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Perfil
José Luiz
23/05/1982
Gêmeos
Ler, escrever, ouvir música, cantar, jogar tênis
Literatura, música clássica, cães, nobreza, heráldica, automóveis, jogos de computador, etiqueta
Barítono
Romântico-realista
Eterno apaixonado
Honoré de Balzac, Victor Hugo, Alessandro Manzoni, Italo Calvino, Edgar Allan Poe, Eça de Queiroz, Machado de Assis, Álvares de Azevedo, Martins Pena, Gonçalves Dias...
Giuseppe Verdi, Gioacchino Rossini, Vincenzo Bellini, Gaetano Donizetti, Giacomo Puccini, Wolfgang Amadeus Mozart, Luigi Cherubini, Gaspare Spontini, Antonio Carlos Gomes...
Maria Callas, Montserrat Caballé, Joan Sutherland, Renata Tebaldi, Tito Gobbi, Rolando Panerai, Alfredo Kraus, Franco Corelli, Mario del Monaco, Giuseppe di Stefano, Édith Piaf, Mireille Mathieu, Elis Regina...
Estudante de Letras (formado) e de Lingüística (complementação)
Português, inglês, francês, italiano, latim clássico, russo, espanhol e grego clássico
Lendo trocentos livros ao mesmo tempo
Páginas interessantes:
Allegro
Classic Trash
Karadar
LucasArts
Maria Callas
Snoopy
Supercars
World of Monkey Island
Blogs que leio:
Álcool com Açúcar
Angel 7000
Art.manha
A vida moderna de Erica Hans
Bobo Único
Costume Vicioso
Delirium Tremens
Descaminhos
Fogo Grego
Il Trovatore
Lua Melancólica
Meio Mundo
Mentes Insanas
Mingau das Almas
Natashinha
Odds and Ends
Os meus olhares
PrótonsNEWS
Serial Kisser
Só por hoje
Touch yourself
Túlio di Bão
Und so weiter...
Velha Jovenzinha
Zen - um estado mental
(Se eu me esqueci de algum blog, por favor me desculpe!
É só avisar que eu coloco o endereço aqui.)

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
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Quarta-feira, Junho 30, 2004
Último dia de Junho, ou Revendo o semestre
Vim pela noite tão longa
De fracasso em fracasso.
Hoje, descrente de tudo,
Me resta o cansaço;
Cansaço da vida,
Cansaço de mim.
Velhice chegando,
E eu chegando ao fim.
"Ninguém me ama", cantada por Nora Ney
O rendetemi la speme
o lasciatemi morir!
Elvira, no Ato I da I Puritani (1835)
Ópera em três atos
Música de Vincenzo Bellini
Libretto de Carlo Pepoli
Olá a todos! Como estão?
E lá se vai mais um semestre... Como passou rápido! O tempo se esvai com cada vez mais rapidez, principalmente depois que a gente faz dezoito anos. É ou não é?
Dezoito anos! Parece que foi ontem!...
Não que tenha sido algo extraordinário, porque o "aniversário de maioridade" não foi diferente dos demais, de forma alguma. Dá certa nostalgia, mas a solução é agüentar o presente esperando que o futuro tenha, ao menos, um gostinho do passado.
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Domingo passado assisti a Chicago, o musical, no Teatro Abril, em São Paulo.
Estava muito, muito bom! O texto foi traduzido, mas a tradução estava boa - e engraçada. Os atores dão conta muito bem do recado e a produção está excelente.
Para fazer uma pequena comparação, ontem aluguei "Chicago", o filme com Catherine Zeta-Jones, Renée Zellwegger e Richard Gere baseado no musical. A concepção é um pouco diferente, mas muito interessante. (E a Zeta-Jones, além de ser um mulherão, ainda canta otimamente! Só não é perfeita porque não canta ópera... Hehehe!)
Para quem ainda não viu nem o filme nem o musical, recomendo fortemente ambos. Um programa imperdível!
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Domingo agora, às 11h, no Theatro São Pedro, em São Paulo, uma amiga minha vai se apresentar num recital.
