Diário de um lanesano


























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José Luiz
23/05/1982
Gêmeos
Ler, escrever, ouvir música, cantar, jogar tênis
Literatura, música clássica, cães, nobreza, heráldica, automóveis, jogos de computador, etiqueta
Barítono
Romântico-realista
Eterno apaixonado
Honoré de Balzac, Victor Hugo, Alessandro Manzoni, Italo Calvino, Edgar Allan Poe, Eça de Queiroz, Machado de Assis, Álvares de Azevedo, Martins Pena, Gonçalves Dias...
Giuseppe Verdi, Gioacchino Rossini, Vincenzo Bellini, Gaetano Donizetti, Giacomo Puccini, Wolfgang Amadeus Mozart, Luigi Cherubini, Gaspare Spontini, Antonio Carlos Gomes...
Maria Callas, Montserrat Caballé, Joan Sutherland, Renata Tebaldi, Tito Gobbi, Rolando Panerai, Alfredo Kraus, Franco Corelli, Mario del Monaco, Giuseppe di Stefano, Édith Piaf, Mireille Mathieu, Elis Regina...
Estudante de Letras (formado) e de Lingüística (complementação)
Português, inglês, francês, italiano, latim clássico, russo, espanhol e grego clássico
Lendo trocentos livros ao mesmo tempo

Páginas interessantes:

Allegro
Classic Trash
Karadar
LucasArts
Maria Callas
Snoopy
Supercars
World of Monkey Island


Blogs que leio:

Álcool com Açúcar
Angel 7000
Art.manha
A vida moderna de Erica Hans
Bobo Único
Costume Vicioso
Delirium Tremens
Descaminhos
Fogo Grego
Il Trovatore
Lua Melancólica
Meio Mundo
Mentes Insanas
Mingau das Almas
Natashinha
Odds and Ends
Os meus olhares
PrótonsNEWS
Serial Kisser
Só por hoje
Touch yourself
Túlio di Bão
Und so weiter...
Velha Jovenzinha

(Se eu me esqueci de algum blog, por favor me desculpe!
É só avisar que eu coloco o endereço aqui.)




























Lanesville
Sexta-feira, Abril 30, 2004

Balanço do mês, ou Novas perspectivas

Acabou-se o mês?
Oh, horror! Passa o tempo
Com mais rapidez.

Ginevra, no Ato II da Dom Ansèlme (1830)
Tragédia em três atos de Gérard Bonhomme

Ora di morte e di vendetta!
Macbeth e Lady Macbeth, no Ato III da Macbeth (1847/1865)
Ópera em quatro atos
Música de Giuseppe Verdi
Libretto de Francesco Maria Piave

Olá a todos! Como estão?
Mais um mês que se acaba! E o tempo, como sempre, cada vez passando mais rápido... Daqui a pouco é Natal e nem se percebeu a passagem do ano. Quase um absurdo!
Tenho bastantes esperanças para o mês que se inicia amanhã. Estou com vários planos e com várias mudanças em mente. Só espero que tudo dê certo.
Afinal de contas, Maio é o meu mês... (Hahaha!)

*******

Hoje é aniversário de um amigo virtual que conheci há bastante tempo, mas ainda não nos vimos pessoalmente.
Parabéns, Martel!! Muitas felicidades p'ra você!!

*******

Sabem que esta semana tenho me sentido menos inútil? É sério!
No domingo nem tanto, mas na segunda-feira fiz bastante pelo mestrado: passei o dia todo fazendo o levantamente bibliográfico a partir do verbete "Libretto (ii)" do Grove's Opera Dictionary. No final, foram seis páginas de títulos de artigos e livros interessante à minha pesquisa. Tive até a proeza de ser organizado e dividi a bibliografia até em cores: verde (muito importante), azul (importante) e vermelho (complementar, de apoio ou curiosidade).
Na terça passei a tarde toda (14-18h) num site [1] procurando mais artigos sobre libretto. Achei alguns da bibliografia que levantei e muitos outros que me pareceram interessantes.
Na quarta, embora não sendo parte do projeto, li pelo menos metade da Poética (Περί Ποιητικής), de Aristóteles. Fiz algumas anotações e pretendo continuar em breve.
Por fim, na quinta tive um almoço com minha orientadora. Foi rápido - ambos tínhamos compromissos depois -, mas deu para conversar um pouco. Preciso, também, começar a treinar a escrita do projeto, uma vez que sou naturalmente
lacônico
.
Em resumo: foi uma semana academicamente agitada! Estou bem contente por ter me sentido um pouco (bem pouco, é verdade) melhor.

