativa à universidade e a ensaios três vezes por semana, com três horas cada um. Mais para a frente conto o que é.
Confesso que, apesar de toda a euforia, estou também com bastante medo. Porém, esta oportunidade é tão grande que, se eu perdê-la agora, pode ser que outras não apareçam.
Portanto, este medo encararei, nem que seja para morrer tentando!...

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Por falar em oportunidades, decidi que a partir de agora vou passar a usar, em situações não acadêmicas, um nome artístico.
Não é nada muito diferente do meu nome verdadeiro: apenas colocarei um hífen unindo meus dois sobrenomes - costume esse bem comum no Reino de Lanes, mas mais entre os nobres.
Já que estou tratando de nomes, aí vai o meu em russo (letra de forma e manuscrito) e em grego. Dá para ler?


Minha letra é péssima...

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Hoje terminei de ler A paixão segundo a ópera (Perspectiva, 2003), de Jorge Coli. O livro é excelente e interessantíssimo, e pode (deve) ser lido mesmo por leigos no assunto. (Como se eu entendesse taaaaaanto de música assim...)
No livro, Coli reuniu oito de seus artigos sobre ópera, cada um deles focando um aspecto. Acho que o capítulo mais interessante é o sobre a Falstaff (1893), de Verdi. Outros dois de que também gostei muito foram o sobre o trabalho na ópera - falando de Louise (1900), de Louis Charpentier, e de Il Tabarro (1918), de Giacomo Puccini -, e o que trata de dois dos maiores compositores brasileiros, Antonio Carlos Gomes e Heitor Villa-Lobos. (O terceiro grande compositor do Brasil, para mim, é o Padre José Maurício.)
A paixão segundo a ópera, cujo título remete a um compositor que nunca fez óperas (Bach), também serve para questionar as críticas negativas feitas a importantes compositores, como Jules Massenet, Jakob Meyebeer e o próprio Carlos Gomes - este último erroneamente atacado pela "maravilhosa" geração de 1920, principalmente pelo "grande" Oswald de Andrade. Felizmente, compositores como os citados e outros (como Saverio Mercadante, Niccolò Vaccaj e Riccardo Zandonai, muito conhecidos em sua época) estão voltando aos palcos e às gravadoras.
Eu próprio, se continuar na carreira lírica, farei questão de reviver óperas compostas sobretudo na primeira metade do século XIX, algumas abafadas por obras menores (ou até mesmo medíocres) e pelo pensamento positivista-cientificista que infelizmente dominou o século XX.

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Há muitos posts, não sei se alguém ainda lembra, falei sobre horóscopo.
Pois bem, para quem não se lembra (ou não chegou a ler), contei naquele post que participo do grupo de e-mail da formatura. no pacote, veio esse e-mail com o horóscopo do dia (só do meu signo). Como não acredito muito nisso, leio raramente - também por causa das pérolas que às vezes vêm lá.
Eis que, dois ou três dias atrás, abro o seguinte:

29 de Janeiro de 2004

Seu horóscopo

Você estará muito direcionado para ganhos materiais hoje, com a lua em trígono com Mercúrio. O dia também favorece estudos e cursos.

Dica do dia
Trabalhe seu corpo a partir de hoje, sem falta. Cuidado com a tendência astral para engordar e acumular gorduras que está agindo neste momento.


Tendência astral para engordar??? Porque essa tendência astral eu sempre tive! Será que é praga de cigana? (Hahaha!)
Gostaria de saber quem é o/a sujeito/a que escreve essas coisas...

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Vocês já viram o novo Uno? Está uma graça!


Eu quero um desses! Hehehe!

(Essa foto foi tirada deste site, que tem várias outras fotos do carro.)

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Retomando a epígrafe do post, lembrei-me de que há tempo que não coloco uma frase desse romance. No começo do ano passado era direto - acho que eu tinha acabado de lê-lo ou algo do tipo.
O engraçado (modo de dizer, porque não tem graça nenhuma) é que, atualmente, sinto que o dia da vendetta está mesmo chegando. Espero que esse pressentimento não seja falso.
Não se preocupem, não vou matar nem prejudicar ninguém!
Sabem aquelas vingancinhas que geralmente só o tempo é capaz de proporcionar? Então, é uma dessas.

Esfregando as mãos e rindo como vilão melodramático:Uahuahua!