Estou louco para ir, mas provavelmente não vai dar certo. (P'ra variar...) Não costumo ir para São Paulo sozinho e, ao contrário das outras vezes, minha mãe não está querendo ir. Das duas, uma: ou eu a convenço até sábado, ou não vou - o que seria uma pena.
Portanto, paulistanos e moradores da nossa capital, façam o favor de ir ao recital! (Ô riminha besta!...) Minha amiga, que é soprano, tem uma belíssima voz, e os trechos cantados serão muito interessantes. Além disso, a entrada é franca; o único gasto seria com metrô, ônibus, táxi ou altera.
Quem for, não deixe de me contar como estava!
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Voltei há pouco de uma confraternização com minha turma de inglês (na verdade, "antiga turma", uma vez que precisei parar o curso no meio do semestre), num restaurante da cidade.
Foi excelente! (Provavelmente o ponto alto da semana.) Muitas risadas, bobagens, recordações... E a professora disse que até o fim de Julho haverá outra, desta vez na casa dela, para que ela nos "apresente" seu novo cachorro, um Golden Retriever chamado Simba.
Foram tiradas algumas fotos e, quando reveladas, ponho aqui!
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Falando em cachorro, talvez tenhamos um novo amiguinho em casa, em breve.
Explico: hoje meu primo e minha tia estiveram aqui em casa. Ele tem uma Golden Retriever e contou que ela teve filhotes - na verdade, como a cachorra fica na casa da sogra, em outra cidade, ele nem sabia que estava prenha! O pai é vira-lata, mas diz meu primo que é um bonito (e enorme) cachorro. Os filhotes, por sua vez, nasceram todos pretos - da cor do pai.
Ele nos ofereceu um filhote e, depois de pensar um pouco, resolvi que poderíamos (se meus pais concordassem, claro) pegar um dos filhotes. Eu queria mesmo outro Rottweiler, mas acho que ainda tenho tempo de vida suficiente para ter vários deles.
Portanto, que venha o vira-lata! (Já tenho um nome para ele, mas só direi no próximo post.)
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Apesar dos vários acontecimentos legais que têm acontecido, não estou, em geral, lá muito animado.
Talvez "descontente" fosse uma palavra mais adequada: descontente com meu cérebro, com certas idéias minhas, com minha voz, com meu corpo etc. etc. etc. ad aeternum...
Não tenho tido muita paciência com nada nem ninguém, muito menos comigo mesmo. O pior é que infelizmente tenho de conviver comigo todos os dias, senão tentaria evitar contato. Fazer o quê? Esperar, esperar e esperar.
Este semestre que hoje se acaba teve altos e baixos emocionais consideráveis. Eu ia fazer um pequeno gráfico do "rendimento" do período, mas desisti da idéia. (Quem sabe no próximo post?) O melhor mês talvez tenha sido Janeiro, e o pior, com certeza, foi Maio - embora o final desse mês tenha me restituído a alegria; Fevereiro e Março foram medianos, meio angustiados - por causa dela - e Abril foi normal - na medida do possível; Junho, por sua vez, foi um mês semi-vivo, meio parado, meio sem nexo.
Claro que tudo isso que agora escrevo foi no geral. Todo mês teve ótimos dias (como os da Colombo em Março e da Roméo et Juliette em Junho), mas os demais foram como descrevi.
O que nos aguarda no próximo semestre? Ah, se eu pudesse saber!...
Termino por aqui, esperando que o segundo semestre seja grandioso!
11:47:20 PM
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Sexta-feira, Junho 25, 2004
Quem matou Lineu?
E depois de um longo tempo sem atualizações...
Seigneur... Seigneur... Pardonnez-nous...
Roméo e Juliette, no Atto V da Roméo et Juliette (1867)
Ópera em cinco atos
Música de Charles Gounod
Libretto de Jules Barbier e Michel Carré
Começo este post, claro, com a pergunta que inquietou (?) os brasileiros na última semana: "Quem matou Lineu Vasconcellos?". A resposta foi dada no infame capítulo final de "Celebridade", que ainda será repetido amanhã...