*******

Quinta-feira também foi um dia musicalmente excelente.
Esta semana, Marília Vargas, uma soprano brasileira radicada na Alemanha, deu algumas masterclasses sobre música barroca. Que voz! Que interpretação! Que técnica! (Em vários pontos muito parecida com a de meu professor - confirmando que vocalmente estou no caminho certo.) Pena que só pude ir na quinta...
Provavelmente por causa do estilo, a voz dela, apesar de soprano, fazia lembrar bastante a da Cecilia Bartoli (que é mezzo). A diferença principal, porém, é que a voz da Marília é grande, enquanto que a da Bartoli é pequena - e corre [2] que é uma beleza.
Teve até teorba para acompanhar as peças! É interessante: sempre tenho a impressão de que o som dos instrumentos antigos é pequeno, não-temperado etc., mas a teorba até que tem um som bem familiar, semelhante ao do violão - só que mais seco e um pouco metálico. (Alguns alunos estavam até brincando com a teorbista: enquanto ela afinava o instrumento, diziam: "Toca aquela do Chitãozinho e Xororó" e coisas do tipo. Hahaha! Ela ficava até sem graça...)


Para quem não conhecia uma teorba, aí está.
O desenho está meio feio, mas dá para ter uma noção de como é.
(Um detalhe: essa teorba em que me baseei para fazer o desenho tem mais de dois metros de comprimento.)

Se não me engano, a Marília estará de volta a São Paulo em Agosto. Quando eu souber direitinho as datas, coloco aqui!

*******

Domingo agora haverá um encontro de corais aqui. Acho que vai ser bem legal! Haverá corais de outras cidades, somando seis ou sete.


Quem quiser e puder, venha! Estão todos convidados.

*******

Terça-feira, depois de "Casseta & Planeta" (que finalmente foi engraçado!), assisti a um pedacinho de "A diarista" (ainda não acertaram muito o texto desse programa. Infelizmente, porque Cláudia Rodrigues é uma excelente humorista.). Lá estava a Maria Luísa Mendonça, uma atriz que ficou sumida por algum tempo e agora voltou.
Perceberam que ela está mudada? Eu a achava meio feia, mas não sei o que ela fez que agora a acho muito bonita! Será que foi a maquilagem diferente?
Mistéééério!...

*******

Lembram que eu tinha resolvido vender aquele livro do Oswald de Andrade? Pois é, ainda não o vendi, mas a resolução continua.
Agora, porém, quero vender mais um: Capão pecado, de Ferréz (sic). No segundo semestre de 2000 (ah, passou rápido!) nosso professor de Cultura Brasileira pediu que a classe toda lesse o "romance", típico exemplo de literatura marginal. O livro, como não podia deixar de ser, é horrível. Não me interessa se "é assim que as coisas acontecem na periferia", porque, como já disse uma vez, a Arte pode ser realista, mas não deve nunca ser naturalista.
Nem sei porque ainda estou com esse livro aqui, já que nunca mais eu o pretendo ler. Vejamos se consigo enfim vendê-lo.

*******

Não costumo ser materialista, mas às vezes sou até demais.
Aconteceu segunda-feira. Como eu ia à academia logo depois da aula de tênis, resolvi ir com meu velho tênis azul. Eis que, no fim da aula, descobri que tinha furado (um pouco) tanto o esquerdo quanto o direito. Que raiva!
Sabem aquele tênis que de tanto usar já praticamente nem se desamarra os cadarços para calçá-los? Então, era assim... Eu deveria ter ido com outro par para jogar, francamente! Fiquei com (mais) raiva de mim depois daquilo. (Tudo bem que o tênis estava com a sola meio gasta, mas não precisava ter furado!)
Quero ver se vou à loja em que comprei (há vários meses) para ver se ainda existe esse modelo. Espero que sim!
(Desculpem-me pelo momento capitalista-materialista!)

*******

Já que falei em materialismo, continuo mais um pouquinho.
Não sei se é por causa da minha rotina diária do cotidiano do dia-a-dia (como se diria no "Casseta & Planeta"), mas sempre quis ter alguma coisa diferente das demais pessoas. Não necessariamente melhor, mas apenas diferente. Qualquer coisa que fosse. (Sempre fui meio orgulhoso, meio convencido e meio aparício, mas tenho cada vez mais controlado esse meu lado e quero um dia livrar-me dele.)
O que poderia ser diferente, chamativo? Um carro. Sim, um carro seria a melhor escolha. Eu adoraria ter um pequeno europeu carro da década de 60, daqueles típicos de colecionadores... Mas está difícil, e parece que assim será até o fim.
Toda essa mea uita só para dizer que outro dia, em plena Rodovia D. Pedro, vi um Mini (aquele carro do hilário Mr. Bean). E ele é mini mesmo! Como vocês sabem, tenho um Fiat Uno, e esse carro consegue ser menor (tanto na altura quanto no comprimento) que o meu!


Rover Mini 1.3i (1996)

Não é uma graça? O que vi era preto, estava impecável e o volante era do lado esquerdo. [3]
Uma coisa que não entendi: quando fui procurar uma foto do carro para colocar aqui, descobri que trocentas fábricas tem um modelo chamado "Mini", e todos parecidos. Será que todas são propriedade da BMW?
Alguém poderia me explicar?

Pessoal, meu computador deve estar com vírus e o Internet Explorer está péssimo. Não tenho conseguido fazê-lo funcionar direito e, por causa disso, nem comentar os blogs posso. Prometo que terça-feira, quando eu estiver na faculdade, comento todos.
Saibam, porém, que sempre leio vocês!