Só eu mesmo para dizer uma coisa dessas...

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Outro dia a Rebs disse que gostaria de ouvir a "ária da loucura" da Lucia di Lammermoor, de Donizetti. Infelizmente, não está dando nem para postar MIDI aqui no blog, senão eu montaria um e publicaria.
Sendo assim, coloco aqui uma versão (minha) da ária. O libretto inteiro pode ser encontrado no Karadar.

LUCIA
O doce som
De sua voz me atingiu!...
Ah! Aquela voz
Está aqui no coração, presa!...
Edgardo! A ti me rendo:
Fugi dos teus inimigos.
Um frio me serpenteia o peito!...
Treme cada fibra!... Vacila o pé!...
Ficaste perto de mim na fonte...
Surge o enorme fantasma e nos separa!...
Aqui nos encontramos, Edgardo,
Ao pé do altar... Está cheio de rosas!...
Uma harmonia celeste
Não escutas? Ah! Soa o hino de núpcias!...
O rito para nós, para nós se apressa!...
Oh, sou feliz!
Oh, alegria que se sente,
Mas não se diz!
Ardem os incensos...
Resplandecem as sagradas faces
À nossa volta...
Eis o padre!
Dá-me a tua [mão] direita...
Oh, dia feliz!
Enfim sou tua! Enfim és meu!
A mim te dá um Deus...
Que cada prazer mais alegre
Seja contigo dividido.
Do Céu clemente um riso
A vida a nós será!
[O trecho abaixo geralmente é cortado,
mas também é belíssimo.
Vou traduzir só a parte de Lucia,
porque há outras falas no meio,
antes de ela começar a cabaletta.]
Não me olhes de modo terrível
Assinei o papel, é verdade.
Em sua terrível ira
Esmaga, ó Deus, o anel!
Maldizes-me! Ah!
Fui vítima de um irmão cruel,
Mas sempre te amei... Eu juro...
Quem me esposou? Arturo!
Ah, não fujas... Perdão...
Perto do túmulo estou...
Ouve uma prece ainda
Ai! Fica ao menos um pouco...
Que eu expire de ti perto.
Já de ânsia coberto
Está o gélido cor! [1]
Um palpitar lhe resta...
É um palpitar de amor.
[Começa aqui a famosa cabaletta.]
Espalha com amargo pranto
O terrestre fantasma meu.
Enquanto lá em cima, no Céu,
Eu rezarei, rezarei por ti.
Apenas quando chegares
O Céu se fará belo para mim!
(Cai quase sem vida
Nos braços de Alisa)
[2]

O libretto dessa ópera é baseado no romance histórico The bride of Lammermoor (1812), de Sir Walter Scott.
A ópera tem algumas diferenças em relação ao romance: nela, a mãe tirana é trocada por um irmão controlador - que faz Lucia casar-se com alguém que ela não ama, já que Edgardo (seu amado) é filho de uma família inimiga. (A que história remete?...) Depois das núpcias forçadas, Lucia sobe com o marido para o leito e, pouco tempo depois, desce, totalmente enlouquecida, com a roupa ensangüentada - ela matou o marido.
Na cena seguinte, Edgardo está nos túmulos de sua família, chorando sua sorte. Um coro, numa igreja próxima, fala sobre Lucia. Toca um sino: Raimondo, o padre, entra em cena e anuncia que ela está morta. Edgardo, num ato de desespero, apunhala-se, pois não conseguiria viver sem sua amada.
Já que o post está meio grande, aproveito para traduzir também as últimas palavras de Edgardo, que são emocionantes:

EDGARDO
Tu que a Deus estendeste as asas
Ó bela alma adorada
Diriges-te a mim, calma.
Contigo ascenda o teu fiel.
Mas se a ira dos mortais
Fez a nós tão cruel guerra,
Se divididos estivemos na terra,
Que nos una Deus no Céu!
(pega rapidamente um punhal
e o finca no coração)

Eu te sigo...
(Todos se aproximam,
mas é tarde para desarmá-lo)


Cammarano, desculpe-me pela tradução tão literal! Prometo fazer, em breve, uma que seja mais poética e digna de seu libretto!

Por hoje é só, pessoal!
Ah, não, ainda tenho uma novidade: em breve publicarei, pela primeira vez no ano, um post temático. (Até que enfim! Hahaha!) O assunto? Surpresa...
Espero que vocês achem interessante!
Até lá!