Se eu assisti ao capítulo todo? Pois fiz questão! (Na verdade, perdi o primeiro bloco, porque estava na academia.) No Brasil, último capítulo de novela, ainda mais a das oito, e sagrado - mesmo que a gente viaje completamente no enredo.
Acho que os escritores de novela da Globo se esforçam cada vez mais para serem ruins, não é possível! O último capítulo da novela das oito conseguiu ser pior que o de "Mulheres apaixonadas"...
Sangue falsíssimo (não parecia groselha?), assassino mais que na cara, alguns detalhes não explicados, casaizinhos óbvios (nem todos) no fim, showzinho do Gilberto Gil... Em outras palavras, foi um show de mau gosto, sinceramente. Ao contrário do capítulo final de "Mulheres apaixonadas", que ainda rendeu um comentário legalzinho, esse não dá, não mesmo.
Abre parêntesis.Uma coisa que achei legal: eles terem mostrado todos os que trabalham por trás das câmeras - cameramen, contra-regras, maquiladores, camareiros, figurinistas etc. São pessoas extremamente necessárias para qualquer trabalho, e mostrá-las, na minha opinião, foi valorizá-las bastante.Fecha parêntesis.
Ah, que saudade da Odete Roitman!...
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Abaixo, segue uma das tirinhas do Peanuts mais fenomenais que já li.
Adivinhem quem essa história me lembrou?...
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Dia desses recebi via e-mail algumas fotos do casamento de uma amiga (aquele de Poços de Caldas), mais precisamente da festa.
Fiquei abismado em ver o quão orelhudo estou naquelas fotos. Que horror! Preciso aprender a não tirar fotos de frente, mas sim um pouco de lado, de forma que apenas uma das orelhas não apareça. (Para tudo na vida há um truque, carissimi!!)
É como diz aquele sábio ditado: A chi non ha beltà, solo resta la vanità...
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Não posso me esquecer de falar da Roméo et Juliette a que assisti sábado passado!
Apesar da concepção modernosa dos cenários (nem vou comentar as atrocidades cênicas, porque não vale a pena), a récita foi maravilhosa! Os cantores estavam muito, muito bem, assim como o coro (sempre excelente) e a orquestra. E, para nosso maior orgulho, todo o elenco brasileiro, mostrando o potencial dos cantores que temos aqui.
É interessante que, pela segunda vez, escolhem uma grand-opéra [1] para montarem com elenco nacional (com, a Colombo também foi). Por que será?
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O coral na vernissage da Mostra Bambolê, em 28 de Maio
(alguém consegue me reconhecer?)
O fim de semana passado foi bem musical: além da ópera no sábado, o coral teve uma apresentação, no domingo, em Morungaba.
Foi uma das melhores apresentações! O pessoal (tanto do coro quanto quem assistiu) adorou - e no final teve lanche! Hehehe!
Só foi pena porque coincidiu de, nesse dia, um dos meus maiores amigos (que fez aniversário dia 15) ter marcado um churrasco. Por sorte ainda deu para ficar um pouquinho e cumprimentá-lo.
O coral entrou de férias ontem (até Agosto), e por enquanto não haverá mais apresentações. Quando houver mais alguma, aviso!
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Ontem de manhã fui fazer um exame para certificado (o DELF - Diplôme d'Études en langue Française) lá na Aliança Francesa, em Campinas.
P'ra variar, saí de casa atrasado e cheguei na hora (os quinze minutos de antecedência que eles pediam) lá. Por sorte, e ao contrário da minha expectativa, não havia quase ninguém para fazer o teste, então não houve problema.
A parte escrita não foi muito difícil. Era uma breve dissertação sobre o assunto de um texto dado - um artigo sobre celulares com câmera fotográfica; porém, como sempre fui péssimo em dissertações do tipo escolares, creio que a minha ficou horrible...