___________________
[1] Esse site é excelente! Pena que só funcione quando acessado de instituições, senão eu colocaria o endereço aqui
[2] É um termo técnico para dizer que a voz tem agilidade, facilidade nas coloraturas etc.
[3] Digo isso porque esse modelo, sendo originariamente inglês, teria o volante do lado direito.

11:42:29 PM Comments:

Quarta-feira, Abril 21, 2004

Tiradentes, ou Um feriado medissemanário



Cansado da vida,
Cansado de mim.
Velhice chegando,
E eu chegando ao fim.

"Ninguém me ama"
Canção interpretada por Nora Ney

Ciel pietoso,
Ciel clemente,
Tu mi salva
Per pietà!

Riccardo, no Ato II da Oberto, Conte di San Bonifacio (1839)
Ópera em dois atos
Música de Giuseppe Verdi
Libretto de Temistocle Solera

C'è inutile! Niente è più possibile ormai.
Medea (Maria Callas), no filme "Medea" (1970)
Direção de Pier Paolo Pasolini


Um feriado no meio da semana sempre parece deslocado, mas até que este veio a calhar.
Não que eu tenha feito alguma coisa interessante, claro; eu sinceramente preferia ter tido aula hoje, uma vez que às quartas acontecem as aulas de Ópera Estúdio...

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O recital em Americana foi belíssimo!
Minha amiga estava excelente, e os convidados também - fora o tenor, que estava mais ou menos. Depois fui cumprimentá-la e acabei convidando-a para o recital que estou querendo montar aqui na cidade. (Quando a data e o horário estiverem confirmados, aviso.)
Fazia teeeeeempo que eu não a Americana. Na verdade, a última vez em que lá estive foi na hidrelétrica, fora do perímetro urbano - até por isso demoramos um pouco para achar o Teatro Municipal. Aliás, verdade seja dita: a cidade é enorme!
Como chegamos cedo, acabamos jantando num restaurante ao lado do teatro, o Gardens. A pizza de lá é uma delícia! (E não é cara.)
Em resumo: foi um ótimo passeio! (E um ótimo treino para mim, que fui dirigindo na ida e na volta.)

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A Bienal do Livro também valeu a pena!
Bastante gente, muitos lançamentos, várias editoras... e quase nenhum desconto. Talvez seja essa minha única reclamação, pois acho que deveria haver preços melhores, principalmente os lançamentos. Também por causa disso, acabei não comprando quase nada. Foram uns quatro livros, no máximo.
Dei muita risada lá - andei pela bienal com dois amigos meus - e vi celebridades! Estavam lá Maurício de Souza, Ziraldo e até os palhaços Atchim e Espirro! (Hahaha! Juro!)
Uma coisa que percebi - e que de certa forma me impressionou - foi a avassaladora quantidade de livros sobre sexo. Será que as pessoas estão lendo/escrevendo mais sobre o assunto e fazendo menos? Curioso...
Não sei se contei no post passado que eu ia com o grupo da Associação de Escritores daqui. Por causa disso, não tive de pagar ingresso - e ainda andei pela bienal de credencial! Chique, não? (Hehehe!)
Ainda há tempo: quem puder, vá mesmo à Bienal do Livro! Acho que agora, nos últimos dias (dá para acreditar que já acaba dia 25 de Abril?), haverá mais descontos - e mais gente, também...

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Dia 19 de Abril fez sete anos que Thor, meu primeiro cachorro, nos deixou.


Thor e eu, em 1992


Sete anos! Como o tempo passa rápido! Parece que foi ontem que o levamos às pressas ao veterinário e, quando chegamos lá, era tarde... Ele ainda era tão novo! (Tinha só cinco anos.)
Muitas vezes, quando recordo o tempo que passei com o Thor, percebo que não aproveitei o tanto quanto deveria. Eu era imaturo demais. Não que agora eu tenha deixado de ser, mas era ainda mais que atualmente.
É, pouco a pouco se vão todos, até que nós mesmos nos vamos. Fazer o quê? Esperar que seja do modo menos doloroso possível, para quem vai e para quem fica.

*******

Pode parecer que haja um clima de entusiasmo por minha parte, mas não há não. Continua o cansaço de sempre, sublimado pela manhã e aumentado à noite.
Não, eu não quero fazer 22 anos daqui a (pouco mais de) um mês! Eu quero ter minha adolescência de novo, uma segunda chance, a qual prometo aproveitar, prometo!... Oh, é em vão: È tardi!, ecoa a voz de Callas no papel de Violetta.
Talvez-se sentir envelhecido não seja o pior; ruim mesmo é sentir-se cada vez mais emburrecido (ainda mais eu, que nunca fui inteligente; quando muito tinha boa memória, e nem isso tenho mais), mais artisticamente incapaz, mais fracassado, quase perto do fim.
Sim, o fim, конец, la fin! Tutto è finito!...