___________________
[1] "cor" é uma forma possível para "coração". Em poesias, costumo usá-la.
[2] Alisa, interpretada por uma mezzosoprano, é a dama de companhia de Lucia.

11:56:43 PM Comments:

Sábado, Fevereiro 14, 2004
Relendo os posts passados, revi um tipo de post que há algum tempo não escrevo. Sendo assim, ressuscito-o agora.

Résumé-Paper III, ou Brainstorm

Они смотрели передачу а гипносе.

Trecho de um textinho em russo

Malinconia, ninfa gentile,
La vita mia consacro a te

Canção de Vincenzo Bellini (1801-1835)
Letra de Ippolito Pindemonte (1753-1828)

Ai, meus sonhos! Ide, ide embora! Sei que não vos realizareis jamais...
Eugénie Qwerty, no Ato V da Adieu (1848)
Tragédia melodramática de Odouvald de Parchy

Ah, chega de lamúrias! Preocupa-te com algo realmente importante - e, de preferência, que seja rentável.
Dom Aristide, no Ato III da Les fils de la aristogeoisie (1823)
Peça semiseria de Édouard Rivannet

Começo este post de forma meio nonsense, com uma frase em russo.
Explico: é que estes dias estive ouvindo alguns textos nessa língua narrados por minha professora. Em breve, ainda que sozinho, vou tentar voltar a estudar o idioma.
A frase não é nada de mais: "Oní smotreli peredatchu a gipnóce.", de forma transliterada. A pronúncia? Quase essa: /an'i smatr'eli pered'atchu a gipn'oce/. O significado? É bem banal: "Eles assistiram a (um) programa sobre hipnose"...
Por que eu comecei o post assim? Já nem sei mais...

*******

Hoje faz exatamente doze anos que moro aqui. Como o tempo passou rápido!
Ainda me lembro da enorme bagunça da mudança - literalmente despejaram as coisas, porque a empresa era de São Vicente e não poderiam deixar as caixas... Atualmente a bagunça ainda é grande, mas pelo menos já é possível andar pela casa! Hahaha!
É engraçado pensar que vivi mais tempo em Itatiba do que em minha cidade natal (quase dez anos lá e doze cá). Se meus planos se concretizarem, acho que viverei mais uns três anos aqui. Depois, pretendo fazer o doutorado fora - e continuar morando por lá.
Pensando bem, é mais provável que eu morra sem me mudar desta cidade: quando terminei o colegial, eu pretendia fazer desde a graduação no exterior...

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Hoje foi, também, o último dia de férias do meu pai. Foi embora logo depois do almoço.
Foi um período muito bom o que ele passou aqui! A única parte ruim é o fato de ele gostar de programas trash. Ou seja, como o computador é ao lado da televisão, este começo de ano aqui em casa foi uma overdose de Big Brother Brasil, Márcia, Clodovil, Gilberto Barros, José Luiz Datena, Luciana Gimenez (ou é com S?) etc. Felizmente, ele não viu nem uma semana sequer o "Domingo da gente", com o Netinho...

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Hoje (3a. vez???) foi a primeira reunião da Associação de Escritores. Foram os mesmos de sempre - como em qualquer grupo, apenas alguns têm presença freqüente -, mas a reunião foi ótima! As inscrições para a antologia deste ano começarão mais cedo este ano, em Março (geralmente começam em Julho).
Estou devendo a crônica que publiquei na antologia do ano passado... Prometo que até o fim do mês eu a coloco aqui!

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Já perceberam que, quando nos sentimos meio mal, passamos a ver tudo que não queríamos ver? Eis que, logo depois de publicar este post, fui assistir ao fim de um filme chamado "Encantamento", de 1948. E lá me vem um dos personagens dizer algo como:

Fale com Fulana, fale com ela. O tempo passa muito rápido e, quando você se der conta, será tarde demais.

Eu mereço! Eu mereço!...