Mais difícil foi a parte oral. Quando, na fita, leram os enunciados, achei que ia ser tranqüilo - a pessoa que lia, na gravação, o fez bem pausadamente. Em compensação, na hora da prova em si, uma notícia de rádio sobre o TGV [2], o repórter falava muitíssimo rápido, por vezes nem dando para entender.
Já percebi que em línguas que entendo bem (inglês, francês, italiano e espanhol - talvez eu incluiria russo aqui), se eu parar e me concentrar, entendo uns 90% do que é falado. Mas, para isso, é preciso muito silêncio e um ouvido bem atento.
Só espero passar no teste!...
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Ainda falando em línguas, acho que vou assistir algumas aulas de russo e grego clássico como ouvinte para não as perder completamente, o que seria uma pena! O Russo será o I mesmo (o II não abriu para o próximo semestre, e se tivesse o III eu me matricularia) e o Grego será o II, para tentar o III (matriculado) ano que vem.
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Falando em teste, estou pensando seriamente no exame para o mestrado.
Como não estudei o tanto que deveria, vou fazê-lo durante todo o mês de Julho e também durante Agosto (as provas começam em Setembro). Além disso, vou aproveitar Julho para concluir o projeto de mestrado.
Mesmo sabendo que até Setembro vou estar estudado o suficiente, ainda não estou muito confiante. Todos com quem converso falam: "Você vai passar, com certeza."; essa certeza dos outros, que ainda não é minha, acaba me dando um pouco de angústia, uma vez que, se eu não passar (toc, toc, toc - batendo na madeira), me parece que estarei decepcionando todos aqueles que confiam em mim.
Oh, que terror! Viver tentando imaginar o julgamento dos outros sobre si próprio!...
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Não sei se vocês sabem (ô expressãozinha clichet!...), mas a Unicamp está em greve desde o dia 26 de Maio. Alguns jornais diziam que "professores, funcionários e alunos estão em greve". Podem me tirar dessa!
Já passei por várias greves, desde a pior delas, em 2000, o ano que entrei. Esta, porém, atrapalhou várias coisas e, pessoalmente, atrapalhou o recital que íamos ter hoje, na hora do almoço.
Desde o começo do ano fico entusiasmado com a apresentação do final do semestre. Para este, já tenho até o figurino pronto, que mandei fazer com uma coralista que é costureira (minha figurinista pessoal! Hehehe!). Porém, quando a greve começou, algo já me dizia que o recital ia ser adiado - e provavelmente só acontecerá no fim do ano...
Seja como for, eu aviso com antecedência!
Bom, por enquanto é só. Até o próximo post! (Que, espero, será ainda este mês.)
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[1] Tipo mais difundido na ópera francesa, a grand-opéra tem cinco atos e ballet, geralmente no segundo ou no terceiro ato.
[2] O TGV (train à grande vitesse, ou seja, "trem de grande velocidade") é o trem-bala francês, que percorre todo o país - ligando seus departamentos entre si e entre os países vizinhos.
11:56:31 PM
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Quinta-feira, Junho 10, 2004
Adiuua me Domine hodie et semper,
ou Perdi tudo de novo
Perché, perché, Signor,
Me ne rimuneri così?
Tosca, no Ato II da Tosca (1900)
Ópera em três atos
Música de Giacomo Puccini
Libretto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa,
baseado na peça La Tosca (1887), de Victorien Sardou
Pois é, aconteceu de novo: deu um erro fatal no meu computador e perdi tudo de novo...
Desta vez estou mais desencanado e nem me preocupei muito. Perdi principalmente mp3s, mas isso é fácil de reaver. Além disso, perdi também o começo do meu projeto de mestrado e o começo da quarta parte da minha novela; porém, estavam tão ruins que dei graças a Deus que se foram. Agora é só voltar a me dedicar a eles e pronto.
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Falando em se dedicar, eu finalmente voltei, hoje, a vocalisar. Estava meio desanimado, me fazendo pensar que minha voz está pior do que ela é.
E não é que estou ficando meio enferrujado? Os staccati, por exemplo, estão horrendos (na segunda "sessão" - digamos assim - de vocalises já ficaram menos piores).