*******

Ontem tive uma pequena "aventura" - não foi nada do que vocês podem estar pensando, embora eu gostaria que tivesse sido...
Talvez eu já tenha comentado aqui: praticamente não ando em Campinas. Como a Unicamp é fora da cidade, não preciso nem entrar nela, sendo-me quase uma estranha. Eis que, então, precisei ir lá.
Vou fazer a prova de admissão no mestrado no meio do ano e, em Teoria Literária, é necessário fazer teste em duas línguas estrangeiras. Para que não fique muita coisa no mesmo dia, decidimos uma amiga e eu prestarmos um exame de francês (o DELF) que substitui a prova dessa língua. Até aí tudo bem.
Resolvi fazer a inscrição na Aliança Francesa do Cambuí. Mas como chegar lá? Só ando em Campinas depois de consultar um mapa, e foi o que fiz. Era facílimo o caminho! Fui com a cara e a coragem - e paciência, porque o trânsito começava a ficar ruim.
Deu tudo certo lá - a prova será dia 24 de Junho. Aproveitei, para passar na Cultura Inglesa, uma vez que tinha visto no mapa que ambas eram muito perto.
Vocês conhecem a Cultura Inglesa de Campinas? É enorme! Parece mais uma escola particular que uma escola só de inglês! Havia vários alunos lá fora esperando seus pais e mães, e até uma perua escolar (!!!) apareceu para pegar alunos. Pode uma coisa dessas?
Ah, sim, o que eu fui fazer na escola: buscar um certificado de inglês, o PET, que fiz há muito tempo - acabei pegando o do meu melhor amigo também, já que fizemos no mesmo dia. Sabem quando foi o teste? Em 25 de Novembro de 2000!!! E só ontem fui buscar! (Porque quase não vou a Campinas.) A recepcionista até disse, brincando: "Que vergonha, hein?". E ela tinha certa razão...

*******

Falando em aventura (no outro sentido mesmo), segunda-feira precisei ir à academia antes do tênis, já que depois (como faço sempre) não seria possível - tive de acordar às 6:30... Pelo menos foi recompensador.
Lá pelas tantas apareceu uma deliciosa criatura (como diria Balzac - de quem, aliás, comprei um livro na Bienal). Até aí nada de mais, porque lá há várias - se bem que, nos horários que eu vou, não há muitas, infelizmente.
Sabem que me veio uma idéia idiota (p'ra variar...) na cabeça? Descobrir o nome dela. Sei lá, deu vontade. Como não teria modo algum para eu ir até ela e perguntar, resolvi que ia olhar em sua ficha (ela saiu um pouco antes de mim). O problema é que mais duas ou três mulheres colocaram suas fichas no arquivo depois dela, então ficou difícil...
Resolvi, então, que ontem iria no mesmo horário à academia. Quem sabe eu a encontrasse? Mas acabei indo dormir tarde demais na segunda - já era terça, na verdade - e só consegui acordar para a faculdade. Pena.
Ou não. Afinal de conta, nem dá nada mesmo (como diria a Natashinha)...
Pretendo outra vez no mesmo horário na segunda-feira que vem, mas sem intento algum. Não se deve ter esperança naquilo que não há jeito.

*******

Vocês usam o MSN? Eu sim. (Se quiserem me adicionar, meu e-mail é lanesville@hotmail.com.)
O começo do tópico foi estranho, mas é que através daquele "noticiário" do MSN li uma matéria sobre os ricos orientais que usam celulares caríssimos, feitos de platina, ouro ou ouro branco, alguns até incrustados de jóias e com visor de cristal de safira. Descobri, também, uma empresa especializada em celulares de luxo, a Vertu (empresa da finlandesa Nokia).
São belíssimos os modelos, de uma distinção e uma elegância que seria perfeita aos lanesanos.
Ainda vou ter um desses...

Mais uma vez, cortei alguns assuntos de que ia falar. Se ainda fizerem sentido, incluo nos próximos posts.

11:11:38 PM Comments:

Quinta-feira, Abril 15, 2004

As dificuldades do atuar, ou Eu não sei representar

Io son l'umile ancella
Del Genio creator:
Ei m'offre la favella
Io la diffondo ai cor.
Del verso io son l'accento,
L'eco del dramma uman,
Il fragile strumento
Vassallo della man.
Mite, gioconda, atroce,
Mi chiamo Fedeltà!
Un soffio è la mia voce
Che al nuovo dì morrà...

Adriana, no Ato I da Adriana Lecouvreur (1902)
Ópera em quatro atos
Música de Francesco Cilea
Libretto de Arturo Colautti

Desde Julho passado estou prometendo um post sobre interpretação, mas ainda não consegui escrever um... Prometo que o próximo post temático versará (!) sobre esse assunto.
Em primeiro lugar, quero traduzir [1] a letra da bela ária de Adriana, que retrata a função do intérprete:

Eu sou a humilde criadagem
Do Gênio criador:
Ele me oferta a linguagem
E eu a propago no cor.
Do verso sou o acento,
O eco do drama humano,
O frágil instrumento
Vassalo da mão.
Suave, feliz, atroz,
Chamam Fidelidade a mim!
Um sopro é a minha voz
Que no novo dia terá fim...