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Voltando da reunião, encontro a televisão ligada no programa do Raul Gil. Ok, ele não é tão bom quanto um Sílvio Santos (para quem não sabe, gosto muito do Sílvio), mas é interessante - embora tenha um vibrato estranhíssimo quando canta.
Até aí, tudo bem, porque o programa não é tão ruim assim. Estava no quadro do chapéu. E quem estava lá? Dedé Santana.
Lembram-se dele? (Se alguém disser que não, vou me sentir mais velho que a Dercy Gonçalves!...)
Pois bem, podem até criticar o que vou dizer, mas achei que o Dedé era a pura imagem da decadência. Sério, ele não merecia isso. Foram anos trabalhando para uma emissora que, depois, nem dar o devido reconhecimento dá. É triste...
Tudo isso para quê? Sei lá, deu vontade de contar sobre o Dedé, embora ele não fosse meu trapalhão favorito - o meu era o Zacarias. (Hihihi!)
Aliás, deve ser horrível ter feito um ótimo trabalho durante a vida e, depois de muito, ver-se decadente, magoado, longe da glória que um dia se teve. Eu já pedi nas minhas orações: antes morrer no palco que ser decadente...
(Credo, que trecho confuso. Pula ele, psit!)

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Falando em mais idade, outro dia descobri o fotolog de uma senhorinha muito simpática, a Dona Arlinda. Acho muito legal quando pessoas mais velhas enfrentam as novidades - e as dominam.
Quem sabe quando eu for (mais) velhinho será assim?

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Acabei deixando para o último dia e não fiz o curso de chinês.
Não abriram Russo III, e talvez não poderei fazer Grego Clássico III.
O Instituto de Artes, para variar, recusou minha matrícula e terei de ir dia 2 de Março à Unicamp a fim de fazer a alteração.
Ah, se todos os meus problemas fossem burocráticos!...

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Todo mundo tem suas pérolas, mas as da minha mãe costumam ser as mais engraçadas. A que vou contar já é antiga, mas continua rendendo risadas:

Locutor: Falemos agora com o diretor geral do festival.
Minha mãe: Olha, que nome estranho: Geraldo Festival...

Essa é minha, também antiga:

Professor: Então, é da época de Voltaire, Diderot, Rousseau etc.
Eu: Ah, sim, os pensadores do Ilusionismo...

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Aquela Lucia di Lammermoor com Callas é simplesmente divina, perfeita, deslumbrante, maravilhosa!
Nunca ouvi La Divina com tamanho furor! Nem Di Stefano e Panerai. Há até um bis do sestetto!
O finale é emocionante. As lágrimas rolaram soltas, aos montes... Belíssimo fim!
Estou animado até agora. Quem quiser uma boa gravação dessa ópera, não pode deixar de comprar essa.

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Acaba hoje o horário de verão. Que pena!
Só espero que não faça muito calor até o fim de Março...

Ufa, quanta coisa!
Viram que nem falei sobre ela? Ih, falei...
É, ela não me sai da cabeça, nem por um momento.
Oh, s'io potessi!...

9:27:20 PM Comments:

Terça-feira, Fevereiro 10, 2004

Sem uma boa idéia para título, ou Quando a inspiração temporariamente se vai

Lei, sempre lei, d'innanzi a me
Fatale vision, mi lascia!
Mi fai tanto male... Ahimè!

Federico, da L'Arlesianna
Ópera de Francesco Cilea

Il balen del suo sorriso
D'una stella vince il raggio
Il fulgor del suo bel viso
Novo infonde a me coraggio

Conte di Luna, no Ato II da Il Trovatore (1853)
Ópera em quatro atos
Libretto de Salvatore Cammarano (e Leone Emanuele Bardare)

A chi non ha beltà, solo resta la vanità.
Ditado românio

Como estão todos? Eu estou bem, apesar de tudo.
Nada melhor que ouvir boa música quando se está meio mal. Tenho ouvido muitos trechos belcantistas - o que, de certa forma, também serve para inspirar minhas composições -, e alguns acabam ficando na cabeça. Atualmente está um trecho não propriamente do bel canto, mas da própria Il Trovatore: é o recitativo-ponte que antecede o terzetto que finaliza o primeiro ato. Trata-se do engano de Leonora que, sendo noite, declara-se ao conde (que é apaixonado por Leonora e, por isso, está perto de seus aposentos). Manrico, o trovador, acusa-a de infiel e, percebendo seu erro, ela se desculpa. O conde, furioso, pede que Manrico se identifique. Depois de um movimentado terzetto, o trovador e o conde saem para um duelo, enquanto Leonora desmaia.
A história não acaba aí, claro. Depois, se quiserem, conto mais!