Será que existe decadência sem ter havido o apogeu? Se sim, eu provavelmente seja o melhor exemplo disso...
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No sábado haverá o lançamento do livro A ópera contemporânea, mais um do Lauro Machado Coelho, no Espaço Cultural CPFL, em Campinas. Eu adoraria ir não tanto pela ópera contemporânea em si (de que não gosto muito), mas mais pelo recital será apresentado no lançamento: a soprano Solange Siquerolli e, ao piano, minha professora de Ópera Estúdio. Infelizmente, não vai dar para eu ir.
Há vários motivos, mas um deles é que eu teria de ir sozinho. Até não haveria muito problema, mas acho chato fazer um programa assim sem mais ninguém. Como nunca namorei, nem poderia ligar para um ex e perguntar se ela gostaria de ir... (Mas que idéia, também!...)
Fica para a próxima, como sempre.
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Estão, porém, confirmados dois outros programas:
- Chicago, dia 26, no Teatro Abril. Dizem que a produção está muito boa, e os musicais no Abril costumam ser excelentes. Não cheguei a assistir ao filme, mas Danielle Winits no papel principal da versão brasileira não me inspira muita confiança...
- Roméo et Juliette, dia 19, no Theatro Municipal. Este é um dos programas mais esperados do semestre, com certeza. Acreditam que essa grand opéra de Gounod nunca tinha sido encenada no Brasil? É um absurdo! Nosso país ainda está muito atrasado em relação à quantidade de óperas apresentadas. Felizmente, o nível de nossos cantores é cada vez mais alto, e vários maestros têm "desenterrado" obras que há muito não se viam.
Depois conto as impressões dos espetáculos!
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Alguém pode me dar uma dica para eu parar de comer sem parar?
Exageros à parte, percebo que tenho comido um pouco a mais que o normal. Os quilos que emagreci durante a gripe (foram três) já praticamente retornaram...
Será ansiedade? Será que minha mãe tem feito ou comprado coisas gostosas demais? (E tem mesmo...) Oh, Dio! Aiutami!
Eita...
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É impressão minha ou não tem feito tanto frio? Em compensação, parece que tem chovido mais que o normal para esta época do ano. Sinceramente, prefiro o frio!
Além do mais, é ruim feriado com chuva - eu pelo menos acho. Seria melhor que fosse só nublado, sem chuva alguma.
Falando nisso, o feriado aqui foi beeeem tranqüilo. Passei praticamente o dia todo na internet para reaver alguns mp3s (conexão discada é fogo...) e pegar alguns joguinhos point-and-click num site que descobri há algum tempo. Fora isso, saí rapidamente à tarde.
Algumas ruas do centro da cidade estavam fechadas por causa da procissão de Corpus Christi. Só uma pergunta: o que o Hino Nacional tem a ver com esse feriado??? Pergunto porque ouvi o Hino sendo executado pela banda da cidade (não tecerei comentários sobre a banda, uma vez que, como vocês sabem, sou pessoa quase pública aqui... Hahaha!) numa das ruas. EStou sem entender até agora.
Na volta, vi um belo Maverick 1976 amarelo (só a cor é que é questionável...) à venda numa loja de carros. Sabem que fiquei com vontade de ver o preço? Anotei o telefone e segunda-feira vou ligar, só por curiosidade.
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Dia desses assisti, da metade para o fim, ao filme "Amélia" (2000), com Marília Pêra e Béatrice Agenin. Amélia é uma das camareiras da grande atriz Sarah Bernhardt (1844-1923) durante sua estada no Brasil, em 1905.
O filme é bom, até. Tem suas bobagens e palavrões, como quase todo filme brasileiro, mas vale a pena. E também porque é histórico: a atriz francesa realmente esteve aqui nesse ano. E pior: foi aqui, no fim da La Tosca, que a atriz caiu feio e quebrou a perna direita. Essa perna a incomodou até 1915, quando foi amputada.