Tudo começou depois de uma (maravilhosa, como sempre) aula de Ópera Estúdio na faculdade, ontem.
Foi decidido que vou cantar uma ária de Carlos Gomes em vez de uma de Verdi. Até aí tudo bem (embora a do nosso maior operista tenha uns agudos a mais...). O problema foi a interpretação - que, como não tinha treinado em casa, uma vez que a troca de árias não era certa, precisei improvisar.
Abre parêntesis. Desde o ano passado temos dois metteurs-en-scène para nos auxiliarem no recital de fim de semestre. São dois alunos (formados) das Cênicas, e gosto do trabalho deles - além de achá-los muito legais. Fecha parêntesis.
Depois de eu ter cantado o choque, ela (o outro metteur-en-scène precisou sair mais cedo) me apontou vários detalhes na minha interpretação, sugerindo as modificações necessárias para a composição do personagem - Gonzales, da Il Guarany.
Veio, assim, minha conclusão fatal: sou um total inapto (ou "inepto"?) para atuar.
Não sei se já disse aqui, mas sempre (ou quase) me considerei um ator mediano-quase-medíocre, com alguns momentos de genialidade interpretativa - embora tais momentos sejam ínfimos, raros, milesimais. Ontem tive dúvidas sobre isso, mas não cheguei a me considerar um péssimo ator. (Não por enquanto, pelo menos...)
Ah, como eu queria ter aquele élan natural dos grandes atores! Ter em mim só um pouquinho daquele elemento que Talma, João Caetano, Sarah Bernhardt, Maria Callas e tantos outros e outras tiveram! Pelo menos ter uma noção de palco, de interpretação... Mas nada, nada. Meu exagero natural nem para o melodrama (que eu adoro) serve, uma vez que não tenho organicidade no interpretar.
Preciso dizer que, por um lado, saí péssimo de lá? (Por outro saí ótimo, porque não cantei a ária tããããão mal assim.) Na volta, na estrada, vinha pensando em mil formas de como resolver o problema, os livros que poderia ler, as pessoas a que recorreria. Sentia uma dor de cabeça danada; estava com um olho na estrada (chovia meio forte) e outro nos meus pensamentos. Precisei até me deitar quando cheguei em casa - até que foi bom, uma vez que tranqüilizou um pouco a minha angústia.
Como não dá para fazer laboratório com um bandoleiro espanhol do Brasil-Colônia, minha única opção é (re)ler O guarani, livro no qual a ópera se baseia.
Antes que digam qualquer coisa, eu gosto de José de Alencar. Foi, sem dúvida, um dos maiores romancistas brasileiros do século XIX. Confesso, porém, que não me agrada muito seus romances indianistas ou regionalistas. Gosto principalmente dos urbanos, que fazem lembrar Balzac.
Vejamos no que dá!...

*******

Falando em livros, dia desses li Os indiferentes, de Alberto Moravia, para uma matéria na faculdade. O livro é muito interessante!
Ontem comprei o próximo livro que temos de ler: Conversa na Sicília, de Elio Vittorini. Uma amiga minha já leu e disse que é muito bom. Não comecei ainda a ler, mas o livro é belíssimo! Todas as páginas têm uma fotografia em preto e branco. O trabalho editorial é de altíssima qualidade.
Depois conto minhas impressões sobre o livro!

*******

Este fim de semana vai ser bem cultural!
No sábado vou ao recital de uma amiga minha em Americana. Ela é soprano e tem uma belíssima voz. Quem morar na cidade ou por perto não pode perder!

Serviço:

Recital de Canto
Onde: Teatro Municipal de Americana
Rua Gonçalves Dias, 696
Quando: Sábado, 17/04, às 21h
Preço: R$ 5,00.

No domingo vou à Bienal do Livro, em São Paulo. Saio com um grupo (formado principalmente pelos membros da Associação de Escritores) daqui às 8:30h da manhã, mas nem sei quando volto - provavelmente no fim da tarde. Se alguém estiver pensando em ir à Bienal no domingo, avise nos comentários! Quem sabe a gente se vê por lá?

*******

Hoje o Astor completou dez meses! Continua brincalhão e danado como sempre - às vezes meio chatinho -, mas uma graça! Logo coloco fotos nova dele. (Se que vocês adoram! Hehehe!)

(Estou achando este post meio fraco... Se eu tiver mais algum assunto em mente, acrescento.)

__________________
[1] Tentando manter, ao máximo, as rimas do texto original.

11:23:19 PM Comments:

Domingo, Abril 11, 2004

Feliz Páscoa!!!

Coelhinho da Páscoa
Que trazes p'ra mim?
Um ovo, dois ovos,
Três ovos, assim.
Coelhinho da Páscoa
Que cor eles têm?
Azul, amarelo,
Vermelho também.

Música popular de Páscoa

Un guerrier
Così codardo...
O vergogna!
Orsù, t'affretta!

Lady Macbeth, no Ato IV da Macbeth (1847/1865)
Ópera em quatro atos
Música de Giuseppe Verdi
Libretto de Francesco Maria Piave

O Dio, Dio,
Fa ch'io muoja
Che la calma
Può darmi morte sol!
Invan la pace
Sperò ques'talma
In mezzo a tanto
A tanto duol!