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Podem me chamar de neurótico, de substituto do Woody Allen ou de qualquer coisa do tipo, mas outro dia finalmente encontrei uma música que há algum tempo procurava: "Ninguém me ama", cantada por Nora Ney. É música de fossa, típica dos anos 50. É belíssima.
A letra está aí abaixo. Por que será que eu já a decorei?

Ninguém me ama,
Ninguém me quer,
Ninguém me chama
De meu amor.
A vida passa
E eu sem ninguém
E quem me abraça
Não me quer bem.
Vim pela noite tão longa
De fracasso em fracasso
E hoje, descrente de tudo,
Me resta o cansaço
Cansaço da vida,
Cansaço de mim,
Velhice chegando
E eu chegando ao fim.

Para quem não sabe, Nora Ney faleceu ano passado - em Outubro, acho. Mal a cantora se foi, fizeram uma regravação de "Ninguém me ama". Adivinhem quem gravou? Wanessa Camargo.
Preciso dizer que ela destruiu a música?...

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Não sei porque, mas minha quinta-feira foi péssima. Eu me senti horrível, mais que de costume, e completamente desanimado. Claro que ninguém percebeu, porque certos sentimentos não mostro para ninguém. Graças a Deus, o começo da sexta-feira me animou tremendamente: fiz algumas alterações no projeto do mestrado e mandei o esboço para minha futura orientadora. E ela aprovou!!!
Por enquanto só adianto que vou unir duas de minhas grandes paixões: a literatura e a música. Espero que, pelo menos com o projeto, dê tudo certo!

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Hoje comecei série nova na academia. Agora está mais como eu gosto, ou seja, com poucas repetições - assim dá para aumentar consideravelmente os pesos.
Falando nisso, daria para escrever um post com o título "Conversas que só se passam na academia". Eu dou risada sozinho com certas coisas que ouço! Outro dia ouvi comentarem sobre um campeonato de supino. Isso mesmo, campeonato de supino!!! Não sei quem está pior: quem inventou isso ou quem participa... (Hahaha!)
Decidi que vou comer menos a partir de agora, também. Tenho percebido que estou comendo muita bobagem, principalmente doces, e isso não faz lá muito bem para minha "eterna dieta". Sem contar que também decidi, por vários motivos, que este ano vou dar uma sarada. A distância entre a decisão e o acontecer de verdade, porém, é meio grande... Quero só ver daqui a alguns meses...

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O que foi aquele assassinato (sim, a palavra é essa) dos animais do zoológico? E eu que pensava que a maldade humana tinha limites...
Sei que é muito difícil, mas espero que encontrem o culpado. Seja quem for, merecia tomar do próprio veneno.

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Hoje me ligaram da FNAC dizendo que a Lucia di Lammermoor que encomendei (com Maria Callas, Giuseppe di Stefano, Rolando Panerai e Niccola Zaccaria, regida por Herbert von Karajan e gravada em 1955) chegou. Estou ansioso! Alguns críticos dizem que essa é a melhor Lucia de Callas (ela gravou oito: 1952, 1953, 1954, duas em 1955, 1956, 1957 e 1959). Em 59 ocorreu a primeira gravação da Lucia cantada por aquela que foi, ao lado de La Divina, a maior intérprete do papel: Dame Joan Sutherland.


Maria Callas e Franco Corelli


Joan Sutherland

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Hoje, outra vez, fiquei lendo os arquivos do blog. Há coisas bem interessantes lá. Percebi que, de certa forma, mudei bastante; por outro lado, muita [1] continua igual.
Aproveitei, também, para revisar minha novela. Reli a primeira e a segunda partes. Sabem que estou gostando? É realmente difícil em gostar das minhas obras, mas acho que essa vai ficar boa. Espero terminá-la até o fim deste mês.

Por enquanto, é só. Dia 14 de Fevereiro haverá um novo blog. (Para quem não entender o motivo da data, dê uma olhadinha nos arquivos de Fevereiro.)

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[1] Resquício do que ainda me lembro de grego...