Gostei também porque descobri que o libretto da ópera de Puccini é praticamente uma tradução da peça de Sardou - peça esta que, embora tenha procurado, jamais encontrei em livro. A última cena é bastante interessante: mostra La Bernhardt, já usando uma perna de pau, num palco parisiense, declamando (em francês) o I-Juca-Pirama, de Gonçalves Dias.
Béatrice Agenin, na última cena do filme
Sarah Bernhardt, no papel de Floria Tosca
Em outras palavras: vejam "Amélia" e me contem suas impressões!
Por enquanto é só. Logo virão mais novidades!
11:23:19 PM
Comments:
Quarta-feira, Junho 02, 2004
Começo de Junho, ou Como o ano passou rápido!
Sempre libera deggio
Folleggiar di gioja in gioja
Vo' che scorra il viver mio
Pei sentiere del piacer.
Violetta Valéry, no Ato II da La Traviata (1853)
Ópera em três atos
Música de Giuseppe Verdi
Libretto de Francesco Maria Piave
Olá a todos!
É interessantíssimo como as coisas acontecem: até meados da semana passada tudo estava meio mais ou menos, mais p'ra menos que p'ra mais. E não é que, desde o fim de semana, a situação está melhor?
Para entenderem como tudo ocorreu, vou contar sobre o fim de semana - provavelmente o melhor do ano.
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Sábado foi o casamento de uma colega (e amiga), lá em Poços de Caldas. Foi excelente!
Fazia já quase um ano que estive na cidade. Não sei se vocês lembram, mas quem der uma olhada no mês de Julho vai poder saber como foi a viagem.
Voltando: fui para Campinas com um amigo e, de lá, fomos com outra amiga e o irmão para Poços, onde os pais dela moram. Foi só risada do começo ao fim. Ficamos até combinando (de brincadeira) de ir à Cantina do Araújo, que tem trocentos mil outdoors na estrada (propaganda explicitamente subliminar! Hahaha!) até chegar à cidade, mas não deu tempo.
O casamento foi muito bonito. Não é porque eu cantei - minha amiga fez questão e eu aceitei, muito contente -, mas é que estava bonito mesmo. O padre foi bem sucinto e a cerimônia correu bem. A não ser...
... por eu ter quebrado no agudo da "Ave Maria" (de Bach/Gounod). Saí do casamento angustiado, meio mal, porque não tinha percebido a reação dos presentes. Porém, depois, quando vieram cumprimentar ao violinista (que é excelente) e a mim, percebi que aquela nota não influenciou negativamente no desempenho, e me senti bem melhor. Aliás, me senti ótimo - e estou assim até hoje.
A festa foi num buffet mais ou menos perto. Mais risadas! Ficamos lá das 18:30h (o casamento acabou umas 18:20h) e saímos às 23:30h. Meu amigo e eu (e outra amiga) íamos dormir na casa dessa amiga com quem fomos, mas antes ficamos conversando (já na casa dela) até uma da manhã. [1]
No dia seguinte, tomamos café da manhã, almoçamos na própria casa (o almoço, feito pela mãe da amiga, estava delicioso) e depois fomos um pouco para a cidade. Fomos embora para Campinas perto das 18h (mais risadas no caminho) e eu cheguei em casa quase 21h.
Foi um fim de semana corrido, agitado, mas muito, muito legal. Tomara que os próximos sejam assim também!
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Uma pérola minha, já em Poços de Caldas:
Eu (querendo dar uma de que conheço a cidade): Não é aqui perto a Cascata dos Apaixonados?
Minha amiga (cujos pais moram lá): Sim, a Fonte dos Amantes é aqui perto.
Eu (enquanto meu amigo ria): Ué, semanticamente é a mesma coisa...
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Provavelmente já estão sabendo, mas a faculdade (bem como a USP e a UNESP) estão em greve desde o dia 26 de Maio. Dizem que professores, alunos e funcionários aderiram ao movimento, mas podem tirar meu nome fora dessa! Já aderi a uma greve (a famosa de 2000 - justamente o ano em que entrei -, que durou 50 dias) e não pretendo fazê-lo novamente.