Leonora, no Ato IV da La Forza del Destino (1862/1883)
Ópera em quatro atos
Música de Giuseppe Verdi
Libretto de Francesco Maria Piave

Antes de escrever, resolvi dar uma olhada nos arquivos (faço propaganda deles a toda hora...) para ver como tinha sido o post da Páscoa passada. A situação estava diferente, mas não sei se muito da atual. (Este ano a Páscoa será aqui em casa, e felizmente deu certo de meu pai vir para passá-La conosco!)
Quase um ano se foi desde então. O amor por aquela donna não foi concretizado, Apolo morreu poucas semanas depois, não estou mais atolado em trabalhos para a faculdade... Ah, o tempo, cada vez mais implacável!
A diferença mais marcante, provavelmente, é o meu crescente cansaço.
Ah, o cansaço!
Estou cansado, cansadíssimo, sentindo-me cada vez mais envelhecido, mais inútil, mais perdedor.
Não é (só) um cansaço físico, mas principalmente mental/psicológico. Nada a ver com stress, uma vez que os motivos são outros - e alguns deles vocês bem sabem.
Que posso fazer? Nada. Apenas esperar para ver como as coisas ficam.
Por vezes parece-me que estou pagando agora todos os pecados e erros do passado. Tanto melhor: à medida que todos são pagos em vida, aproximo-me mais do Céu.

*******

A semana, apesar de tudo, foi ótima.
Quarta-feira finalmente deu certo de eu jogar tênis com um amigo, lá na faculdade. Foi só meia hora de jogo, mas deu para suar bem!
É interessante: este é o quinto ano que estou lá, já estou formado, e quarta foi a primeira vez que usei as dependências da FEF (Faculdade de Educação Física). Pode uma coisa dessas? Pode, uma vez que comigo isso é completamente normal...
No mesmo dia, mais tarde, tive aula de Ópera Estúdio. Descobri que vou cantar Lehár! "Ah, mas é operetta...", alguns poderia reclamar. Não importa: o duetto final da Die lustige Witwe ("A Viúva Alegre") é muito bonito! (Só espero cantar direito em alemão, porque sou péssimo nessa língua!)
Adivinhem como terminou a aula? Com "Coelhinho da Páscoa" tocado em vários modos eclesiásticos! Hahaha!

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Quinta-feira fui cortar o cabelo, ou melhor, só apará-lo. Ficou até que bom, mas vocês sabem como sou auto-crítico... É que estou sem a digital, senão tiraria uma foto (do cabelo, do cabelo) e colocaria.
Aliás, a digital está parada por falta de bateria. Dia desses fui tentar comprar uma, mas é caríssima (quase R$ 50,00)! A recarregável é um pouco mais barata, só que o recarregador custa R$ 75,00... Ou seja, vou dar um tempo antes de comprar a bateria - sem contar que, não sei porquê, é meio difícil encontrá-la nas lojas.

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Não sei se foi no "Jornal Nacional" de hoje, mas vi que há projetos para mudar a Bandeira Nacional.
Aí eu me pergunto: p'ra quê?
Pior: querem colocar mais um elemento positivista naquele lema horroroso que lá está. Por mim, seria tirada aquela faixa escrito "Ordem e progresso", resquício daquela praga do positivismo.
Talvez se a República tivesse sido proclamada lá pelos anos 1920, provavelmente o país estaria em melhores condições, uma vez que a ação do positivismo era bem menos forte nessa época. (Aliás, por mim nem se deveria ter proclamado a República, mas essa é outra história...)

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Histórias de um encalhado:

Dia desses eu estava na fila do banco (do Brasil, para piorar a situação, uma vez que os caixas desse banco costumam demorar mais) e eis que havia um casalzinho na minha frente. Até aí, tudo bem.
O problema - ou "a chatice", eu deveria dizer - era que estavam num clima meloso insuportável, praticamente (perdoem-me a expressão) se lambendo. Particularmente, acho essa situação muito chata, agravada por certa amargura da minha condição de encalhado. Quase que eu os mandei irem a um motel, mas minha finesse não permite uma ação dessas.
Sorte que eu tinha em mãos Do grotesco e do sublime (1827), o notável prefácio de Victor Hugo à Cromwell. Nesse prefácio estão as bases do Romantismo francês, sendo essa uma das mais importantes publicações oitocentistas na França. Assim, o tempo passou mais rápido, e quase não tive de ouvir os sussurros indolentes de amor.
Je vous en remerci, M. Hugo!

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Falando em livros, dia desses um amigo (o mesmo com quem joguei tênis na quarta) me mostrou um sebo em Barão Geraldo, mais ou menos perto da Unicamp.
Dá para acreditar que eu nunca tinha ido lá? Conheço pouquíssimo de Barão, apesar de já estar estudando por perto há quase cinco anos.
O sebo é muito bom. Há livros a ótimos preços lá e, naquele dia, comprei dois: um dicionário francês de rimas e poesias e um dicionário de... sueco! Sim, sueco-português/português-sueco. Achei muito interessante! O melhor de tudo: sabe quanto paguei pelos dois livros? Menos de R$ 10,00!!!
Aliás, estou para vender um livro do Oswald de Andrade que comprei para o curso de Literatura Brasileira IV. Nem sei porque comprei aquilo, uma vez que eu não ia ler mesmo... E nem para enfeitar estante eu usaria um livro do Oswald, me desculpem. São dois romances (?) dele, Serafim Ponte Grande e Memórias sentimentais de João Miramar.
Alguém tem interesse?