11:29:23 PM Comments:

Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004

Eu ia colocar o título do post de hoje "O medo venceu a esperança", mas iam achar que eu estaria falando mal do Lula...
Por isso, e por falta de um título melhor, aí vem mais um

Fragmentos VIII

We all need someone to toss away our tears.
Snoopy, numa tirinha

Io del rival sentir pietà?...
Conte di Luna, no Ato IV da Il Trovatore (1853)
Ópera em quatro atos
Música de Giuseppe Verdi
Libretto de Salvatore Cammarano

Quero começar o post falando de dois aniversários, ambos do dia primeiro: o da mia tia-avó, que completou 87 anos, e o de alguém que infelizmente não está mais aqui, mas que no mesmo dia completaria doze anos.
Sabem de quem eu falo, não?
Se não sabem, aí vai uma foto:


Como sinto sua falta! As brincadeiras, os passeios, as longas conversas sem resposta, ele sempre pronto a ouvir tudo o que eu tinha a dizer, sempre atento a tudo.
Cedo ou tarde nos veremos, Apolo. Até lá, me espere, por favor.

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Hoje foi um ótimo dia! Fui almoçar na casa de uma amiga - foi uma tarde agradável e rimos muito! Pena que passou tão rápido...
(Já perceberam que o tempo passa muito rápido quando não queremos e vice-versa?)

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Fiquei sabendo, através da amiga com quem almocei, que faleceu hoje de madrugada a escritora Hilda Hilst.
Confesso que não conhecia muito dela, mas gosto dos poucos textos que li. Era uma ótima escritora.
É, o mundo está ficando cada vez mais pobre...

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Mal acabei a cabaletta, hoje escrevi a letra de uma "ária da loucura".
Mas o que é isso? [1]
Eu explico. Uma "ária da loucura" é um tipo de ária muito famoso no bel canto, sendo a mais conhecida delas a da Lucia di Lammermoor (1835), de Gaetano Donizetti.
Nesse tipo de ária, geralmente escrita para soprano, a cantora deve mostrar todos os seus dotes vocais e interpretativos, bem como sua técnica e sua capacidade de improviso melódico. Para se ter uma noção, há um livro de cadenze [2] para vozes femininas em que só referente à ária da loucura da Lucia di Lammermoor tem dez páginas! As variações são as mais diversas, incluindo até mesmo um incrível Si bemol (hiper)agudo cantado por Mado Robin (1918-1960).
A música da minha ária ainda não está pronta, mas a letra está quase. Será que eu concluirei mais esse projeto? Às vezes acho que minha obra não passará de um conjunto de trabalhos inconclusos e mal feitos... Espero que seja só uma impressão.

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Falando em impressão, até que enfim comprei uma impressora nova!
Foi na terça-feira. Minha mãe e eu fomos até a FNAC e compramos lá mesmo. É uma multifuncional Lexmark P3150 (aquela que traz, "grátis", um Palm Zire). Agora só falta eu conseguir instalar a benedetta.
Quando eu falo ninguém acredita, mas as coisas tendem a nunca darem certo para mim...
Preciso, em breve, comprar um teclado (do computador) novo. O Shift esquerdo deste aqui está falhando e é mais fácil eu comprar outro teclado que me acostumar a usar o Shift direito! Hahaha!

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Ao abrir o Yahoo para checar e-mail, eis que me deparo com a notícia: a Maserati vai lançar um novo Quattroporte. É uma beleza de máquina! Vou colocar só uma foto (as demais estão na página):


Maserati Quattroporte 2004

Além disso, entrei no site da Maybach para ver a tabela de preços dos carros. Sinceramente, não acho caro um carro desses por US$ 345,000... Para quem não conhece:


Maybach 62 (2003)

Por fim, atendendo a pedidos (do Josef K.):


Lamborghini Diablo VT SE (2001)

É interessante observar que nos últimos posts tenho colocado sempre fotos (ou desenhos) de carro. Em prisco (!) tempo, quando ia à psicológa, foi-me dito que eu gostava de desenhar carros porque simbolizam o movimento, a mudança. Será que tenho colocado as fotos por querer mudanças imediatas em minha vida? Solo Iddio lo sa!...

Por hoje é só. Sei que não ficou tão bom o post, mas prometo melhorar.

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[1] Esse meu didatismo às vezes é uma chatice...
[2] Uma cadenza é uma variação melódica não escrita na partitura, mas que pode ser realizada pelo cantor - desde que pertinente ao campo harmônico. O livro em questão é o Ricci. Tenho uma cópia do volume para vozes masculinas.

10:34:34 PM Comments:


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