Meu maior receio, por enquanto, é o recital de 25 de Junho. Espero que as aulas voltem logo pois, de outra forma, não será possível termos o ensaio geral na quarta-feira que vem, dia 9. Por mim, eu entraria no Auditório e ensaiaria, pouco me importando com a greve. Mas, já viu...
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Atendendo a pedidos, e cumprindo uma promessa, aqui vai uma foto recente do Astor, nosso cachorro:
Astor, em cima da mesa, como numa foto de tempos atrás
Não é uma graça?
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Falando em cachorros, preciso contar o que aconteceu há alguns dias.
Acho que foi na segunda-feira. Eu estava saindo de casa, logo de manhã, quando vi um novo cachorro andando pela rua.
Abre parêntesis. Aqui no meu bairro, infelizmente, alguns vizinhos têm o péssimo hábito de deixar que seus cachorros andem pelas ruas sozinhos. Isso é criação irresponsável, coisa bastante repreensível. Fecha parêntesis.
Além dos cachorros que habitualmente andam por aqui, vi outro, tricolor (preto, amarelo e branco). Está meio mal cuidado, mas é um cachorro bem bonito. Minha mãe e minha tia acham que ele já é meio velho, mas pelos meus cálculos oculares (!!!) deve ter uns quatro ou cinco anos. Talvez nem isso.
Seja como for, aquele cachorro (muito dócil; eu chamei e ele veio, abanando o rabo) certamente foi abandonado por seus donos, provavelmente no domingo.
Existe ação mais abominável que essa? Criar um cachorro e, depois de certa idade (principalmente quando ele está velho), abandoná-lo? Bom, há quem faça isso com pessoas, então imagine com cachorros...
Só sei que tenho ojeriza a esse ato. Por que não tentar encontrar novos donos, que possam cuidar dele como ele merece? Ainda mais aquele cachorro, que parece ser muito bonzinho. Vou tentar falar com uma amiga minha, fundadora de uma ONG séria em prol dos animais abandonados. Quem sabe se encontra um novo dono para ele?
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Sexta-feira passada foi a vernissage da 7a. Mostra Bambolê (aquela a que eu fui, e de que participei, no ano passado).
Este ano foi bem melhor! Também porque o coral cantou - e ganhou um troféu por sua atuação na cidade. A apresentação foi excelente (elogiada pelos participantes e, depois, pela própria regente) e a mostra estava muito bonita. Este ano não participei, mas no próximo, quem sabe?
Mas o principal que eu queria contar é que eu a encontrei lá. Não a atual (que já nem sei se é tão atual assim), mas a do post de 14 de Fevereiro de 2003 (um dos posts mais marcantes do blog! Hehehe!). E não é que me bateu uma pequenina fiamma amorosa? Estranho, muito estranho, porque ela provavelmente não está nem aí para mim...
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Posts atrás comentei que não tenho me dedicado muito a algumas coisas. Não sei se é bem isso, mas percebo que, se me dedico, os resultados têm vindo mais demorados do que eu gostaria. (É sempre assim: as mudanças que desejamos ocorrem lentamente; as que não queremos, num piscar de olhos.)
Estava estes dias fazendo um levantamento dos meus progressos na academia. Vai fazer quase dois anos, e não foram taaaantos assim (pelo menos não percebi). Não foi por falta de dedicação, lo giuro! Há quem em seis meses já fique bem, mas eu nesses praticamente dois anos estou só começando (bem no começo mesmo) a chegar a onde quero. Por que os metabolismos têm de ser tão diferentes?
Pensando nisso, outro dia achei uma ótima frase de Juvenal [2] no método de latim. Transcrevo aqui uma adaptação que fiz para mim.
multo mihi orandus est ut sit mens sana in corpore sano.
Só assim!...
Mais um post longo e cheio de notícias. Em breve escrevo mais!
__________________
[1] Este parágrafo ficou meio confuso, mas dá para entender, não? É que não adianta eu nomear todo mundo.
[2] Poeta latino (c. 60 d.C. - c. 130 d. C.)
11:56:56 PM
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