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"Pensando alto"

Abre parêntesis.
Voltando às sensações, já faz alguns dias que tenho sentido minha garganta, digo, minhas pregas vocais (uma vez que, de certa forma, a "garganta" não existe stricto sensu) me incomodando um pouco. Acho que é porque falo demais - e na hora errada, mas isso é outra história...
Quero ver se esta semana marco uma consulta com o otorrino. Depois conto os resultados.
Fecha parêntesis.

*******

Ainda sobre sensações, sinto que meu russo e meu grego clássico estão escoando ralo abaixo, ou, numa imagem mais coerente, orelha abaixo...
É sério, essa impressão é principalmente em relação ao grego. O russo ainda está aqui, meio firme, como um monarca um pouco decadente que jamais perde sua majestade. Vez por outra falou ou escrevo alguma expressão nessa língua. Agora, o grego...
Verdade seja dita: levei o segundo semestre praticamente na barriga (não falemos em "barriga", vá...) na brincadeira. Provavelmente por isso a língua não chegou a se fixar propriamente, embora eu ainda consiga ler e entender partes do texto grego - como a Poética de Aristóteles, que peguei outro dia na biblioteca.
Quero ver se consigo, até o fim deste mês, retomar sozinho (o que é muito difícil) retomar os estudos dos dois idiomas. Vejamos no que dá!...

*******

Terminou na quinta-feira aquela que foi, sem dúvida, uma das melhores minisséries da Rede Globo, "Um só coração".
Que reconstituição de época! Que texto! Que interpretações! Claro que havia alguns atores e algumas atrizes de péssima atuação, mas o elenco estelar (Cássia Kiss - eu a adoro! -, Ana Paula Arósio, Maria Fernanda Cândido, Tarcísio Meira, Edson Celulari, entre outros/as) deram à produção uma qualidade inquestionável. Quando sair em DVD, eu vou comprar!
Em contrapartida, na sexta-feira passou um dos filmes ao mesmo tempo mais bem feitos e mais chinfrins da História de Hollywood: "Titanic" (1997). Bem feito porque os efeitos especiais são espetaculares, dignos de nota, impecáveis; chinfrim porque o enredo principal, a historieta entre Jack e Rose, é pífia, ridícula, de mau gosto - sem contar que DiCaprio é péssimo ator. Talvez se não houvesse esse romancezinho como fio condutor, o filme teria realmente merecido os onze Oscars que ganhou. (A trilha sonora, de tão repetida, encheu a paciência. E olha que eu gosto da voz da Céline Dion!)

Para finalizar este post, usarei a mesma citação de 20 de Abril de 2003:

Que se cumpra o meu destino!

La vengeance
(1894), capítulo XXXII
Romance de Sébastien Ymmoooblet

12:56:35 AM Comments:

Domingo, Abril 04, 2004

A semana, ou 04/04/04

La fresca età sen fugge,
È la beltade un lampo,
Che l'una e l'altra strugge
Il tempo si vorator.
Dunque godete amanti
De' vostri liet'istanti,
Or che vi ride in volto
Di giovinezza il fior!

Armida, no Ato II da Armida (1817)
Ópera em três atos
Música de Gioacchino Rossini
Libretto de Giovanni Schmidt

The best prophet of the future is the past.
Frase que vi hoje, num site


Saudações a todos!
Começo o post com uma ótima notícia: o TSE reduziu o número de vereadores em várias cidades, inclusive aqui! Agora são dez em vez de dezessete.
Só falta o TSE acabar com a possibilidade de reeleição para todos os cargos. É um absurdo que um vereador esteja em seu oitavo mandato sem fazer absolutamente nada pela cidade - e essa situação acontece aqui, infelizmente...

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Conforme dito no último post, há alguns dias chegou o álbum de formatura. Resolvi colocar duas fotos contrastantes: uma de 1999, no baile do colegial, e outra de Janeiro último, no baile da faculdade.


O jogo dos vários erros

Sem comentários!...

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Quinta-feira tivemos (alguns colegas e eu) uma reunião com minha futura orientadora. Foi excelente!
Tudo leva a crer que minha idéia para o projeto de mestrado, ligando ópera e literatura, vai dar certo. Espero que sim - e que eu passe na prova de admissão, em Agosto!...

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Não posso deixar de traduzir a epígrafe do post de hoje, tirada da terceira estrofe da ária "D'amor al dolce impero". Aliás, eu deveria colocar em prática o que ela diz, mas está difícil...

A fresca idade se vai,
É a beleza um raio,
Que a uma e à outra destrói
O tempo tão devorador.
Então aproveitai, ó amantes,
Os vossos alegres instantes,
Agora que vos ri no rosto
A juventude em flor.

A melhor interpretação dessa ária, sem dúvida, é a de Maria Callas - principalmente a da Armida de 1952.
(Encontrei uma versão de 1970 com Cristina Deutekom. É estranhíssima!!!)

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Não sei se vocês estão sabendo, mas este ano no Brasil haverá um Fórum Internacional de Cultura, com a presença de representantes de diversos países. Acho que vai ser interessante.
Por causa desse Fórum, uma organização cultural da cidade resolveu promover um pequeno fórum municipal, meio que uma antecipação. Eu, como membro da Associação de Escritores daqui, fui convidado, mas acabei não indo - havia no convite um RSVP [1] a que não respondi.
Confesso que, apesar de ter inicialmente tido vontade ir, essa vontade passou com o tempo. Claro que tal iniciativa é importante, e me senti lisonjeado ao ser convidado, mas não tenho estado lá muito bem para discutir algo tão sério. Se fosse há algum tempo, talvez, mas ando meio desmotivado para certas coisas. Quem sabe essa desmotivação passa logo? Espero...

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Tenho, porém, estado meio inspirado para compor. (Não que compor não seja algo sério, mas convenhamos que o nível de seriedade é diferente de uma discussão sobre cultura. Ainda mais meu caso, em que compor é um hobby.)
Sexta-feira terminei mais uma (a terceira) versão de uma cabaletta, para soprano. Eu, que sou muitíssimo auto-crítico, achei que ficou muito boa a nova versão. Se desse eu colocaria aqui, mas não dá... Quarta que vem vou levar para minha professora de Ópera Estúdio para ver o que ela acha. Conto os resultados depois!

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Dia desses estava eu ao computador (como sempre) e minhas mãe e tia assistindo à televisão. Era pouco mais das 19h (acho). Eis que começou a seguinte cena:

Minha mãe - Zé Luiz, quem é o filho da Lucélia Santos?
Eu (voltando-me para a televisão) - Hum... (espero aparecer em cena) É esse aí, de cabelo comprido preto.
Minha mãe - Ele é mesmo bem parecido com ela. Até na vesguice...
Eu - Hahahahahaha!

Maldade, maldade...

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Quinta-feira fiz uma uia locorum emendi, ou seja, andei por três shoppings diferentes.
Mentira. Na verdade, só fui à livraria principal de três shoppings diferentes.
O primeiro foi o Parque D. Pedro, o mais perto da Unicamp. A FNAC de lá é incrível! Adoro aquela loja. Infelizmente, não tinha o livro que eu estava procurando - Os indiferentes, de Alberto Moravia. Na saída, duas recompensas: uma bella donna que passou por mim (fiquem sabendo que não fiz nada, nem uma piscadinha! - como se eu fosse um donjuan... Hahaha!) e um belíssimo Jaguar X-Type V8, sem placa. Preço estimado do carro (vi no jornal depois): R$ 330.000,00.
Sabem quando vou ter um daqueles? Em dez anos! Como já disse há tempos: se meu sucesso na carreira for inversamente proporcional ao sucesso no amor, em dez anos poderei ter uma frota de Jaguares! (Hahaha!...)
O segundo foi o Galleria, entre do Parque D. Pedro e o Iguatemi (considerando o sentido Unicamp-casa). Confesso que não gosto muito daquele shopping, e o motivo é mais ou menos justificável: ele é voltado para a fina flor da sociedade campineira. Eu, que não sou nem campineiro (nada contra) nem rico (menos contra ainda), sinto-me deslocado lá. O que dizer de um shopping que tem uma unidade do Anglo/Campinas [2] e uma da Companhia Athletica?...
A Siciliano megastore de lá é péssima, e também não tinha o livro. No intuito de encontrá-lo, fui para minha última alternativa: o Iguatemi.
Ano passado o Shopping Iguatemi de Campinas passou por uma ampliação e ficou ainda mais bonito e elegante. Pena que a bela Saraiva de lá também não tinha o livro. Fui embora rapidinho - o estacionamento, depois de quinze minutos, é pago.
É interessante como esses três shoppings, tão próximos, conseguem ser tão diferentes: o Parque D. Pedro, "o maior da América Latina", é mais popularzão, mas sem cair na vulgaridade - embora tenha um ou outro toque de breguice; o Galleria é moderno, descolado, feito principalmente para boys, pattys e suas mães dondocas; o Iguatemi é mais austero, elegante, também voltado para fina flor, mas aquela que ainda tem uma verdadeira classe.
Resumo do libretto: não achei o livro. Nem aqui na cidade. Vou ter de ir à Unicamp amanhã só para tirar um xerox dele. Por que já não fiz isso na quinta? Eu não aprendo, eu não aprendo...

Eu tinha escolhido mais cinco assuntos para falar, mas acho que vou deixar para o próximo post - este aqui, para variar, já está meio grande! (Hehehe!)
Até lá!

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[1] Em francês, Répondez S'il Vous Plaît, ou "Responda por favor".
[2] Não tenho nada contra o Anglo/Campinas, absolutamente. Afinal de contas, fiz todo o meu colegial nessa escola.

7:42:27 PM Comments:


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